{"id":4818,"date":"2013-04-14T14:28:38","date_gmt":"2013-04-14T14:28:38","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/14\/palestra-discute-ditadura-militar\/"},"modified":"2013-04-14T14:28:38","modified_gmt":"2013-04-14T14:28:38","slug":"palestra-discute-ditadura-militar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/14\/palestra-discute-ditadura-militar\/","title":{"rendered":"Palestra discute Ditadura Militar"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A Academia Mour\u00e3oense de Letras promoveu esta semana um ciclo de palestras com o tema \u2018Atua\u00e7\u00e3o do Regime Militar: registros de uma guerra surda\u00a0em Campo Mour\u00e3o\u2019. O assunto foi abordado pelos membros da entidade e professores, Jos\u00e9 Eug\u00eanio Maciel e Nelci Veiga Mello. O evento que aconteceu no anfiteatro da Unespar\/Fecilcam contou com a presen\u00e7a de um grande p\u00fablico, em sua maioria alunos de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.itribuna.com.br\/media\/webmedia\/files\/ditadura-vv_2.JPG\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address \/>O evento lotou o anfiteatro da Unespar\/Fecilcam &#8211;<span style=\"line-height: 1.3em;\" \/>Valter Velozo\/Tribuna do Interior  <!--more-->  <\/span><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com o presidente da academia, Jair Elias dos Santos Junior, o objetivo do evento foi discutir com a comunidade uma pequena, mas grande p\u00e1gina de Campo Mour\u00e3o, em especial dos acontecimentos que envolveram o regime militar. \u201cEssa \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o da academia, voltar-se para a comunidade e discutir aspectos importantes da nossa hist\u00f3ria e nossa cultura.\u201d Essa foi a primeira vez que a academia realizou esse ciclo de palestras. \u201cVamos realizar outros ciclos com outros temas principalmente sobre literatura mour\u00e3oense. Foi uma grande satisfa\u00e7\u00e3o discutir com eles que no futuro estar\u00e3o escrevendo a historia de Campo Mour\u00e3o, Paran\u00e1 e do Brasil\u201d, afirmou o historiador.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Antes da primeira palestra foi apresentado um filme, como nasce uma cidade que registrou a chegada dos pioneiros a Campo Mour\u00e3o. A professora Nelci discorreu sobre a atua\u00e7\u00e3o do Regime Militar em Campo Mour\u00e3o. \u00a0Relatos que fazem parte do livro \u201cCaminhadas Vermelhas\u201d, uma obra que trata da hist\u00f3ria dos movimentos sociais de esquerda no Estado do Paran\u00e1 e na regi\u00e3o de Campo Mour\u00e3o, no per\u00edodo de 1956 a 1975.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com a professora, o livro \u00e9 o resgate de conflitos, sonhos e ilus\u00f5es de uma comunidade inserida em a\u00e7\u00f5es com amplitude nacional e internacional. \u201cO passado esta presente aqui no nosso dia a dia no cotidiano, o passado ele interfere, n\u00e3o morre nunca\u201d, comenta Nelci.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Eugenio\u00a0Maciel fez um relato do per\u00edodo da ditadura militar com o golpe de 1964 e os atos institucionais, persegui\u00e7\u00f5es e cassa\u00e7\u00e3o que aconteceram na regi\u00e3o, inclusive o processo de cassa\u00e7\u00e3o do suplente de vereador Moacyr Reis Ferraz, em maio de 1964. O processo foi aberto depois de 35 dias da instaura\u00e7\u00e3o do regime militar, atrav\u00e9s de um documento assinado por diversos vereadores pedindo a cassa\u00e7\u00e3o do suplente.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Entre as acusa\u00e7\u00f5es, a cassa\u00e7\u00e3o de Moacyr estava sendo solicitada por \u201cprofessar ideologia comunista\u201d e por ter proposto \u201cum voto de louvor \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o russa\u201d. A cassa\u00e7\u00e3o foi aprovada por unanimidade em quatro de junho de 1964, sem direito a defesa. Em cinco de junho de 1964, o presidente da C\u00e2mara Get\u00falio Ferrari, promulgou a Resolu\u00e7\u00e3o cassando o mandato de Moacyr Reis Ferraz, como suplente de vereador. \u201cViemos aqui nesse evento da academia trazer \u00e0 luz a import\u00e2ncia da luta dessas pessoas pela democracia e contra o golpe militar de 64 dado pelos militares,\u201d disse Maciel.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para a comunista declarada e sempre atuante, Lenilda de Assis que acompanhou atentamente as duas palestras, \u201cat\u00e9 parece que foi um filme que passou nesta noite, chorei por alguns momentos e acho muito importante esse debate mostrando para os estudantes que a ditadura causou um mal muito grande para a nossa sociedade e que aqui em Campo Mour\u00e3o aconteceu persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica onde pessoas foram presas e torturadas, como a historia do Moacir Ferraz com quem eu convivi muito na clandestinidade. Os comunistas sempre estiveram presentes na historia de Campo Mour\u00e3o, em todas as discuti\u00e7\u00f5es importantes da cidade\u201d, declarou a militante.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; ITribuna<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Academia Mour\u00e3oense de Letras promoveu esta semana um ciclo de palestras com o tema \u2018Atua\u00e7\u00e3o do Regime Militar: registros de uma guerra surda\u00a0em Campo Mour\u00e3o\u2019. O assunto foi abordado pelos membros da entidade e professores, Jos\u00e9 Eug\u00eanio Maciel e Nelci Veiga Mello. 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