{"id":484,"date":"2012-05-18T17:55:20","date_gmt":"2012-05-18T17:55:20","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/18\/comissao-da-verdade-foco-deve-ser-desaparecidos-defendem-jornalistas\/"},"modified":"2012-05-18T17:55:20","modified_gmt":"2012-05-18T17:55:20","slug":"comissao-da-verdade-foco-deve-ser-desaparecidos-defendem-jornalistas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/18\/comissao-da-verdade-foco-deve-ser-desaparecidos-defendem-jornalistas\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade: foco deve ser desaparecidos, defendem jornalistas"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A Comiss\u00e3o da Verdade deve investigar, sobretudo, o destino dado aos chamados desaparecidos pol\u00edticos do per\u00edodo da ditadura (1964-1985), defendem o jornalista, escritor e professor universit\u00e1rio Sinval Medina e a jornalista e professora da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Cremilda Medina. Para ambos, os trabalhos devem se concentrar basicamente nos governos militares a partir do golpe de 1964.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Onde foram parar os desaparecidos pol\u00edticos? As fam\u00edlias, os amigos e o Estado t\u00eam direito de saber isso. No Brasil, n\u00e3o houve nem h\u00e1 pena de morte, portanto, o Estado (na \u00e9poca da ditadura militar) n\u00e3o tinha o direito de matar. Tinha de permitir o julgamento correto e justo&#8221;, disse Sinval.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Cremilda acrescentou que o debate n\u00e3o deve se concentrar na discuss\u00e3o sobre v\u00edtimas e algozes. &#8220;N\u00e3o se pode pensar de forma manique\u00edsta, imaginando que h\u00e1 mocinhos e bandidos. Uma realidade \u00e9 multifacetada&#8221;, disse ela que, assim como Sinval, participou do semin\u00e1rio O Jornalismo na Constru\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria, promovido pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os professores advertiram ainda que \u00e9 preciso pensar que a Comiss\u00e3o da Verdade representa um novo cap\u00edtulo da Hist\u00f3ria do Brasil. Segundo eles, erram aqueles que defendem as chamadas &#8220;investiga\u00e7\u00f5es dos dois lados&#8221;. &#8220;Os respons\u00e1veis devem ser levados \u00e0 Justi\u00e7a. Se isso vai ocorrer? N\u00e3o sabemos. Mas a verdade tem de vir \u00e0 tona&#8221;, alertou Sinval.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 dois dias, a presidente Dilma Rousseff instaurou a Comiss\u00e3o da Verdade, formada por sete pessoas que ter\u00e3o dois anos para apurar viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos, ocorridas entre 1946 e 1988, per\u00edodo que inclui a ditadura militar (1964-1985). O grupo, por\u00e9m, n\u00e3o ter\u00e1 poder de puni\u00e7\u00e3o. Na comiss\u00e3o, h\u00e1 juristas, um ex-ministro da Justi\u00e7a, advogados e um psicanalista.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para Sinval e Cremilda Medina, a escolha dos nomes foi acertada. &#8220;A Comiss\u00e3o da Verdade est\u00e1 bem constitu\u00edda e equilibrada&#8221;, disse Sinval. &#8220;H\u00e1 evid\u00eancias ocorridas durante a ditadura que s\u00e3o indiscut\u00edveis. O crime \u00e9 sempre crime&#8221;, acrescentou Cremilda.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211;\u00a0Ag\u00eancia Brasil<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o da Verdade deve investigar, sobretudo, o destino dado aos chamados desaparecidos pol\u00edticos do per\u00edodo da ditadura (1964-1985), defendem o jornalista, escritor e professor universit\u00e1rio Sinval Medina e a jornalista e professora da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Cremilda Medina. Para ambos, os trabalhos devem se concentrar basicamente nos governos militares a partir do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/484"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=484"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/484\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=484"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=484"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=484"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}