{"id":4872,"date":"2013-04-16T16:57:17","date_gmt":"2013-04-16T16:57:17","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/16\/audiencia-em-sp-debate-apoio-psicologico-a-vitimas-da-ditadura\/"},"modified":"2013-04-16T16:57:17","modified_gmt":"2013-04-16T16:57:17","slug":"audiencia-em-sp-debate-apoio-psicologico-a-vitimas-da-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/16\/audiencia-em-sp-debate-apoio-psicologico-a-vitimas-da-ditadura\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia em SP debate apoio psicol\u00f3gico a v\u00edtimas da ditadura"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As pessoas que foram afetadas pela ditadura militar poder\u00e3o receber apoio psicol\u00f3gico. O trabalho ser\u00e1 desenvolvido por cinco grupos, dois deles em S\u00e3o Paulo e um no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e no Recife. A iniciativa foi apresentada na noite desta segunda\u00a0(15) em uma audi\u00eancia na Assembleia Legislativa do Estado de S\u00e3o Paulo (Alesp). O projeto \u00e9 promovido pela Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-4871\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ditadura-abaixo-a-ditadura37308.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A psicanalista da Cl\u00ednica do Testemunho, grupo que atuar\u00e1 em S\u00e3o Paulo, Beatriz Vannuchi explicou que o modelo de atendimento \u00e0 sa\u00fade mental \u00e9 uma antiga reivindica\u00e7\u00e3o das pessoas que sofreram abusos durante o regime. \u201cH\u00e1 alguns anos tamb\u00e9m houve uma senten\u00e7a da Corte Interamericana de Direitos Humanos determinando n\u00e3o s\u00f3 a repara\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e moral, mas tamb\u00e9m psicol\u00f3gica para as pessoas que passaram por essa experi\u00eancia\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O presidente da Comiss\u00e3o da Verdade da Alesp, deputado Adriano Diogo (PT), declarou que, \u201cembora com muito atraso\u201d, recebia a cria\u00e7\u00e3o dos grupos como um avan\u00e7o. Preso e torturado na ditadura, o deputado disse que sempre buscou ajuda, mas, mesmo assim, n\u00e3o conseguiu superar os traumas. \u201cEu sempre me tratei, mas vou te dizer uma coisa: isso nunca vai sair da cabe\u00e7a. Eu vi cinco pessoas serem mortas\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do aux\u00edlio \u00e0s v\u00edtimas do regime, a conselheira da Comiss\u00e3o de Anistia Rita Sipahi disse que, ao recolher os testemunhos, os grupos tamb\u00e9m ajudar\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o do relato sobre o per\u00edodo ditatorial. \u201cTem o papel de cumprir com a repara\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, preenchendo assim a lacuna ainda existente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Justi\u00e7a de transi\u00e7\u00e3o implantada at\u00e9 o momento. Ao mesmo tempo que se coloca como mecanismo auxiliar na promo\u00e7\u00e3o de uma interven\u00e7\u00e3o preventiva contra as amea\u00e7as \u00e0 liberdade de pensamento, manifesta\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, destacou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em entrevista\u00a0ao Portal Vermelho, o presidente da Comiss\u00e3o de Anistia, Paulo Abr\u00e3o, explicou que as perspectivas mais avan\u00e7adas sobre repara\u00e7\u00f5es p\u00f3s-conflito, como as expressas pela ONU e pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, apontam para a necessidade de promovermos a chamada \u201crepara\u00e7\u00e3o integral\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cUma repara\u00e7\u00e3o integral ultrapassa a simples compensa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, ou mesmo o ato de repara\u00e7\u00e3o moral que \u00e9 o pedido oficial de desculpas do Estado. Ela depende tamb\u00e9m da aten\u00e7\u00e3o para outras dimens\u00f5es da subjetividade daqueles que foram vitimados pela viol\u00eancia. E \u00e9 aqui que entra o Cl\u00ednicas do Testemunho. O projeto busca reparar n\u00e3o apenas os atingidos diretamente, mas tamb\u00e9m aqueles que sofreram sequelas do autoritarismo, como filhos, pais e companheiros.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Cl\u00ednica do Testemunho\u00a0em SP<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em S\u00e3o Paulo, o grupo Cl\u00ednica do Testemunho vai tentar transformar as mem\u00f3rias dolorosas em uma forma de express\u00e3o que ultrapasse o sofrimento. \u201cN\u00f3s achamos que o sofrimento, quando ele est\u00e1 muito arraigado no corpo, no pr\u00f3prio ser, o grupo \u00e9 um instrumento poderoso\u201d, disse Beatriz Vannuchi..<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A psicanalista acredita, inclusive, que o trabalho poder\u00e1 ajudar pessoas que nunca tiveram coragem de falar sobre os abusos sofridos. \u201cO n\u00famero de afetados pela ditadura \u00e9 muito maior do que se sabe. Porque os afetados incluem aqueles que foram presos, torturados e mortos. Mas existem aqueles que foram banidos, expulsos do seu trabalho, que tiveram de mudar de cidade, que ficaram clandestinos. Tudo isso afeta a vida\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pessoas que foram afetadas pela ditadura militar poder\u00e3o receber apoio psicol\u00f3gico. O trabalho ser\u00e1 desenvolvido por cinco grupos, dois deles em S\u00e3o Paulo e um no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e no Recife. 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