{"id":4894,"date":"2013-04-19T01:34:15","date_gmt":"2013-04-19T01:34:15","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/19\/comissao-da-verdade-prioriza-investigacao-sobre-mortos-na-ditadura\/"},"modified":"2013-04-19T01:34:15","modified_gmt":"2013-04-19T01:34:15","slug":"comissao-da-verdade-prioriza-investigacao-sobre-mortos-na-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/19\/comissao-da-verdade-prioriza-investigacao-sobre-mortos-na-ditadura\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade prioriza investiga\u00e7\u00e3o sobre mortos na ditadura"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A Comiss\u00e3o Estadual da Verdade do Rio de Janeiro definiu a sua linha de trabalho para os pr\u00f3ximos dois anos e, de acordo com o seu presidente, o advogado Wadih Damous, quatro temas ser\u00e3o abordados neste per\u00edodo: mortos e desaparecidos, mecanismos de repress\u00e3o, casas clandestinas de tortura e casos emblem\u00e1ticos. Entre os principais casos a serem tratados est\u00e3o o da Casa da Morte, aparelho clandestino de tortura instalado na ditadura em Petr\u00f3polis,na regi\u00e3o serrana do Rio, e as mortes do engenheiro e pol\u00edtico Rubens Paiva, do militante Stuart Angel, filho da estilista Zuzu Angel, e do educador An\u00edsio Teixeira.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Damous explicou que, primeiramente, a Comiss\u00e3o Estadual da Verdade\u00a0vai se debru\u00e7ar sobre o item mortos e desaparecidos, que ali\u00e1s \u00e9 a raz\u00e3o de ser de qualquer Comiss\u00e3o da Verdade. \u00c9 preciso dar satisfa\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade, aos parentes, sobre o que aconteceu com essas pessoas. Se foram mortas, onde foram enterradas? Se foram torturadas, quem as torturou? Se foram assassinadas, quem as assassinou?&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Outro caso a ser investigado pela Comiss\u00e3o\u00a0ser\u00e1 o da carta-bomba enviada \u00e0 Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 1980, que matou a secret\u00e1ria do presidente da entidade na \u00e9poca, dona Lyda Monteiro. No dia em que explodiu a bomba estava na interinidade da presid\u00eancia da OAB &#8211; era o vice-presidente &#8211; o advogado Jos\u00e9 Paulo Sep\u00falveda Pertence, que anos depois foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal, onde se destacou pelos votos progressivos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ex-presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, informou que a Comiss\u00e3o vai ser instalada na sede da entidade e seu gabinete vai funcionar na mesma sala onde ocorreu a explos\u00e3o. &#8220;Decidimos instalar a Comiss\u00e3o neste local pelo car\u00e1ter simb\u00f3lico, de toda a luta que a OAB teve na reconquista da democracia brasileira, tudo o que significou aquele atentado&#8221;. E prosseguiu: &#8220;somos uma entidade, tamb\u00e9m, v\u00edtima. Muitos advogados foram v\u00edtimas, mas a pr\u00f3pria entidade foi v\u00edtima de um atentado terrorista cometido pela ditadura militar&#8221;. As reuni\u00f5es ir\u00e3o ocorrer sempre \u00e0s quartas-feiras e, segundo Damous,\u00a0 haver\u00e1 a maior transpar\u00eancia poss\u00edvel nos trabalhos da Comiss\u00e3o. &#8220;Vamos nos valer de uma forma bastante permanente das audi\u00eancias p\u00fablicas, audi\u00eancias com parentes, com v\u00edtimas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No estado do Rio de Janeiro foi onde ocorreu o maior n\u00famero de mortos e desaparecimentos, um total de 111, levantamento feito pela Comiss\u00e3o Especial de Mortos e Desparecidos do governo federal. A Comiss\u00e3o da Verdade do Rio vai trabalhar em conjunto com a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV), fazendo investiga\u00e7\u00f5es complementares ou a pedido da pr\u00f3pria CNV.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Jornal do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Estadual da Verdade do Rio de Janeiro definiu a sua linha de trabalho para os pr\u00f3ximos dois anos e, de acordo com o seu presidente, o advogado Wadih Damous, quatro temas ser\u00e3o abordados neste per\u00edodo: mortos e desaparecidos, mecanismos de repress\u00e3o, casas clandestinas de tortura e casos emblem\u00e1ticos. 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