{"id":4941,"date":"2013-04-20T12:05:43","date_gmt":"2013-04-20T12:05:43","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/20\/argentina-fornece-a-comissao-da-verdade-documentos-do-regime-militar-2\/"},"modified":"2013-04-20T12:05:43","modified_gmt":"2013-04-20T12:05:43","slug":"argentina-fornece-a-comissao-da-verdade-documentos-do-regime-militar-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/20\/argentina-fornece-a-comissao-da-verdade-documentos-do-regime-militar-2\/","title":{"rendered":"Argentina fornece \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade documentos do regime militar"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Uma miss\u00e3o da CVN (Comiss\u00e3o Nacional da Verdade), liderada pelo pesquisador brasileiro Paulo S\u00e9rgio Pinheiro, teve acesso na Argentina a &#8220;sessenta e seis caixas cheias&#8221; de documentos que fazem refer\u00eancia ao regime militar brasileiro (1964 e 1985).  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;S\u00e3o caixas cheias de documentos e todos em bom estado. Os documentos re\u00fanem, por exemplo, correspond\u00eancia diplom\u00e1tica. Qualquer pequeno telegrama pode ter pistas&#8221;, afirmou Pinheiro, em entrevista realizada na embaixada do Brasil na capital argentina.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Vamos analisar todas as informa\u00e7\u00f5es que fazem refer\u00eancia aos mortos e desaparecidos (durante o regime militar) e a estrat\u00e9gia de colabora\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses (naquele per\u00edodo)&#8221;, disse a assessora da comiss\u00e3o, Paula Ballesteros.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Pinheiro afirmou que os documentos estavam no Arquivo Geral do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da Argentina, classificados como &#8220;Brasil&#8221;. Ele disse, por\u00e9m, que os pap\u00e9is ser\u00e3o analisados e que devem ser digitalizados e enviados ao Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os la\u00e7os do Brasil com a Argentina nesta \u00e1rea da verdade e da mem\u00f3ria s\u00e3o muito antigos. Eles (argentinos) t\u00eam grande disposi\u00e7\u00e3o para colaborar com o Brasil, tanto governo como entidades de direitos humanos&#8221;, disse Pinheiro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Estima-se que onze brasileiros desapareceram na Argentina e seis argentinos no Brasil, entre 1974 e 1980, segundo comunicado da Comiss\u00e3o da Verdade. No texto, informa-se tamb\u00e9m que &#8220;outros cinco casos de brasileiros desaparecidos no exterior tamb\u00e9m ser\u00e3o investigados nos acervos argentinos&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O comunicado afirma ainda: &#8220;A CNV n\u00e3o s\u00f3 buscar\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre os militantes desaparecidos, mas tamb\u00e9m solicitar\u00e1 buscas a respeito de 37 organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas sujeitas a repress\u00e3o e 17 \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o e intelig\u00eancia brasileiros que atuaram entre 1946 e 1988.&#8221;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Acredita-se que documentos e registros produzidos pela ditadura brasileira possam estar espalhados em acervos fora do Brasil, como uma estrat\u00e9gia dos regimes autorit\u00e1rios para dificultar o acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As pesquisas na Argentina, e em outros pa\u00edses da regi\u00e3o, incluem a chamada &#8216;Opera\u00e7\u00e3o Condor&#8217;, que foi um plano de coordena\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es entre as c\u00fapulas dos regimes do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolivia, Chile e esporadicamente Peru e Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nosso interesse \u00e9 saber sobre os brasileiros atingidos por essas rela\u00e7\u00f5es&#8221;, afirmou Pinheiro. &#8220;E estamos prontos a colaborar sobre argentinos desaparecidos no Brasil&#8221;, disse.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As sessenta e seis caixas com documentos foram reunidas a partir de solicita\u00e7\u00f5es do Brasil, como contaram Pinheiro e Ballesteros.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Pinheiro disse que a fun\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o brasileira \u00e9 &#8220;esclarecer os fatos&#8221; enquanto na Argentina est\u00e3o ocorrendo os julgamentos dos que j\u00e1 foram investigados.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Evidentemente estes esclarecimentos podem ser usados por algu\u00e9m no futuro (na \u00e1rea judicial). Mas nosso mandato \u00e9 para esclarecer os fatos&#8221;, disse.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Eles contaram que foram acompanhados, em Buenos Aires, por dois pesquisadores brasileiros que, com apoio de especialistas argentinos, tamb\u00e9m tiveram acesso \u00e0s caixas na Argentina.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Buenos Aires foi a primeira parada da miss\u00e3o da CNV, que visitar\u00e1 outros pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, que tamb\u00e9m podem reunir documentos ligados ao regime militar no Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Da capital argentina, Ballesteros seguir\u00e1 para Assun\u00e7\u00e3o, no Paraguai. A lista de pa\u00edses a serem percorridos inclui Chile, Peru, Bol\u00edvia e Venezuela, entre outros.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Alguns documentos foram localizados. Entre eles os que fazem alguma refer\u00eancia a Tenorinho (m\u00fasico do grupo de Vinicius de Moraes, seq\u00fcestrado quando se apresentava na Argentina). Mas n\u00e3o sabemos o que s\u00e3o documentos novos ou n\u00e3o&#8221;, disse Balleteros.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Prazo<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Pinheiro disse ainda que a comiss\u00e3o espera concluir os trabalhos dentro do prazo inicial dado pela presidente Dilma Rousseff, que seria em julho de 2014. Mas, ele diz esperar que esse prazo seja ampliado at\u00e9 o fim do ano que vem.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Acho que um dos efeitos da Comiss\u00e3o da Verdade foi consolidar o tema no debate p\u00fablico (no Brasil)&#8221;, afirmou. Ele diz entender que a Comiss\u00e3o abriu caminho para cria\u00e7\u00e3o de outras comiss\u00f5es e para o que chamou de &#8216;levante da juventude&#8217; &#8211; uma s\u00e9rie de protestos realizados por jovens contra militares suspeitos de comportamento irregular durante o regime militar brasileiro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ele afirmou ainda que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 limites&#8221; para a pesquisa dos casos da ditadura nesta rela\u00e7\u00e3o de troca de informa\u00e7\u00f5es com a Argentina. Al\u00e9m de reuni\u00f5es com autoridades judiciais e do governo, como o ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da Argentina, Hector Timerman, a comitiva brasileira reuniu-se tamb\u00e9m com entidades de direitos humanos, como as M\u00e3es da Pra\u00e7a de Maio e Linha Fundadora.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; BBC Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma miss\u00e3o da CVN (Comiss\u00e3o Nacional da Verdade), liderada pelo pesquisador brasileiro Paulo S\u00e9rgio Pinheiro, teve acesso na Argentina a &#8220;sessenta e seis caixas cheias&#8221; de documentos que fazem refer\u00eancia ao regime militar brasileiro (1964 e 1985).<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4941"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4941"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4941\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}