{"id":4963,"date":"2013-04-23T03:08:23","date_gmt":"2013-04-23T03:08:23","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/23\/comissao-revela-documentos-sobre-morte-do-padre-henrique\/"},"modified":"2013-04-23T03:08:23","modified_gmt":"2013-04-23T03:08:23","slug":"comissao-revela-documentos-sobre-morte-do-padre-henrique","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/23\/comissao-revela-documentos-sobre-morte-do-padre-henrique\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o revela documentos sobre morte do padre Henrique"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>O argumento da ditadura militar de que o assassinato de padre Ant\u00f4nio Henrique Pereira Neto, em 26 de maio de 1969, foi um crime comum perdeu a sustenta\u00e7\u00e3o. Com base em documentos confidenciais do Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00e3o (SNI) e do Centro de Informa\u00e7\u00f5es da\u00a0 Marinha (Cenimar), jamais divulgados, a Comiss\u00e3o Estadual da Mem\u00f3ria e Verdade Dom Helder Camara afirmou nesta segunda-feira (22) n\u00e3o ter d\u00favidas do car\u00e1ter pol\u00edtico do crime. E que teria sido praticado por quatro pessoas. O nome dos acusados aparecem pela primeira vez em um documento confidencial do regime militar.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os implicados, cujos nomes constavam no inqu\u00e9rito conduzido pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico de Pernambuco (MPPE), seriam Rog\u00e9rio Matos do Nascimento, Jer\u00f4nimo Gibson Duarte Rodrigues, na \u00e9poca com 17 anos, Rivel Rocha e Humberto Serrano de Souza Esses dois \u00faltimos eram investigadores da Pol\u00edcia Civil. E o nome deste nunca apareceu ao longo do processo que apura a morte do padre, que era assistente da arquidiocese para a juventude. Rivel, conhecido como Cabo Rocha, faleceu.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Dos quatro indicados apenas Rog\u00e9rio chegou a ser denunciado e preso. A retirada do nome dos outros, segundo a Comiss\u00e3o da Verdade, aconteceu com a interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a no caso. O ent\u00e3o ministro Alfredo Buzid enviou ao Recife um consultor jur\u00eddico que, conforme os documentos, conseguiu modificar o rumo dos indiciamentos junto ao promotor de Justi\u00e7a Jos\u00e9 Ivens Peixoto de Carvalho.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Entre as provas de que o crime seria pol\u00edtico, segundo o relator do processo, o advogado Henrique Mariano, estaria o documento recolhido pelo Cenimar\u00a0 na sede da Equipos Docentes de Am\u00e9rica Latina (EDAL) e, em\u00a0 Fortaleza (CE). O nome de padre Henrique aparece na lista dos integrantes da EDAl. Essa institui\u00e7\u00e3o, segundo o documento do Cenimar, recomendava aos seus membros que se engajassem com profundidade na vida social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica nos locais onde viviam.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Di\u00e1rio de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O argumento da ditadura militar de que o assassinato de padre Ant\u00f4nio Henrique Pereira Neto, em 26 de maio de 1969, foi um crime comum perdeu a sustenta\u00e7\u00e3o. Com base em documentos confidenciais do Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00e3o (SNI) e do Centro de Informa\u00e7\u00f5es da\u00a0 Marinha (Cenimar), jamais divulgados, a Comiss\u00e3o Estadual da Mem\u00f3ria e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4963"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4963"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4963\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}