{"id":5202,"date":"2013-05-04T02:28:04","date_gmt":"2013-05-04T02:28:04","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/04\/randolfe-rodrigues-quer-apuracao-de-atrocidades-cometidas-contra-indios-durante-ditadura-militar\/"},"modified":"2013-05-04T02:28:04","modified_gmt":"2013-05-04T02:28:04","slug":"randolfe-rodrigues-quer-apuracao-de-atrocidades-cometidas-contra-indios-durante-ditadura-militar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/04\/randolfe-rodrigues-quer-apuracao-de-atrocidades-cometidas-contra-indios-durante-ditadura-militar\/","title":{"rendered":"Randolfe Rodrigues quer apura\u00e7\u00e3o de atrocidades cometidas contra \u00edndios durante ditadura militar"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) quer que a Casa ou\u00e7a o vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais, Marcelo Zelic, sobre o Relat\u00f3rio Figueiredo, produzido h\u00e1 45 anos, e que cont\u00e9m a narrativa de atrocidades cometidas contra os \u00edndios brasileiros durante o per\u00edodo da ditadura militar. Marcelo foi um dos pesquisadores que descobriram o documento h\u00e1 cerca de duas semanas no Museu do \u00cdndio, no Rio de Janeiro.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A proposta do parlamentar do PSOL, anunciada em pronunciamento no Plen\u00e1rio nesta segunda-feira (29), \u00e9 que a audi\u00eancia fique a cargo da Subcomiss\u00e3o da Verdade da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e Legisla\u00e7\u00e3o Participativa (CDH). O senador, que \u00e9 o vice-presidente do colegiado, defendeu tamb\u00e9m uma apura\u00e7\u00e3o &#8220;s\u00e9ria&#8221;\u00a0 das den\u00fancias pela Comiss\u00e3o da Verdade, institu\u00edda no \u00e2mbito do Executivo para averiguar os atos de viol\u00eancia praticados pelo Estado brasileiro de 1937 a 1985.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O Relat\u00f3rio Figueiredo tem 7 mil p\u00e1ginas. Ficou conhecido assim por causa do procurador J\u00e1der de Figueiredo Correia, que o redigiu no final dos anos 60 do s\u00e9culo passado, a pedido do ent\u00e3o ministro do Interior, o general Albuquerque de Lima. A elabora\u00e7\u00e3o do texto seguiu-se \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o iniciada por Figueiredo em 1967 para avaliar a atua\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o aos \u00cdndios (SPI), sucedido mais tarde pela Funai, em face de den\u00fancias contra o \u00f3rg\u00e3o. Foram percorridos mais de 16 mil quil\u00f4metros em 18 estados, e vistoriados mais de 130 postos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio, na vis\u00e3o de Randolfe Rodrigues, narra horrores compar\u00e1veis aos praticados pela m\u00e1quina de guerra nazista. Entre as atrocidades descritas est\u00e3o diversos tipos de tortura, como a tritura\u00e7\u00e3o de tornozelos de \u00edndios; ca\u00e7adas humanas com metralhadoras; dinamites atiradas de avi\u00f5es; inocula\u00e7\u00e3o de var\u00edola em povoados isolados; e doa\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar com veneno, al\u00e9m da matan\u00e7a de tribos inteiras.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; Vejam que horrores! Instrumentos que trituravam tornozelos, pr\u00e1ticas de tortura contra crian\u00e7as ind\u00edgenas, exterm\u00ednio de povos inteiros, den\u00fancia de execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias, atua\u00e7\u00e3o de agentes do Estado brasileiro como c\u00famplices de latifundi\u00e1rios. Tudo isso s\u00f3 mostra o n\u00edvel de pr\u00e1tica horrenda que ocorreu durante o per\u00edodo da ditadura &#8211; salientou o parlamentar pelo Amap\u00e1.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com o senador, o ministro Albuquerque de Lima recomendou a demiss\u00e3o de 33 pessoas e a suspens\u00e3o de outras 17, todas encarregadas de cuidar dos \u00edndios, mas os funcion\u00e1rios p\u00fablicos acabaram inocentados pela Justi\u00e7a. Em contrapartida, os servidores que participaram da elabora\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio foram demitidos ou trocados de fun\u00e7\u00e3o, \u201cnuma clara tentativa da ditadura de esconder o que havia acontecido\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Randolfe observou que os \u00fanicos registros do relat\u00f3rio, at\u00e9 ser encontrado este ano, eram reportagens publicadas na \u00e9poca, com base em uma entrevista coletiva concedida no Minist\u00e9rio do Interior, em mar\u00e7o de 1968. A entrevista teve grande repercuss\u00e3o internacional, e ganhou destaque em reportagem publicada no jornal norte-americano The New York Times, o que teria desagradado o governo brasileiro.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Ag\u00eancia Senado<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) quer que a Casa ou\u00e7a o vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais, Marcelo Zelic, sobre o Relat\u00f3rio Figueiredo, produzido h\u00e1 45 anos, e que cont\u00e9m a narrativa de atrocidades cometidas contra os \u00edndios brasileiros durante o per\u00edodo da ditadura militar. 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