{"id":5258,"date":"2013-05-06T17:14:59","date_gmt":"2013-05-06T17:14:59","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/06\/comissao-vai-investigar-tortura-na-paraiba\/"},"modified":"2013-05-06T17:14:59","modified_gmt":"2013-05-06T17:14:59","slug":"comissao-vai-investigar-tortura-na-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/06\/comissao-vai-investigar-tortura-na-paraiba\/","title":{"rendered":"COMISS\u00c3O VAI INVESTIGAR TORTURA NA PARA\u00cdBA"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p style=\"text-align: justify;\" \/>Um dos dez grupos de trabalho da Comiss\u00e3o Estadual da Verdade e da Preserva\u00e7\u00e3o da Mem\u00f3ria na Para\u00edba vai se debru\u00e7ar sobre o \u201cMapa da tortura\u201d, fixando um roteiro das a\u00e7\u00f5es praticadas por for\u00e7as policiais contra cidad\u00e3os que discordavam do regime militar instaurado em 1964. F\u00e1bio Freitas, respons\u00e1vel pelo grupo, afirma que seu interesse \u00e9 elaborar uma agenda atualizada com identifica\u00e7\u00e3o de locais de pr\u00e1tica de viol\u00eancia e perfil detalhado das v\u00edtimas do instrumento de intimida\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o para a manuten\u00e7\u00e3o da ordem pol\u00edtica, no jarg\u00e3o do regime militar. Os especialistas ir\u00e3o se aprofundar em fundamentos hist\u00f3ricos da tortura e suas dimens\u00f5es, al\u00e9m dos modos, instrumentos e espa\u00e7os utilizados no castigo a dissidentes pol\u00edticos, bem como analisar documentos e testemunhos.  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.jornaldaparaiba.com.br\/polemicapb\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/foto1-251x360.gif\" border=\"0\" width=\"251\" height=\"360\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos profissionais de imprensa que foi torturado, em Fernando de Noronha, foi o jornalista J\u00f3rio de Lira Machado, que inicialmente ficou recolhido ao D\u00e9cimo Quinto Regimento de Infantaria em Jo\u00e3o Pessoa. Ele era considerado ativista perigoso, conforme fichas aleatoriamente descobertas em \u00f3rg\u00e3os que comandaram a repress\u00e3o. Na verdade, J\u00f3rio tinha como arma a caneta. Expressava-se em artigos de jornais e reportagens sobre epis\u00f3dios de brutalidade envolvendo camponeses, l\u00edderes banc\u00e1rios, universit\u00e1rios e parlamentares contr\u00e1rios ao regime. Outro jornalista que foi alvo da ca\u00e7a generalizada foi Adalberto Barreto, que presidia a Associa\u00e7\u00e3o Paraibana de Imprensa, entidade ocupada por um grupo ligado \u00e0 direita. Barreto teve a cumplicidade de amigos e de familiares para sair de Jo\u00e3o Pessoa a fim de despistar grupos militares que estavam no seu encal\u00e7o. Num depoimento que concedeu para o livro \u201cO Jogo da Verdade\u201d, editado por \u201cA Uni\u00e3o\u201d, Barreto confessa que os esquerdistas acreditavam estar no comando do poder durante o governo Jo\u00e3o Goulart, mas admite que a frustra\u00e7\u00e3o foi total quando os militares se instalaram no comando da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o Estadual da Verdade receber\u00e1, no \u00e2mbito das investiga\u00e7\u00f5es sobre a \u00e1rea de imprensa, o refor\u00e7o de um grupo formado no Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Para\u00edba, a partir da vinda, na \u00faltima sexta-feira, do jornalista Aud\u00e1lio Dantas, integrante da nacional, e que presidiu o \u00f3rg\u00e3o cong\u00eanere em S\u00e3o Paulo quando do espancamento e assassinato de Vladimir Herzog nas celas do DOI-Codi. Aud\u00e1lio lan\u00e7ou um livro contando a saga vivida por Herzog, deu declara\u00e7\u00f5es apoiando a Comiss\u00e3o da Verdade e falando sobre a necessidade de apura\u00e7\u00e3o, at\u00e9 como forma de evitar a impunidade. O escritor Waldir Porf\u00edrio coordenar\u00e1 na Para\u00edba o grupo sobre os mortos e desaparecidos pol\u00edticos durante o regime militar. A equipe, de acordo com ele, tentar\u00e1 esclarecer casos emblem\u00e1ticos sobre os quais pairam d\u00favidas at\u00e9 hoje, sobre as mortes de alguns paraibanos, al\u00e9m de den\u00fancias que porventura cheguem ao conhecimento da Comiss\u00e3o. Na pauta, por exemplo, est\u00e1 o caso da explos\u00e3o de uma bomba no cine teatro Apolo XI, em 1975, na cidade de Cajazeiras, que causou v\u00edtimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00facia de F\u00e1tima Guerra Ferreira coordenar\u00e1 os trabalhos sobre persegui\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a contra integrantes do setor educacional \u2013 universit\u00e1rio e secundarista. Ela ressalta que tal segmento foi objeto de grande aten\u00e7\u00e3o por parte dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a, tendo em vista a efervesc\u00eancia que imperou no per\u00edodo. Paulo Giovani Antonino Nunes vai apurar os casos de demiss\u00f5es de servidores p\u00fablicos federais, estaduais e municipais e Iranice Gon\u00e7alves Diniz vai investigar e narrar as persegui\u00e7\u00f5es de mil\u00edcias privadas contra os representantes das Ligas Camponesas que atuaram no Nordeste, com ramifica\u00e7\u00f5es, sobretudo, na Para\u00edba. A cassa\u00e7\u00e3o de mandatos eletivos e de magistrados estar\u00e1 sob exame, dentro da preocupa\u00e7\u00e3o de identificar todas as pessoas que exerceram cargos executivos e legislativos e foram punidas nas esferas federal, estadual e municipais no per\u00edodo da ditadura militar. Ex-governadores, ex-deputados federais e estaduais, vereadores e lideran\u00e7as sem mandato foram inapelavelmente reprimidos nos seus direitos pol\u00edticos. \u201cA Comiss\u00e3o, certamente, vai apresentar resultados concretos que s\u00e3o indispens\u00e1veis para esclarecimento da sociedade\u201d, afirma Paulo Giovani Antonino, que preside o agrupamento criado mediante decreto do governador Ricardo Coutinho em conson\u00e2ncia com a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade institu\u00edda pela presidente Dilma Rousseff.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos dez grupos de trabalho da Comiss\u00e3o Estadual da Verdade e da Preserva\u00e7\u00e3o da Mem\u00f3ria na Para\u00edba vai se debru\u00e7ar sobre o \u201cMapa da tortura\u201d, fixando um roteiro das a\u00e7\u00f5es praticadas por for\u00e7as policiais contra cidad\u00e3os que discordavam do regime militar instaurado em 1964. 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