{"id":534,"date":"2012-05-21T23:55:41","date_gmt":"2012-05-21T23:55:41","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/21\/a-comissao-da-verdade-e-o-risco-da-arapuca-do-faz-de-conta\/"},"modified":"2012-05-21T23:55:41","modified_gmt":"2012-05-21T23:55:41","slug":"a-comissao-da-verdade-e-o-risco-da-arapuca-do-faz-de-conta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/21\/a-comissao-da-verdade-e-o-risco-da-arapuca-do-faz-de-conta\/","title":{"rendered":"A Comiss\u00e3o da Verdade e o risco da arapuca do faz-de-conta"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Press\u00f5es da estupidez e acordos feitos no passado podem frustrar uma investiga\u00e7\u00e3o que j\u00e1 come\u00e7a tarde<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cAssim como respeito e reverencio os que lutaram pela democracia enfrentando bravamente a trucul\u00eancia ilegal do Estado, e nunca deixarei de enaltecer esses lutadores e lutadoras, tamb\u00e9m reconhe\u00e7o e valorizo pactos pol\u00edticos que nos levaram \u00e0 redemocratiza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-531\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Dilma%20chora%20comiss%25C3%25A3o%20da%20verdade.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"300\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/>\n<address \/>A emo\u00e7\u00e3o levou Dilma \u00e0s l\u00e1grimas. O momento exige tamb\u00e9m atitudes.  <!--more-->  <\/address>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Presidente Dilma Rousseff, na instala\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade, em 16 de maio de 2012.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO destino daquela bomba era o palco. Tratava-se de um artefato de grande poder destruidor. O efeito da carga explosiva no ambiente festivo, onde deveriam se apresentar uns oitenta artistas famosos, seria devastador. A expans\u00e3o da explos\u00e3o e a onda de p\u00e2nico dentro do Riocentro gerariam consequ\u00eancias desastrosas. Era evidente que muitas pessoas morreriam pisoteadas.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Cl\u00e1udio Guerra, ex-delegado do DOPS que participou do atentado em 30 de abril de 1981, e de outras opera\u00e7\u00f5es criminosas, cujas revela\u00e7\u00f5es em livro j\u00e1 lhe valeram uma tentativa de execu\u00e7\u00e3o na madrugada do dia 16 de maio de 2012.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"p1\"><span> <\/span>\u2022<span> <\/span>Sejamos honestos: essa Comiss\u00e3o da Verdade j\u00e1 veio tarde, est\u00e1 cheia de dedos, pisando em ovos, e, como tudo neste pa\u00eds, pode trope\u00e7ar nas pr\u00f3prias pernas e limitar-se a um apanhado conveniente do que j\u00e1 \u00e9 p\u00fablico e not\u00f3rio, oferecendo \u00e0 hist\u00f3ria uma caricatura do que seria uma devassa necess\u00e1ria com efeitos profil\u00e1ticos em rela\u00e7\u00e3o ao futuro: porque a seus integrantes imp\u00f5em a pr\u00e1tica dos equilibristas com tais recomenda\u00e7\u00f5es e tais constrangimentos que ser\u00e3o fatalmente compelidos a sa\u00edrem pedindo desculpas aos esbirros da tirania que meteu os p\u00e9s pelas m\u00e3os, rasgou a Constitui\u00e7\u00e3o adolescente de 1946 no furor dos atos institucionais, abusou do arb\u00edtrio, prendeu, cassou, exilou, torturou, sequestrou, matou, ocultou cad\u00e1veres, censurou a imprensa, calou a verdade a ferro e a fogo, semeou o medo, cultivou a cumplicidade, raspou o cofre e travou a vida inteligente, tudo para servir \u00e0s ordens de uma pot\u00eancia corruptora que fez v\u00edtimas em todo o Continente para vingar-se dos seus fracassos nas tentativas de cortar as cabe\u00e7as dos intr\u00e9pidos invictos de uma ilha vizinha.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span> <\/span>\u2022<span> <\/span>Essas constata\u00e7\u00f5es \u00f3bvias n\u00e3o podem ser entendidas como um desest\u00edmulo ou uma desaprova\u00e7\u00e3o. As l\u00e1grimas da presidente Dilma merecem considera\u00e7\u00e3o. O esfor\u00e7o plat\u00f4nico de alguns bem intencionados n\u00e3o pode ser desmerecido. E a pr\u00f3pria institucionaliza\u00e7\u00e3o da busca de alguma verdade pode ter desdobramento: se realmente for a fundo, essa comiss\u00e3o demonstrar\u00e1 que n\u00e3o basta pretender ilustrar os anais: algum tipo de corretivo h\u00e1 de ser sugerido, como aconteceu na Argentina e no Chile, onde os verdugos foram devidamente punidos com penas exemplares, como a pris\u00e3o perp\u00e9tua para os chefes da ditadura argentina.<\/p>\n<p class=\"p1\">As belas palavras e as boas inten\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito pouco diante da monstruosidade de duas d\u00e9cadas em que o Estado militarizado fez mais do que v\u00edtimas fatais entre oponentes movidos pela utopia.<\/p>\n<p class=\"p1\">Seus crimes n\u00e3o se circunscreveram ao desaparecimento dos corpos de centenas de executados em seus por\u00f5es, atos que s\u00e3o por si corpos de delito da sanha m\u00f3rbida e doentia: naqueles idos, os agentes da repress\u00e3o pagos pelos contribuintes tinham que esconder seus malfeitos at\u00e9 mesmo da maioria da tropa, at\u00e9 mesmo da opini\u00e3o p\u00fablica da matriz, ora simulando \u201cmortes em combates\u201d, ora sumindo com os corpos dos advers\u00e1rios, porque, nem entre eles digeriam-se as execu\u00e7\u00f5es covardes.<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00c9 certo que j\u00e1 se passaram d\u00e9cadas da escalada mort\u00edfera. \u00c9 igualmente certo que o questionamento do regime de sev\u00edcias n\u00e3o ecoa mais como antes. A inseguran\u00e7a diante da pr\u00f3pria luta pela sobreviv\u00eancia e o desmonte do descontentamento atrav\u00e9s de pol\u00edticas compensat\u00f3rias produziram um clima da mais resoluta acomoda\u00e7\u00e3o. De tal monta \u00e9 a estupidez generalizada que ao ju\u00edzo das novas gera\u00e7\u00f5es, com as exce\u00e7\u00f5es inevit\u00e1veis, toda essa pol\u00eamica soa como tempo perdido.<\/p>\n<p class=\"p1\">A liberdade de que desfrutamos hoje produz o paradoxo da epidemia acr\u00edtica. Reviver o rito da ditadura em toda a sua trajet\u00f3ria perversa afigura-se como uma obsess\u00e3o de quem ainda padece das dores pessoais, em fun\u00e7\u00e3o do acontecido a seus entes queridos. Da\u00ed entender-se a busca da verdade apenas como a revela\u00e7\u00e3o das valas onde os criminosos da repress\u00e3o ensandecida ocultavam cad\u00e1veres das v\u00edtimas dos seus supl\u00edcios. E de mais n\u00e3o se cogita.<\/p>\n<p class=\"p1\">A sociedade massificada e imbecilizada n\u00e3o tem olhos e ouvidos para entender a gravidade de um delito praticado por agentes do Estado, mesmo aqueles que atuavam acreditando na legitimidade de um poder forjado na usurpa\u00e7\u00e3o de um golpe militar.<\/p>\n<p class=\"p1\">N\u00e3o \u00e9 por acaso que os defensores da brutalidade falam da \u201cviol\u00eancia dos dois lados\u201d, e em \u201cmeias verdades\u201d, num discurso c\u00ednico que, no entanto, encontra ades\u00f5es entre os desavisados e os cronicamente suscept\u00edveis \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o da paran\u00f3ia hist\u00f3rica.<\/p>\n<p class=\"p1\">A cronologia dos acontecimentos deveria ser o\u00a0ponto de partida da insofism\u00e1vel busca da verdade.<\/p>\n<p class=\"p1\">Uma cronologia que come\u00e7a com a conspira\u00e7\u00e3o que levou ao suic\u00eddio do presidente Get\u00falio Vargas em 24 de agosto de 1954, e passa pela tentativa de golpe para impedir a posse do presidente Juscelino Kubitscheck, abortada pelo general Teixeira Lott em 11 de novembro de 1955, e por dois levantes militares em seu governo, um dos quais liderados pelo ent\u00e3o major Jo\u00e3o Paulo Moreira Burnier, anistiado por JK, que seria um dos mais cru\u00e9is assassinos da ditadura.<\/p>\n<p class=\"p1\">A partir do momento em que, agindo por encomenda, generais das tr\u00eas armas decidiram macular as fardas com a deposi\u00e7\u00e3o de um presidente eleito e legitimado por um plebiscito in\u00e9dito, que lhe conferiu a aprova\u00e7\u00e3o de 80% dos cidad\u00e3os, a sequ\u00eancia de ilegalidades fez-se matriz dos crimes perpetrados nos por\u00f5es de uma repress\u00e3o movida a monstruosidades.<\/p>\n<p class=\"p1\">Que s\u00f3 n\u00e3o causaram mais sofrimento porque havia resist\u00eancia na tropa, como aconteceu quando o j\u00e1 brigadeiro Jo\u00e3o Paulo Moreira Burnier, que comandou pessoalmente a tortura e morte do estudante Stuart Angel Jones, quis envolver p\u00e1ra-quedistas da Aeron\u00e1utica na explos\u00e3o do gas\u00f4metro do Rio de Janeiro, imaginando milhares de mortes que seriam atribu\u00eddas aos opositores, hecatombe que s\u00f3 n\u00e3o aconteceu pela atitude corajosa do capit\u00e3o S\u00e9rgio Ribeiro Miranda Carvalho e pela interfer\u00eancia do brigadeiro Eduardo Gomes, \u00edcone da direita militar, que teve um acesso de lucidez e levou a trama ao conhecimento dos seus pares, numa carta em que acusava seu colega de farda de ser &#8220;um insano mental inspirado por instintos perversos e sanguin\u00e1rios, sob o pretexto de proteger o Brasil do perigo comunista&#8221;.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-532\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/S%C3%A9rgio%20Macaco.jpg\" border=\"0\" width=\"320\" height=\"241\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\">\n<address>Capit\u00e3o S\u00e9rgio Carvalho evitou mortic\u00ednio planejado pelo brigadeiro Burnier e foi cassado pelo AI-5<\/address>\n<address><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\"><br \/> <\/span>Colega que, mesmo insano, ap\u00f3s o mortic\u00ednio frustrado, chegou ao comando da III Zona A\u00e9rea, enquanto o capit\u00e3o S\u00e9rgio Ribeiro Miranda Carvalho era cassado pelo AI-5, protagonizando depois um epis\u00f3dio t\u00edpico da ditadura insepulta: em 1992, o STF reconheceu seu direito \u00e0 promo\u00e7\u00e3o, mas o ministro da Aeron\u00e1utica de ent\u00e3o, brigadeiro L\u00e9lio Lobo, n\u00e3o tomou conhecimento da decis\u00e3o e o ent\u00e3o presidente Itamar Franco, como bom covarde, preferiu empurrar o caso com a barriga.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cS\u00e9rgio Macaco\u201d, como era conhecido por sua destreza como p\u00e1ra-quedista, morreu em 1994 sem ver respeitada a decis\u00e3o judicial. Em 1997, sua filha recebeu m\u00edseros R$ 82.907,15 como indeniza\u00e7\u00e3o pela persegui\u00e7\u00e3o que o pai sofreu por se recusar a ser um assassino fardado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00c9 profundamente lament\u00e1vel que essa Comiss\u00e3o da Verdade, em nome do que \u00e9 poss\u00edvel, esteja sob o cerco dos por\u00e9ns, e, assim como n\u00e3o ir\u00e1 vasculhar a trama diab\u00f3lica do brigadeiro Burnier, tamb\u00e9m dever\u00e1 passar ao largo de outra monstruosidade cometida j\u00e1 nos estertores da tirania \u2013 o atentado do Riocentro, que poderia ter enlutado milhares de fam\u00edlias naquele 30 de a abril de 1981, quando uma poderosa bomba explodiu no colo do sargento Guilherme Pereira do Ros\u00e1rio, matando-o na hora, e ferindo gravemente o capit\u00e3o Wilson Luis Dias Machado, seu parceiro, mais tarde promovido a coronel, feito professor do Col\u00e9gio Militar de Bras\u00edlia at\u00e9 2010, e depois contratado pelo IME no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Nessa irrespons\u00e1vel tentativa gratuita de genoc\u00eddio, sabe-se agora, pela revela\u00e7\u00e3o de um dos seus participantes, que, al\u00e9m dos militares atingidos pela pr\u00f3pria bomba, estavam l\u00e1 figuras proeminentes da repress\u00e3o, entre elas o coronel de Ex\u00e9rcito Freddie Perdig\u00e3o (SNI); o comandante Ant\u00f4nio Vieira (Cenimar); e o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (comandante do Departamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es do II Ex\u00e9rcito \u2013 DOI-CODI, em S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-533\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Atentado%20ao%20riocentro%20carro.jpg\" border=\"0\" width=\"320\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"p1\">No frustrado atentado do Riocentro, milhares de pessoas teriam morrido. Mas a bomba explodiu antes, atingindo os militares que poriam a bomba sob o palco.<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00c9 de lamentar tamb\u00e9m que alguns militares da reserva, egressos desses bols\u00f5es sinistros, manipulem os clubes de oficiais das tr\u00eas armas e insuflem os colegas da ativa, amedrontando o governo e confundindo a opini\u00e3o p\u00fablica com o surrado discurso de que a Comiss\u00e3o da Verdade \u00e9 obra do revanchismo das fam\u00edlias enlutadas e dos militantes perseguidos naqueles dias terr\u00edveis.<\/p>\n<p class=\"p1\">A fra\u00e7\u00e3o pensante da sociedade, que ainda resiste bravamente ao compl\u00f4 da estupidez, espera muito mais dessa Comiss\u00e3o da Verdade e conta igualmente que as institui\u00e7\u00f5es pilares do regime de direito ofere\u00e7am a seus integrantes todo o apoio indispens\u00e1vel para que eles n\u00e3o caiam na arapuca do faz-de-conta, acarretando danos irrevers\u00edveis \u00e0 hist\u00f3ria p\u00e1tria.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">Por Pedro Porf\u00edrio<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Press\u00f5es da estupidez e acordos feitos no passado podem frustrar uma investiga\u00e7\u00e3o que j\u00e1 come\u00e7a tarde \u201cAssim como respeito e reverencio os que lutaram pela democracia enfrentando bravamente a trucul\u00eancia ilegal do Estado, e nunca deixarei de enaltecer esses lutadores e lutadoras, tamb\u00e9m reconhe\u00e7o e valorizo pactos pol\u00edticos que nos levaram \u00e0 redemocratiza\u00e7\u00e3o\u201d. 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