{"id":5358,"date":"2013-05-13T01:37:24","date_gmt":"2013-05-13T01:37:24","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/13\/audiencia-publica-sobre-lei-de-anistia-e-marcada-por-debates-4\/"},"modified":"2013-05-13T01:37:24","modified_gmt":"2013-05-13T01:37:24","slug":"audiencia-publica-sobre-lei-de-anistia-e-marcada-por-debates-4","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/13\/audiencia-publica-sobre-lei-de-anistia-e-marcada-por-debates-4\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia p\u00fablica sobre Lei de Anistia \u00e9 marcada por debates"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A audi\u00eancia p\u00fablica, na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) da C\u00e2mara, para debater o projeto de lei da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que altera a atual Lei de Anistia, foi marcada por diverg\u00eancias entre os participantes. A proposta da deputada paulista, que est\u00e1 em an\u00e1lise na CCJ, exclui da Lei da Anistia os crimes cometidos por agentes p\u00fablicos, militares ou civis, durante a ditadura militar. \u201cSe n\u00e3o punem esses crimes, mesmo se chegando \u00e0 verdade por meio da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, se mant\u00e9m a impunidade, e a impunidade n\u00e3o interessa \u00e0 democracia\u201d, disse Erundina. Entre os crimes cometidos est\u00e3o: tortura, homic\u00eddio, oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver e estupro.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O general de brigada Luiz Eduardo da Rocha Paiva e o desembargador Paulo Guilherme Vaz de Mello criticaram a proposta. O desembargador disse que ningu\u00e9m pode ser punido por lei posterior \u00e0 data do crime e que a retroatividade da lei causaria instabilidade jur\u00eddica. O general destacou que a tortura n\u00e3o era considerada crime \u00e0 \u00e9poca da ditadura e que, por isso, nem os agentes p\u00fablicos, nem os agentes de esquerda revolucion\u00e1ria podem ser punidos. \u201cSe a Lei de Anistia for alterada, ser\u00e1 uma irresponsabilidade pol\u00edtica, porque ela foi um instrumento pol\u00edtico de pacifica\u00e7\u00e3o nacional\u201d, disse o general.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os professores da Faculdade de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) F\u00e1bio Konder Comparato e Pedro Dallari defenderam a aprova\u00e7\u00e3o da proposta da deputada Erundina. Comparato ressaltou que o projeto vai possibilitar o cumprimento de senten\u00e7a da Corte Interamericana, que considerou inv\u00e1lida a Lei de Anistia brasileira. Segundo ele, o Brasil \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina que continua mantendo a validade da autoanistia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com Comparato, em vez de anular a Lei de Anistia, o projeto altera a legisla\u00e7\u00e3o para permitir a puni\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis por atos de viol\u00eancia contra pessoas consideradas \u201csubversivas\u201d pela ditadura. O professor Dallari ressaltou que o Brasil deve cumprir as decis\u00f5es da Corte Interamericana, uma vez que o Congresso reconheceu a jurisdi\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O projeto que altera a Lei de Anistia est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a, onde aguarda ser votado. O relator da proposta, deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF), deu parecer contr\u00e1rio \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do projeto. Mesmo com parecer contr\u00e1rio, os integrantes da CCJ podem rejeitar o parecer de Pitiman e aprovar parecer favor\u00e1vel ao texto de Erundina.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A audi\u00eancia p\u00fablica, na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) da C\u00e2mara, para debater o projeto de lei da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que altera a atual Lei de Anistia, foi marcada por diverg\u00eancias entre os participantes. 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