{"id":5359,"date":"2013-05-13T01:49:50","date_gmt":"2013-05-13T01:49:50","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/13\/ustra-diz-que-militares-lutavam-pela-democracia\/"},"modified":"2013-05-13T01:49:50","modified_gmt":"2013-05-13T01:49:50","slug":"ustra-diz-que-militares-lutavam-pela-democracia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/13\/ustra-diz-que-militares-lutavam-pela-democracia\/","title":{"rendered":"Ustra diz que militares lutavam pela democracia"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Ele ainda citou atua\u00e7\u00e3o de Dilma em &#8220;grupos terroristas&#8221;<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/>O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, disse nesta sexta-feira (10) \u00e0 em depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV), que se n\u00e3o fosse a atua\u00e7\u00e3o dos militares, o comunismo existiria hoje no Brasil. \u201cEst\u00e1vamos lutando pela democracia e est\u00e1vamos lutando contra o comunismo. Se n\u00e3o fosse a nossa luta, se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos lutado, eu n\u00e3o estaria aqui porque eu j\u00e1 teria ido para o &#8216;pared\u00f3n&#8217;. Os senhores teriam um regime comunista, um regime como o de Fidel Castro. O Brasil teria virado um &#8216;Cub\u00e3o&#8217; [em refer\u00eancia a Cuba].  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ustra tamb\u00e9m se referiu \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da presidenta Dilma Rousseff, durante a ditadura militar. \u201cEla integrou quatro grupos terroristas\u201d que teriam como objetivo final \u201ca implanta\u00e7\u00e3o de uma ditadura do proletariado, o comunismo. Derrubar os militares e implantar o comunismo. Isso consta de todas as organiza\u00e7\u00f5es\u201d, disse o coronel que comandou o Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es do Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna do 2\u00ba Ex\u00e9rcito em S\u00e3o Paulo (DOI-Codi-SP), \u00f3rg\u00e3o de repress\u00e3o da ditadura militar, entre 1970 e 1974.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Durante a ditadura, a presidenta Dilma integrou as organiza\u00e7\u00f5es clandestinas Pol\u00edtica Oper\u00e1ria (Polop), Comando de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucion\u00e1ria Palmares (VAR-Palmares), dedicadas a combater a ditadura militar. Condenada por &#8220;subvers\u00e3o&#8221;, ela passou tr\u00eas anos presa no pres\u00eddio Tiradentes, em S\u00e3o Paulo, entre 1970 e 1972.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O coronel compareceu hoje \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade e, apesar de\u00a0decis\u00e3o judicial\u00a0que lhe garantia o direito de n\u00e3o se pronunciar durante o depoimento, Ustra falou aos membros da comiss\u00e3o e negou tamb\u00e9m que tenha cometido assassinato, tortura e sequestro. O ex-comandante afirmou ainda que nenhuma tortura foi cometida dentro das instala\u00e7\u00f5es do \u00f3rg\u00e3o de repress\u00e3o do governo militar.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Antes do in\u00edcio do depoimento, Ustra fez um pronunciamento em que reiterou que as a\u00e7\u00f5es de repress\u00e3o foram respostas aos atos das \u201corganiza\u00e7\u00f5es terroristas [sic] que queriam implantar o comunismo no Brasil\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ustra citou a\u00e7\u00f5es praticadas pelos grupos de esquerda contra o regime militar \u201cQuando fui transferido para S\u00e3o Paulo no in\u00edcio dos anos 70, os terroristas j\u00e1 haviam assaltado mais de 300 bancos e carros fortes. Tinham encaminhado mais de 300 militares para a China para treinar a guerrilha, j\u00e1 haviam atacado quart\u00e9is, roubado armas e sequestrado 3 diplomatas. Em face disso foi criado o Doi-Codi. Eramos homens pronto para o combate, cumprindo ordens\u201d, disse acentuando que seria apenas mais um na cadeia de comando.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Durante o seu depoimento, ao ser indagado sobre o desaparecimento de v\u00e1rios militantes pol\u00edticos,\u00a0Ustra negou\u00a0que tenha havido qualquer morte no Doi-Codi. \u201cNo meu comando ningu\u00e9m foi morto no Doi [Codi]. Foram mortos em combate, de arma na m\u00e3o, na rua\u201d, repetiu v\u00e1rias vezes.Para Cl\u00e1udio Fonteles, um dos membros da Comiss\u00e3o da Verdade, Ustra, ao ser confrontado com a documenta\u00e7\u00e3o reservada do Doi-Codi, Ustra \u201cdeu uma vers\u00e3o insustent\u00e1vel de mortes em combate\u201d. Documentos apresentados pela CNV apontam em 50, o n\u00famero de mortos no \u00f3rg\u00e3o durante o per\u00edodo em que foi dirigido pelo coronel.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o advogado e ex-defensor de presos pol\u00edticos Jos\u00e9 Carlos Dias, que tamb\u00e9m integra a CNV, o depoimento foi emocionalmente forte e mexeu com os presentes. \u201cHoje foi um dia muito penoso para mim. Eu defendi mais de 500 presos pol\u00edticos e a maior parte v\u00edtimas do coronel Ustra. Defendi pessoas que foram mortas sob as ordens dele\u201d.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Jornal do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele ainda citou atua\u00e7\u00e3o de Dilma em &#8220;grupos terroristas&#8221; O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, disse nesta sexta-feira (10) \u00e0 em depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV), que se n\u00e3o fosse a atua\u00e7\u00e3o dos militares, o comunismo existiria hoje no Brasil. \u201cEst\u00e1vamos lutando pela democracia e est\u00e1vamos lutando contra o comunismo. Se n\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5359"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5359"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5359\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}