{"id":5495,"date":"2013-05-16T18:23:30","date_gmt":"2013-05-16T18:23:30","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/16\/recusa-de-militares-em-colaborar-afeta-comissao-da-verdade-diz-coordenadora\/"},"modified":"2013-05-16T18:23:30","modified_gmt":"2013-05-16T18:23:30","slug":"recusa-de-militares-em-colaborar-afeta-comissao-da-verdade-diz-coordenadora","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/16\/recusa-de-militares-em-colaborar-afeta-comissao-da-verdade-diz-coordenadora\/","title":{"rendered":"Recusa de militares em colaborar afeta Comiss\u00e3o da Verdade, diz coordenadora"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p style=\"text-align: justify;\" \/>As For\u00e7as Armadas continuam desafiando as investiga\u00e7\u00f5es de crimes cometidos por agentes de estado no per\u00edodo da ditadura militar, segundo a nova coordenadora da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, Rosa Maria Cardoso. A advogada, que defendeu a presidente Dilma Rousseff e outros perseguidos pol\u00edticos na \u00e9poca do regime militar, anunciou tamb\u00e9m que tentar\u00e1 novos \u201ccaminhos\u201d para ter acesso aos arquivos da repress\u00e3o.  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTentamos todas as formas de solicita\u00e7\u00e3o institucional\u201d, disse Rosa. \u201cProcuramos o ministro da Defesa e temos recebido sempre a informa\u00e7\u00e3o que os arquivos foram queimados. Mas estamos procurando outros caminhos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comiss\u00e3o completa nesta quinta-feira um ano de funcionamento sem conseguir acesso a valiosos arquivos da repress\u00e3o. O grupo encarregado de investigar crimes do Estado teve sua entrada barrada pelas For\u00e7as Armadas nas depend\u00eancias do CISA, CIEX e Cenimar &#8211; os centros de intelig\u00eancia da Aeron\u00e1utica, Ex\u00e9rcito e Marinha que organizavam as opera\u00e7\u00f5es de combate a grupos armados nas cidades e nas \u00e1reas rurais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A advogada, que assume nesta sexta-feira a fun\u00e7\u00e3o da coordenadora da comiss\u00e3o, n\u00e3o adiantou quais caminhos a comiss\u00e3o usar\u00e1 para chegar aos documentos. Uma das possibilidades seria esgotar todas as estrat\u00e9gias legais para entrar nas salas dos centros de intelig\u00eancia. Reservadamente, j\u00e1 se chegou a discutir um pedido legal de busca e apreens\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Legisla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lei 12.528, que criou a comiss\u00e3o, destaca que o grupo pode requerer ao Judici\u00e1rio acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. A mesma lei ressalta que \u00e9 \u201cdever dos servidores e dos militares colaborar com a comiss\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comiss\u00e3o j\u00e1 tentou de diferentes maneiras convencer os comandos militares a cumprir a determina\u00e7\u00e3o. Em junho do ano passado, o ministro da Defesa, Celso Amorim, chegou a sinalizar, em entrevista &#8211; tendo ao lado de membros da comiss\u00e3o -, que as For\u00e7as Armadas cumpririam a lei e abririam os arquivos dos centros de intelig\u00eancia. \u201cA lei diz que n\u00f3s temos todo o dever de cooperar. Em termos gerais, tudo estar\u00e1 aberto\u201d, disse na ocasi\u00e3o o ministro.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; EM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As For\u00e7as Armadas continuam desafiando as investiga\u00e7\u00f5es de crimes cometidos por agentes de estado no per\u00edodo da ditadura militar, segundo a nova coordenadora da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, Rosa Maria Cardoso. 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