{"id":5511,"date":"2013-05-17T13:10:01","date_gmt":"2013-05-17T13:10:01","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/17\/arquivo-do-terror-do-paraguai-ajuda-comissao-da-verdade-a-esclarecer-operacao-condor\/"},"modified":"2013-05-17T13:10:01","modified_gmt":"2013-05-17T13:10:01","slug":"arquivo-do-terror-do-paraguai-ajuda-comissao-da-verdade-a-esclarecer-operacao-condor","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/17\/arquivo-do-terror-do-paraguai-ajuda-comissao-da-verdade-a-esclarecer-operacao-condor\/","title":{"rendered":"&#8216;Arquivo do terror&#8217; do Paraguai ajuda Comiss\u00e3o da Verdade a esclarecer Opera\u00e7\u00e3o Condor"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Centro de informa\u00e7\u00f5es montado em Assun\u00e7\u00e3o guarda fichas de v\u00edtimas do regime e revela atua\u00e7\u00e3o forte da ditadura brasileira na montagem do operativo regional de repress\u00e3o<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/cidadania\/2013\/05\/arquivo-do-terror-do-paraguai-ajuda-comissao-da-verdade-a-esclarecer-crimes-da-operacao-condor\/cela3.jpg\/image_preview\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>\n<address \/>Preso pol\u00edtico em cela do Paraguai. Comiss\u00e3o da Verdade usar\u00e1 arquivos para apurar os muitos crimes cometidos pela repress\u00e3o no Brasil  <!--more-->  <\/address>\n<address><\/address>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Na madrugada de 3 de fevereiro de 1989, o militar paraguaio Andr\u00e9s Pedotti dava um golpe de Estado e colocava fim a uma ditadura que durava 34 anos sob a lideran\u00e7a de Alfredo Stroessner. Naquele mesmo ano, o Brasil realizava sua primeira elei\u00e7\u00e3o presidencial direta desde 1960, um marco no processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m de uma semelhan\u00e7a cronol\u00f3gica, os dois vizinhos t\u00eam outros v\u00ednculos quando o assunto \u00e9 Estado de exce\u00e7\u00e3o: a capital Assun\u00e7\u00e3o guarda, em uma das salas do Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a, tr\u00eas toneladas de papel entre os quais h\u00e1 fichas de brasileiros perseguidos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Naquele arquivo, h\u00e1 tamb\u00e9m provas do envolvimento do Estado brasileiro na Opera\u00e7\u00e3o Condor \u2013 alian\u00e7a de coopera\u00e7\u00e3o m\u00fatua firmada entre os regimes militares argentino, brasileiro, chileno, paraguaio e uruguaio com objetivo de capturar oposicionistas em territ\u00f3rio estrangeiro. <span class=\"s1\"><br \/> <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5506\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/4370c8cb-a6d2-459e-ad03-55e62c5ae398.jpeg\" border=\"0\" width=\"360\" height=\"323\" style=\"vertical-align: middle;\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/4370c8cb-a6d2-459e-ad03-55e62c5ae398.jpeg 360w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/4370c8cb-a6d2-459e-ad03-55e62c5ae398-300x269.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Apelidados de Arquivo do Terror ou do Horror, esses pap\u00e9is representam a maior parte da documenta\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia pol\u00edtica do general Stroessner, encontrados em 1992. Quem os achou foi o advogado e pedagogo Martin Almada. Preso durante mil dias por ser considerado \u201cterrorista intelectual de toda a subvers\u00e3o\u201d de seu pa\u00eds, tem seu nome fichado ali.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Vinte e um ano depois de terem sido encontrados, est\u00e3o todos microfilmados, catalogados e dispon\u00edveis para consulta no Museu da Justi\u00e7a, no centro de Assun\u00e7\u00e3o, sob o nome oficial de \u201cCentro de Documenta\u00e7\u00e3o e Arquivo para a Defesa dos Direitos Humanos\u201d. Organizados em um espa\u00e7o de 236 metros quadrados, s\u00e3o 21 pacotes de fichas com dados pessoais; seis pastas sobre \u201csubversivos\u201d; 20 pastas encadernadas com o tema \u201cpol\u00edtica\u201d; informa\u00e7\u00f5es obtidas em interrogat\u00f3rios; registro de entrada e sa\u00edda de presos; controle de sindicatos; al\u00e9m de 543 fitas cassete contendo grava\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ao todo, h\u00e1 60 mil documentos cadastrados na base de dados. Naquele local, trabalharam no m\u00eas passado pesquisadores da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV), liderados pela brasileira Paula Ballesteros, do Grupo de Trabalho \u201cOpera\u00e7\u00e3o Condor\u201d. O objetivo era pesquisar a coopera\u00e7\u00e3o internacional entre os \u00f3rg\u00e3os de informa\u00e7\u00e3o e contrainforma\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina sob regimes ditatoriais, em especial durante a Condor.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5507\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/25914af4-afd4-4ce5-ad0b-11a75f65e406.jpeg\" border=\"0\" width=\"360\" height=\"270\" style=\"vertical-align: middle;\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/25914af4-afd4-4ce5-ad0b-11a75f65e406.jpeg 360w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/25914af4-afd4-4ce5-ad0b-11a75f65e406-300x225.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEsses arquivos est\u00e3o destinados a ocupar um espa\u00e7o relevante na luta contra a amn\u00e9sia coletiva que afeta o nosso passado recente\u201d, avalia Rosa Palau, coordenadora do Arquivo, al\u00e9m de respons\u00e1vel por receber pesquisadores e realizar atividades como palestras e visitas did\u00e1ticas ao local. Ela tamb\u00e9m \u00e9 co-autora do livro Paraguai: Os Arquivos do Terror.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Ao todo, h\u00e1 no arquivo documentos que datam desde 1929 at\u00e9 1989. Segundo Rosa, \u00e9 dif\u00edcil precisar quantos nomes brasileiros est\u00e3o entre aqueles pap\u00e9is. H\u00e1 documentos em que consta \u201crela\u00e7\u00e3o de brasileiros\u201d, mas \u00e9 preciso fazer a busca pelo nome da pessoa na base de dados. Por conta da pesquisa feita pela CNV, o arquivo est\u00e1 levantando a ficha de brasileiros presos ou desaparecidos no Paraguai.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O Arquivo do Terror guarda tamb\u00e9m documentos com origem em \u00f3rg\u00e3os brasileiros de informa\u00e7\u00e3o, no qual h\u00e1 listas de guerrilheiros com informa\u00e7\u00f5es pessoais e fotos. Por exemplo, alguns brasileiros que aparecem listados est\u00e3o em um documento intitulado \u201cRela\u00e7\u00e3o de subversivos brasileiros na Rep\u00fablica Argentina\u201d. Constam l\u00e1 \u201cJos\u00e9 Ribamar Ferreira\u201d, pseud\u00f4nimo do poeta brasileiro Ferreira Gullar; \u201cJo\u00e3o Paulo Macedo e Castro\u201d, identificado naquele papel como militante da APML do B; \u201cJairo Jos\u00e9 de Carvalho Campos\u201d, do PC do B; o ex-deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es Neiva Moreira (PDT-MA); e \u201cJos\u00e9 Luiz de Ara\u00fajo Saboia\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Persegui\u00e7\u00e3o conjunta no Cone Sul<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em 2004, quando o general Augusto Pinochet ainda estava vivo, o ex-chefe da pol\u00edcia pol\u00edtica chilena Manuel Contreras afirmou publicamente que a Opera\u00e7\u00e3o Condor nunca existiu. Na mesma \u00e9poca, temendo ser condenado, Pinochet declarou n\u00e3o ter qualquer v\u00ednculo com um plano internacional de persegui\u00e7\u00e3o a oposicionistas. \u00a0<span class=\"s1\"><br \/> <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5508\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/0738b6e3-2373-45d1-b849-56ed3c2df340.jpeg\" border=\"0\" width=\"270\" height=\"360\" style=\"vertical-align: middle;\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/0738b6e3-2373-45d1-b849-56ed3c2df340.jpeg 270w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/0738b6e3-2373-45d1-b849-56ed3c2df340-225x300.jpeg 225w\" sizes=\"(max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O arquivo encontrado no Paraguai, no entanto, guarda documentos que revelam n\u00e3o apenas a exist\u00eancia dessa opera\u00e7\u00e3o, como narram como foi seu in\u00edcio. Trata-se de um convite enviado em setembro de 1975 feito ao General de Divis\u00e3o Francisco Brites, chefe da pol\u00edcia paraguaia, para a Primeira Reuni\u00e3o de Intelig\u00eancia Nacional, realizada em Santiago entre os dias 25 de novembro e 1\u00ba de dezembro daquele ano. O remetente \u00e9 Manuel Contreras, chefe da Dire\u00e7\u00e3o de Intelig\u00eancia Nacional (DINA), s\u00edmbolo da ditadura.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A proposta da reuni\u00e3o era criar um escrit\u00f3rio de coordena\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a para enfrentar a oposi\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Havia um projeto para criar banco de dados, central de informa\u00e7\u00f5es, prevendo reuni\u00e3o de trabalho, conforme revela o livro En los s\u00f3tanos de los generales (No s\u00f3t\u00e3o dos generais), cuja pesquisa se baseou principalmente nos documentos de Assun\u00e7\u00e3o. Os autores s\u00e3o Alfredo Boccia Paz, Miguel L\u00f3pez, Antonio Valenzuela Pecci e Gloria Gim\u00e9nez Guanes e a obra est\u00e1 em sua terceira edi\u00e7\u00e3o. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O termo \u201cOperativo C\u00f3ndor\u201d aparece v\u00e1rias vezes nos documentos da pol\u00edcia, bem como a participa\u00e7\u00e3o do Brasil. Em 16 de setembro de 1975, meses antes da reuni\u00e3o inaugural de Santiago, um memorando com selo da Presid\u00eancia do Chile foi enviado para Pinochet. O documento, assinado por Contreras, pedia libera\u00e7\u00e3o adicional de US$ 600 mil para refor\u00e7ar as atividades da DINA, possibilitando o aumento de agentes trabalhando no M\u00e9xico, Argentina, Costa Rica, Estados Unidos, Fran\u00e7a e It\u00e1lia. Por fim, Contreras escreveu sobre a necessidade de \u201cos oficiais desta Dire\u00e7\u00e3o de prosseguir os cursos de prepara\u00e7\u00e3o de grupos anti-guerrilheiros no Centro de Adestramento da cidade de Manaus, no Brasil\u201d. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>\u201cNosso Paraguai est\u00e1 muito unido ao Brasil de Garrastazu M\u00e9dici, al\u00e9m de Itaipu. H\u00e1 uma trama de interc\u00e2mbio de prisioneiros que ainda n\u00e3o conhecemos\u201d, disse Antonio Pecci, ex-preso pol\u00edtico do Paraguai, um dos autores do livro En los s\u00f3tanes de los generales. Pecci cita um dos casos mais emblem\u00e1ticos, o da paraguaia Soledad Barret Viedma, mulher do cabo Anselmo. Militante da guerrilha Vanguarda Popular Revolucion\u00e1ria, ela estava gr\u00e1vida de quatro meses quando foi morta, em 1973, pela equipe do delegado S\u00e9rgio Fleury, depois de ser delatada por Anselmo. <span class=\"s1\"><br \/> <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5507\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/25914af4-afd4-4ce5-ad0b-11a75f65e406.jpeg\" border=\"0\" width=\"360\" height=\"270\" style=\"vertical-align: middle;\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/25914af4-afd4-4ce5-ad0b-11a75f65e406.jpeg 360w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/25914af4-afd4-4ce5-ad0b-11a75f65e406-300x225.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tamb\u00e9m provas da exist\u00eancia de coopera\u00e7\u00e3o entre governos que precederam a reuni\u00e3o de dezembro de 1975. O que ocorreu na capital chilena foi a sistematiza\u00e7\u00e3o desta coopera\u00e7\u00e3o \u2013 o Paraguai j\u00e1 estava sob ditadura desde 1954; o Brasil, desde 1964; e o Uruguai, desde 1973. Estima-se que o per\u00edodo das ditaduras tenha deixado um saldo de 30 mil mortos, entre assassinados e desaparecidos na Am\u00e9rica Latina. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O livro En los s\u00f3tanos de los generales mostra, por exemplo, que em dezembro de 1973 um grupo policial brasileiro comandado pelo delegado Sergio Paranhos Fleury sequestrou em Buenos Aires os militantes Joaquim Pires Cerveira, 50 anos, da Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (FLN), e Jo\u00e3o Batista Rita, 25 anos, militante da organiza\u00e7\u00e3o M3-G (Marx, Mao, Marighela e Guevara). Atualmente desaparecidos, foram levados \u00e0 \u00e9poca para o DOI-Codi do Rio de Janeiro, onde foram vistos pela \u00faltima vez, com marcas de tortura. Outro caso \u00e9 de Enrique N\u00e9stor Ruggia, 18 anos, estudante argentino de medicina veterin\u00e1ria que foi fuzilado em 1974, no Paran\u00e1. H\u00e1 ainda um \u201cpedido de busca imediata\u201d, feito ainda em 1974, em territ\u00f3rio brasileiro, do ex-soldado argentino Mario Antonio Pettigiana. Foi preso pela ditadura argentina e fuzilado. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>No governo militar brasileiro, a segunda se\u00e7\u00e3o do Estado Maior, chamada FA-2, seria a<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5510\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/73b7541c-64a8-48cd-8ad7-09c95439bc51.jpeg\" border=\"0\" width=\"270\" height=\"360\" style=\"vertical-align: middle;\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/73b7541c-64a8-48cd-8ad7-09c95439bc51.jpeg 270w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/73b7541c-64a8-48cd-8ad7-09c95439bc51-225x300.jpeg 225w\" sizes=\"(max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">encarregada dos contatos internacionais, por meio da qual foram estabelecidas as alian\u00e7as que culminaram na Opera\u00e7\u00e3o Condor. No Brasil, a opera\u00e7\u00e3o funcionou tamb\u00e9m sob o nome Opera\u00e7\u00e3o Congonhas, sob o comando do Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito (CIE). Na cidade de S\u00e3o Paulo, \u201cos militares ocuparam por mais de uma d\u00e9cada uma sala no andar 16 da Pol\u00edcia Federal, no centro da cidade, de onde mantinham permanente contato com as comunidades de informa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, enviando e recebendo pedidos de investiga\u00e7\u00e3o e busca sobre ativistas esquerdistas\u201d, revela o livro.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Rede Brasil Atual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Centro de informa\u00e7\u00f5es montado em Assun\u00e7\u00e3o guarda fichas de v\u00edtimas do regime e revela atua\u00e7\u00e3o forte da ditadura brasileira na montagem do operativo regional de repress\u00e3o Preso pol\u00edtico em cela do Paraguai. 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