{"id":5525,"date":"2013-05-19T15:00:17","date_gmt":"2013-05-19T15:00:17","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/19\/impresa-argentina-destaca-que-videla-morreu-sem-dar-respostas\/"},"modified":"2013-05-19T15:00:17","modified_gmt":"2013-05-19T15:00:17","slug":"impresa-argentina-destaca-que-videla-morreu-sem-dar-respostas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/19\/impresa-argentina-destaca-que-videla-morreu-sem-dar-respostas\/","title":{"rendered":"Impresa argentina destaca que Videla morreu sem dar respostas"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Jorge Videla, o s\u00edmbolo da ditadura argentina (1976\/83), morreu na sexta-feira na pris\u00e3o, sem demonstrar arrependimento nem dar respostas sobre o destino dos desaparecidos, destaca a imprensa de Buenos Aires. &#8220;Morreu Videla, o s\u00edmbolo da ditadura&#8221;, afirmam em suas primeiras p\u00e1ginas os influentes jornais Clar\u00edn e La Naci\u00f3n, enquanto o Tiempo Argentino ressalta que &#8220;morreu na pris\u00e3o o genocida Videla&#8221;.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Golpe no inferno&#8221;, ironizou P\u00e1gina\/12, um jornal criado depois do retorno da democracia em dezembro de 1983 e que fez das den\u00fancias dos crimes da ditadura um dos eixos de sua pol\u00edtica editorial. Os jornais dedicam muitas p\u00e1ginas das edi\u00e7\u00f5es de s\u00e1bado ao ex-ditador, que faleceu aos 87 anos de causas naturais em uma pris\u00e3o ao sudoeste de Buenos Aires.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Condenado duas vezes \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua por assassinatos e torturas, al\u00e9m de uma pena de 50 anos de pris\u00e3o pelo roubo de beb\u00eas, Videla morreu praticamente sem apoio, como demonstram os breves 18 avisos f\u00fanebres publicados em sua mem\u00f3ria no La Naci\u00f3n, nenhum no Clar\u00edn.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O ex-ditador \u00e9 &#8220;o rosto de um regime que sequestrou, torturou e assassinou. No governo de Videla (1976\/1981), o desaparecimento de pessoas se instaurou como m\u00e9todo&#8221;, recorda o Clar\u00edn.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O jornal completa que entre suas &#8220;\u00faltimas provoca\u00e7\u00f5es&#8221;, o militar destitu\u00eddo calculou em &#8220;7 ou 8 mil pessoas o n\u00famero de desaparecidos contra a cifra emblem\u00e1tica de 30.000 que denunciam os organismos de direitos humanos&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Videla &#8220;foi um hip\u00f3crita, que ajoelhado nas igrejas se atribuiu uma miss\u00e3o sangrenta. Deu um rosto adusto \u00e0 pior ditadura que viveu a Argentina. Ningu\u00e9m poder\u00e1 recordar apenas um ato p\u00fablico que o redima das manchas morais indel\u00e9veis&#8221;, afirmou a escritora Beatriz Sarlo no La Naci\u00f3n.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sarlo adverte que &#8220;para outro cap\u00edtulo da hist\u00f3ria resta a an\u00e1lise de por qu\u00ea foi poss\u00edvel e como se conduziram milh\u00f5es de argentinos nos primeiros anos da ditadura, onde esteve a imprensa, onde os pol\u00edticos, onde os poucos resistentes; como foram mudando condutas e revendo posi\u00e7\u00f5es&#8221;. &#8220;P\u00f4s o Estado de joelhos a servi\u00e7o do poder econ\u00f4mico&#8221;, recordou o Tiempo Argentino.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Em mar\u00e7o de 1976, (o ex-ministro da Economia Jos\u00e9) Mart\u00ednez de Hoz apresentou um plano liberal ao ditador, que poucos dias depois concretizaria o \u00faltimo e mais violento golpe da hist\u00f3ria argentina&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;O que nunca aprendeu a se arrepender&#8221;, destaca o P\u00e1gina\/12, que recorda declara\u00e7\u00f5es recentes de Videla publicadas na revista espanhola Cambio 16, nas quais &#8220;repetiu as ideias de sempre sobre &#8216;delinquentes subversivos&#8217; e ordem&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Agence France-Presse<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Videla, o s\u00edmbolo da ditadura argentina (1976\/83), morreu na sexta-feira na pris\u00e3o, sem demonstrar arrependimento nem dar respostas sobre o destino dos desaparecidos, destaca a imprensa de Buenos Aires. &#8220;Morreu Videla, o s\u00edmbolo da ditadura&#8221;, afirmam em suas primeiras p\u00e1ginas os influentes jornais Clar\u00edn e La Naci\u00f3n, enquanto o Tiempo Argentino ressalta que &#8220;morreu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5525"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5525"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5525\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5525"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5525"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5525"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}