{"id":5545,"date":"2013-05-21T21:06:25","date_gmt":"2013-05-21T21:06:25","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/21\/balanco-da-cnv-aponta-que-tortura-da-ditadura-e-anterior-a-luta-armada\/"},"modified":"2013-05-21T21:06:25","modified_gmt":"2013-05-21T21:06:25","slug":"balanco-da-cnv-aponta-que-tortura-da-ditadura-e-anterior-a-luta-armada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/21\/balanco-da-cnv-aponta-que-tortura-da-ditadura-e-anterior-a-luta-armada\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o da CNV aponta que tortura da ditadura \u00e9 anterior \u00e0 luta armada"},"content":{"rendered":"<p><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pesquisa coordenada pela Comiss\u00e3o da Verdade indica que a tortura era uma pr\u00e1tica recorrente do regime militar j\u00e1 em 1964<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" \/>Parte da pesquisa &#8211; ainda parcial &#8211; sobre torturas na Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV) aponta a pr\u00e1tica como instrumento de interrogat\u00f3rios desde o primeiro ano do regime militar. A pesquisadora Helo\u00edsa Starling, que assessora o grupo, refuta a tese de que as torturas se iniciaram ap\u00f3s o Ato Institucional 5, que endureceu o regime e a repress\u00e3o, em 1968. &#8220;A tortura est\u00e1 na origem da ditadura, antes da luta armada&#8221;, afirmou a pesquisadora.\u00a0  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o levantamento da pesquisadora, ainda em fase de elabora\u00e7\u00e3o, a maior parte das torturas ocorria em quart\u00e9is das tr\u00eas For\u00e7as Armadas. Apesar de registros, os centros policiais eram palcos menos recorrentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Estado com maior concentra\u00e7\u00e3o de centros de torturas na d\u00e9cada de 1960 era o Rio de Janeiro. A pesquisa identificou outros centros na Bahia, em Goi\u00e1s, em Minas Gerais, em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o a dados quantitativos, o ano do golpe militar de 1964 come\u00e7a com um volume maior de torturados (148), seguido de uma redu\u00e7\u00e3o &#8211; que revela uma continuidade na pr\u00e1tica &#8211; e registra uma alta exponencial em 1969 (1.027).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade identificou nove tipos de tortura recorrentes nos quart\u00e9is durante o per\u00edodo da ditadura militar (1964-1985), dentre elas o pau de arara (barra de ferro atravessada entre os punhos amarrados e a dobra dos joelhos, pelos quais o torturado \u00e9 suspenso de cabe\u00e7a para baixo), choques el\u00e9tricos e o telefone (golpes simult\u00e2neos na regi\u00e3o das orelhas, de modo a afetar os t\u00edmpanos do torturado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Terra<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa coordenada pela Comiss\u00e3o da Verdade indica que a tortura era uma pr\u00e1tica recorrente do regime militar j\u00e1 em 1964 Parte da pesquisa &#8211; ainda parcial &#8211; sobre torturas na Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV) aponta a pr\u00e1tica como instrumento de interrogat\u00f3rios desde o primeiro ano do regime militar. A pesquisadora Helo\u00edsa Starling, que assessora [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5545"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5545"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5545\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}