{"id":5567,"date":"2013-05-21T21:40:10","date_gmt":"2013-05-21T21:40:10","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/21\/anistia-internacional-questiona-comissao-da-verdade-sobre-depoimento-de-dilma\/"},"modified":"2013-05-21T21:40:10","modified_gmt":"2013-05-21T21:40:10","slug":"anistia-internacional-questiona-comissao-da-verdade-sobre-depoimento-de-dilma","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/21\/anistia-internacional-questiona-comissao-da-verdade-sobre-depoimento-de-dilma\/","title":{"rendered":"Anistia Internacional questiona Comiss\u00e3o da Verdade sobre depoimento de Dilma"},"content":{"rendered":"<p><p style=\"text-align: justify;\">Em artigo sobre o primeiro ano da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, a Anistia Internacional, organiza\u00e7\u00e3o que defende os direitos humanos, faz cr\u00edticas ao trabalho do grupo at\u00e9 agora e levanta a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff prestar um depoimento p\u00fablico como v\u00edtima da ditadura militar no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net\/hphotos-ak-prn1\/p206x206\/923369_374264646011482_818765659_n.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address \/>Dilma e outros militantes em interrogat\u00f3rio em Juiz de Fora, em 1972; na fila de tr\u00e1s, de \u00f3culos, o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento)  <!--more-->  <\/address>\n<address><\/address>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Qual seria o impacto de audi\u00eancia p\u00fablica em que a presidente Dilma Rousseff contasse sua hist\u00f3ria como sobrevivente de tortura, e se comprometesse a banir esse crime do pa\u00eds?&#8221;, questiona o texto, assinado pelo diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil, Atila Roque, e assessor Maur\u00edcio Santoro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo os dois integrantes da entidade, um dos pontos negativos deste primeiro ano da Comiss\u00e3o \u00e9 a demasiada quantidade de audi\u00eancias fechadas, &#8220;recurso que s\u00f3 deve ser utilizado em situa\u00e7\u00f5es extremas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A recente sess\u00e3o com o ex-comandante do DOI-Codi de S\u00e3o Paulo, coronel Carlos Alberto Ustra, tamb\u00e9m ilustra a import\u00e2ncia de ouvir de forma p\u00fablica os testemunhos de sobreviventes, familiares e ex-agentes da repress\u00e3o&#8221;, afirma o texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dilma atuou em organiza\u00e7\u00f5es de esquerda durante o per\u00edodo do regime militar e j\u00e1 afirmou em entrevistas ter sido presa e torturada. No ano passado, a Comiss\u00e3o requisitou documentos arquivados em uma sala do Conedh-MG (Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais), em Belo Horizonte, que revelaram torturas sofridas pela presidente at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes, s\u00f3 se sabia que Dilma tinha sido torturada por militares em S\u00e3o Paulo e no Rio. Em depoimento de 2001, contudo, ela conta que tamb\u00e9m foi torturada em Juiz de Fora (MG), para onde foi levada em janeiro de 1972.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procurada pela reportagem, por\u00e9m, a assessoria da Comiss\u00e3o da Verdade afirma que n\u00e3o h\u00e1 a possibilidade de a presidente ser chamada a prestar um depoimento \u00e0 comiss\u00e3o, at\u00e9 por uma quest\u00e3o de evitar eventuais cr\u00edticas sobre personalismo nos trabalhos do grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o foi aprovada no Congresso e instalada pela presidente no ano passado. Seu objetivo \u00e9 investigar crimes de viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos cometidos por agentes da repress\u00e3o ocorridos entre 1946 e 1988, em especial durante a ditadura militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>OPORTUNIDADE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a Anistia Internacional, h\u00e1 pontos positivos neste primeiro ano de trabalho, como novos detalhes sobre o desaparecimento do deputado Rubens Paiva, e a corre\u00e7\u00e3o do atestado de \u00f3bito do jornalista Vladimir Herzog, mas muito ainda a avan\u00e7ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Estamos diante de uma oportunidade \u00fanica de romper com padr\u00f5es de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos que ainda persistem em muitas inst\u00e2ncias do Estado no Brasil, como vemos na persist\u00eancia da tortura em pris\u00f5es e a viol\u00eancia policial. A Comiss\u00e3o tem apenas um ano de trabalho pela frente e preocupa que seus integrantes tenham que dividir seu tempo entre diversas outras atribui\u00e7\u00f5es profissionais.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Anistia Internacional ainda diz ser fundamental que o relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o sirva como base para processos judiciais nos questionamentos \u00e0 Lei de Anistia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A recomenda\u00e7\u00e3o que possibilite a responsabiliza\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos ligados a crimes na ditadura militar, por\u00e9m, ainda \u00e9 motivo de discuss\u00e3o entre membros do grupo.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5558\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/160565-400x600-1.jpeg\" border=\"0\" width=\"400\" height=\"600\" style=\"vertical-align: top;\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/160565-400x600-1.jpeg 400w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/160565-400x600-1-200x300.jpeg 200w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dilma, aos 22 anos, em interrogat\u00f3rio na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro; ao fundo, oficiais cobrem o rosto<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5563\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/160561-400x600-1.jpeg\" border=\"0\" width=\"400\" height=\"600\" style=\"vertical-align: baseline;\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/160561-400x600-1.jpeg 400w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/160561-400x600-1-200x300.jpeg 200w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fotografia da ficha criminal de Dilma Rousseff, de 1970, do Arquivo P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo; em janeiro de 1970, Dilma foi presa em S\u00e3o Paulo e torturada por 22 dias consecutivos, com socos, palmat\u00f3rias e choques el\u00e9tricos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5565\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/160580-970x600-1.jpeg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"400\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, sans-serif; line-height: 18px; text-align: start;\">C\u00f3pia de t\u00edtulo de eleitor de Marina, um dos codinomes usados por Dilma Rousseff durante a ditadura militar<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Folha de S.Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em artigo sobre o primeiro ano da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, a Anistia Internacional, organiza\u00e7\u00e3o que defende os direitos humanos, faz cr\u00edticas ao trabalho do grupo at\u00e9 agora e levanta a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff prestar um depoimento p\u00fablico como v\u00edtima da ditadura militar no pa\u00eds. Dilma e outros militantes em interrogat\u00f3rio em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5558,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5567"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5567"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5567\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5558"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5567"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5567"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5567"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}