{"id":5602,"date":"2013-05-25T00:29:31","date_gmt":"2013-05-25T00:29:31","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/25\/oab-relatorio-da-anistia-internacional-mostra-que-ainda-ha-tortura-no-pais\/"},"modified":"2013-05-25T00:29:31","modified_gmt":"2013-05-25T00:29:31","slug":"oab-relatorio-da-anistia-internacional-mostra-que-ainda-ha-tortura-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/05\/25\/oab-relatorio-da-anistia-internacional-mostra-que-ainda-ha-tortura-no-pais\/","title":{"rendered":"OAB: relat\u00f3rio da Anistia Internacional mostra que ainda h\u00e1 tortura no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>&#8220;O respeito \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, \u00e0s leis e aos direitos humanos n\u00e3o pode ser tido como incompat\u00edvel com o combate \u00e0 criminalidade&#8221;. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita ontem (23) pelo presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, ao comentar o relat\u00f3rio divulgado nesta quarta-feira pela Anistia Internacional, apontando que &#8220;a tortura e o uso de for\u00e7a excessiva foram as formas que as autoridades brasileiras escolheram para combater o aumento da criminalidade em 2012&#8221;.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo Damous, o relat\u00f3rio da Anistia Internacional, organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental (ONG) que monitora os direitos humanos em todo o mundo,\u00a0\u00a0mostra que torturas, desaparecimentos, execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias e outras arbitrariedades continuam a ser marca registrada da pol\u00edcia brasileira. &#8220;Infelizmente, em nosso pa\u00eds, boa parte da sociedade ainda acredita que direitos humanos \u00e9 coisa de bandidos&#8221;, lamentou o presidente da Comiss\u00e3o da OAB.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio da Anistia Internacional aponta que pr\u00e1ticas policiais repressivas e discriminat\u00f3rias foram adotadas nos estados do pa\u00eds. &#8220;\u00c9 preciso mudar a forma\u00e7\u00e3o profissional de nossos policiais, combater a corrup\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da pol\u00edcia, melhorar a remunera\u00e7\u00e3o dos agentes da seguran\u00e7a p\u00fablica. Deve ficar claro a eles que n\u00e3o se deve combater o crime com o cometimento de crimes&#8221;, afirmou Wadih Damous.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, o diretor-executivo da ONG, Atila Roque, garante que o Brasil vive um d\u00e9ficit de justi\u00e7a. &#8220;O Brasil sofre de v\u00e1rias quest\u00f5es hist\u00f3ricas que desestabilizam o ambiente para conquistas dos direitos humanos. Isso vem marcado por um estado que cuida mais dos privil\u00e9gios de alguns e por uma sociedade que ainda atravessa pelo racismo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">E acrescentou \u00c1tila Roque: &#8220;somos uma sociedade em que a pol\u00edcia ainda funciona numa l\u00f3gica da repress\u00e3o, guerra, controle. S\u00e3o elementos que est\u00e3o presentes na cultura pol\u00edtica. Limitando ou dificultando a instala\u00e7\u00e3o de uma cultura de direitos humanos. Estamos vivendo um momento em que o universo de valores est\u00e1 sendo colocado \u00e0 prova. \u00c9 um momento crucial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s escolhas sobre onde queremos estar daqui a 40 ou 50 anos&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Jornal do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O respeito \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, \u00e0s leis e aos direitos humanos n\u00e3o pode ser tido como incompat\u00edvel com o combate \u00e0 criminalidade&#8221;. 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