{"id":6039,"date":"2013-06-17T02:16:55","date_gmt":"2013-06-17T02:16:55","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/06\/17\/estado-promove-reparacao-e-anistia-os-estudantes-presos-em-1968\/"},"modified":"2013-06-17T02:16:55","modified_gmt":"2013-06-17T02:16:55","slug":"estado-promove-reparacao-e-anistia-os-estudantes-presos-em-1968","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/06\/17\/estado-promove-reparacao-e-anistia-os-estudantes-presos-em-1968\/","title":{"rendered":"Estado promove repara\u00e7\u00e3o e anistia os estudantes presos em 1968"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u2018Cerca de mil estudantes com um s\u00f3 grito: n\u00e3o a repress\u00e3o, n\u00e3o a viol\u00eancia e sim a verdade sobre a ditadura militar\u2019. Essa era a atmosfera que tomou conta da Pra\u00e7a da Resist\u00eancia, no centro de Ibi\u00fana (a 69 km de SP), neste s\u00e1bado (15), durante a 71\u00aa Caravana da Anistia, que promoveu ato de repara\u00e7\u00e3o coletiva e homenagem aos mais de 700 estudantes presos, em 1968, durante o 30\u00ba Congresso da Uni\u00e3o Nacional do Estudantes (UNE).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6033\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/mesa_de_abertura44045.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/mesa_de_abertura44045.jpg 600w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/mesa_de_abertura44045-300x200.jpg 300w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/mesa_de_abertura44045-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Essa edi\u00e7\u00e3o da Caravana Anistia, que foi aberta com o Hino Nacional e da Internacional Socialista cantados por cerca de mil estudantes, julgou os processos de anistia de Etelvino Jos\u00e9 Bechara e Gonzalo Pastor Barreda, que estiveram entre os estudantes detidos \u00e0 \u00e9poca. Al\u00e9m disso, entregou o certificado de anistiado pol\u00edtico a mais de 30 brasileiros e brasileiras, que foram detidos em 1968 pelos militares.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">O ato da Caravana da Anistia ocorreu como evento paralelo do 11\u00ba Congresso da Uni\u00e3o Estadual do Estudantes Secundaristas de S\u00e3o Paulo (UEE-SP), que foi aberto nesta sexta-feira (14) com a inaugura\u00e7\u00e3o de um monumento, na entrada principal da cidade, em homenagem \u00e0s lutas estudantis. A obra foi doada pelo artista pl\u00e1stico Cl\u00e1udio Tozzi, estudante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU\/USP), de 1968. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em entrevista ao Vermelho, o presidente da Comiss\u00e3o de Anistia, Paulo Abr\u00e3o, ressaltou que este foi o terceiro ato coletivo de repara\u00e7\u00e3o p\u00fablica realizado pela Comiss\u00e3o. Ele lembrou o qu\u00e3o simb\u00f3lico foram os outros atos de repara\u00e7\u00e3o coletiva, sendo o primeiro realizado em S\u00e3o Domingos do Araguaia, no sul do Par\u00e1, que na oportunidade concedeu anistia pol\u00edtica a 44 camponeses perseguidos pela repress\u00e3o militar, e o segundo realizado na antiga sede da UNE, localizada no Rio de Janeiro, que foi destru\u00edda pelos militares durante a repress\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Ele tamb\u00e9m ressaltou a import\u00e2ncia de todo o movimento de luta pela verdade. Paulo Abr\u00e3o destacou que a participa\u00e7\u00e3o da sociedade no processo de constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e da verdade e fundamental para o aprofundamento da democracia. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cTodas as a\u00e7\u00f5es realizadas nesse sentido ir\u00e3o possibilitar a amplia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o nos trabalhos de reconstru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria, atingindo inclusive as gera\u00e7\u00f5es mais jovens. Dependendo do trabalho desenvolvido, ela poder\u00e1 contribuir de forma importante para os trabalhos da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade. Essas comiss\u00f5es agregam uma virtude ao processo brasileiro\u201d, externou o presidente da Comiss\u00e3o da Anistia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sobre a juventude de 1968, ele acrescentou que \u201cao se engajarem na luta pol\u00edtica contra o regime, os jovens de 1968 fizeram a op\u00e7\u00e3o de deixar suas vidas pessoais para lutar por seus ideais. Hoje [15 de junho] voltamos a 1968 para n\u00e3o s\u00f3 lembrar e apresentar a essa nova gera\u00e7\u00e3o o que foi feito l\u00e1 atr\u00e1s, mas para que momentos como aquele n\u00e3o retorne jamais\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6035\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/carava_da_anistia44047.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"400\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Foto: Joanne Mota<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para o presidente da UEE-SP, Alexandre Cherno, o movimento estudantil assistiu neste neste s\u00e1bado ao encontro de duas gera\u00e7\u00f5es, a de 1968 com a de 2013. Segundo ele, \u201cesse Congresso representa n\u00e3o s\u00f3 um suspiro de liberdade, mas sim, ele pavimenta os caminhos para que o movimento estudantil continue suas lutas, que n\u00e3o possuem as mesmas propor\u00e7\u00f5es e nem direcionamentos de 1968, mas que s\u00e3o fundamentais para o aprofundamento das mudan\u00e7as do Brasil\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cAo realizarmos esse Congresso em Ibi\u00fana ampliamos o combust\u00edvel para as nossa lutas. Para as lutas que s\u00e3o de todo o povo brasileiro. Al\u00e9m disso, o movimento estudantil desse momento democr\u00e1tico tem o papel estrat\u00e9gico de contribuir nas a\u00e7\u00f5es do Estado, que nestes tempos n\u00e3o dever\u00e1 assumir outro papel que n\u00e3o o de indutor de desenvolvimento\u201d, declarou Cherno ao Vermelho.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Presente durante todas as atividades do Congresso da UEE-SP, a presidenta da UNE, Vic Barros, declarou que a UNE se orgulha de todos os dirigentes, que de forma abnegada, contribu\u00edram para construir o Brasil que conhecemos. \u201cUm ato como esse retrata nosso orgulho e sinaliza nossos desafios. A gera\u00e7\u00e3o de 1968 apresentou para o Brasil a for\u00e7a do movimento estudantil, que mesmo sufocado naquele momento n\u00e3o se rendeu e continuou sua luta pela liberdade\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A dirigente estudantil, que \u00e9 a 5a mulher a assumir a presid\u00eancia da UNE, lembrou o qu\u00e3o significativo \u00e9 o trabalho da &#8220;Comiss\u00e3o da Verdade Alexandre Vannucchi Leme&#8221;, lan\u00e7ada pela UEE-SP em fevereiro. \u201cO sil\u00eancio de anos de chumbo est\u00e1 sendo combatido. A nossa luta em defesa de uma sociedade mais justa \u00e9 tamb\u00e9m por uma repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Vic Barros tamb\u00e9m pontuou os avan\u00e7os apresentados pela Comiss\u00e3o da Verdade da UNE, que durante o 53\u00ba \u00a0Congresso da UNE, apresentou seu primeiro relat\u00f3rio sobre a investiga\u00e7\u00e3o do caso de desaparecimento do estudante Honestino Guimar\u00e3es. &#8220;Foi apresentado um relat\u00f3rio com os detalhes de sua pris\u00e3o e desaparecimento de Honestino&#8221;. Ela tamb\u00e9m informou que foi lan\u00e7ada na oportunidade a campanha \u201cOnde est\u00e1 Honestino?\u201d, que simboliza a busca por todos que desapareceram durante a ditadura.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6036\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/alexandre_cherno44044.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"400\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Foto: Cezar Xavier<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Anistiados de Ibi\u00fana<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Durante coletiva \u00e0 imprensa, Paulo Abr\u00e3o informou a din\u00e2mica da 71\u00aa Caravana da Anistia e esclareceu que dos mais de 700 estudantes presos, apenas 170 deram entrada, na Comiss\u00e3o da Anistia, para iniciar o processo de repara\u00e7\u00e3o. Ele tamb\u00e9m informou que durante o ato a Comiss\u00e3o entregaria certificado de anistiado pol\u00edtico aos estudantes que confirmaram presen\u00e7a no ato.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Dentre os presentes, receberam o certificado Augusto Petta, Franklin Martins, Jos\u00e9 Geno\u00edno, Li\u00e9ge Rocha, Leopoldo Paulino, Marilia Guimar\u00e3es, Dalmo Ribas, que recebeu pelo seu irm\u00e3o Ant\u00f4nio Guilherme Ribas, entre muitos outros.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O primeiro processo de repara\u00e7\u00e3o lido pela Comiss\u00e3o foi o do ex-estudante Gonzalo Pastor Castro Barreda. Ele militava na pol\u00edtica estudantil da Universidade de S\u00e3o Paulo, participando de reuni\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">O segundo processo foi o de Etelvino Jos\u00e9 Henriques Bechara, professor titular do Instituto de Qu\u00edmica da USP. Ele foi preso e levado para o Pres\u00eddio Tiradentes quando participava como representante do Curso de Qu\u00edmica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6037\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/congresso_da_uee_em_ibiuna_rende_homenagem_aos_estudantes_de_6844049.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"400\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Foto: Cezar Xavier<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Mem\u00f3ria e repara\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ainda durante a coletiva, Paulo Abr\u00e3o informou que, desde o in\u00edcio dos trabalhos da Comiss\u00e3o de Anistia, j\u00e1 foram julgados cerca de 180 processos de estudantes presos durante o congresso de Ibi\u00fana.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, as Caravanas da Anistia tem por objetivo resgatar a mem\u00f3ria e a verdade sobre o autoritarismo, ampliar a transpar\u00eancia dos trabalhos da Comiss\u00e3o de Anistia e disseminar o tema da luta pelas liberdades democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6038\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/une_somos_nos44051.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"400\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Foto: Cezar Xavier<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Vermelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2018Cerca de mil estudantes com um s\u00f3 grito: n\u00e3o a repress\u00e3o, n\u00e3o a viol\u00eancia e sim a verdade sobre a ditadura militar\u2019. 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