{"id":6059,"date":"2013-06-19T13:14:54","date_gmt":"2013-06-19T13:14:54","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/06\/19\/caravana-da-anistia-homenageia-revolucionarios-em-minas\/"},"modified":"2013-06-19T13:14:54","modified_gmt":"2013-06-19T13:14:54","slug":"caravana-da-anistia-homenageia-revolucionarios-em-minas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/06\/19\/caravana-da-anistia-homenageia-revolucionarios-em-minas\/","title":{"rendered":"Caravana da Anistia homenageia revolucion\u00e1rios em Minas"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A 69\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Caravana da Anistia, promovida pela Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, homenageou militantes mineiros no audit\u00f3rio da Faculdade de Direito da UFMG. Com a plateia lotada de militantes pol\u00edticos e muitos jovens, o evento come\u00e7ou com a exibi\u00e7\u00e3o do filme Eu me lembro, que faz um hist\u00f3rico da resist\u00eancia \u00e0 Ditadura e \u00e0 luta pela anistia e por elei\u00e7\u00f5es diretas.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Compuseram a mesa da solenidade o reitor da UFMG, Cl\u00e9lio Campolina; o representante do Minist\u00e9rio da Defesa, Edmundo Neto; o presidente da OAB-MG, Lu\u00eds Cl\u00e1udio Chaves; o presidente da Comiss\u00e3o da Verdade da OAB, M\u00e1rcio Santiago; o ex-ministro Patrus Ananias; a deputada federal J\u00f4 Moraes; os deputados federais Nilm\u00e1rio Miranda, Isa\u00edas Silvestre e Ivair Nogueira; e a presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos do Memorial da Anistia, Maria Cristina Rodrigues.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Dirigida pelo presidente da Comiss\u00e3o da Anistia, Paulo Abr\u00e3o, a sess\u00e3o resgatou a hist\u00f3ria de sete mineiros, militantes que lutaram pelo fim da Ditadura, resistindo a violentas pris\u00f5es e torturas, e formalizou o pedido de desculpas em nome do Governo Brasileiro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFaria tudo outra vez\u201d<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Angelina Dutra de Oliveira nasceu em 1923. Foi dirigente dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos federais e do Movimento de Mulheres em Minas Gerais. Ferrovi\u00e1ria, foi presa em 1964, em Belo Horizonte, permanecendo encarcerada durante um m\u00eas. Voltou a ser presa em 1969, no Rio de Janeiro, com duas filhas e um neto de dois anos de idade. Viveu no ex\u00edlio de 1970 a 1978.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Maria Geralda Gomes Diniz casou-se com o militante do PCB David Rodrigues Diniz, aos 20 anos de idade. Toda a sua fam\u00edlia foi v\u00edtima da Ditadura. Com 93 anos, Angelina foi uma das oradoras no ato e afirmou: \u201cResisti por amor ao meu Pa\u00eds e, olhando para tr\u00e1s, faria tudo outra vez\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Concei\u00e7\u00e3o Imaculada de Oliveira iniciou sua milit\u00e2ncia pol\u00edtica aos 16 anos, no PCB. Ap\u00f3s o golpe de 1964, tornou-se dirigente do Sindicato dos Metal\u00fargicos de MG, que realizou, em 1968, uma das primeiras greves de trabalhadores durante a Ditadura. Presa em 1969, militando no grupo Corrente, dissid\u00eancia do PCB, foi trocada pelo embaixador su\u00ed\u00e7o no Brasil, em 1971, partindo para o ex\u00edlio, onde viveu at\u00e9 a anistia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Carmela Pezzuti iniciou sua milit\u00e2ncia em 1968, no grupo Colina (Comando de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional). Em 1969, foi presa e teve seus dois filhos (\u00c2ngelo e Murilo) presos e torturados. No Rio de Janeiro, militou na VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucion\u00e1ria), sendo novamente presa. Em 1970, foi trocada pelo embaixador su\u00ed\u00e7o, partindo para o Chile, onde enfrentou o golpe de Pinochet, em 1973. Carmela viveu na It\u00e1lia e Fran\u00e7a at\u00e9 1979. Faleceu em 2009, em Belo Horizonte. A homenagem foi recebida por sua irm\u00e3, \u00c2ngela Pezzuti.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cEu n\u00e3o tenho nada a esquecer\u201d<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ant\u00f4nio Ribeiro Romanelli \u00e9 advogado e professor da UFMG e da PUC-MG. Presidiu e defendeu as Ligas Camponesas de Minas Gerais no per\u00edodo da Ditadura. Ficou quatro meses preso e foi condenado pela Justi\u00e7a Militar a nove anos de pris\u00e3o. Ant\u00f4nio, com 85 anos, foi um dos oradores do ato e defendeu a revis\u00e3o da Lei da Anistia. \u201cAnistia para mim \u00e9 esquecimento e eu n\u00e3o tenho nada a esquecer. Eu me recuso a estar no mesmo n\u00edvel do Brilhante Ustra e me orgulho de ter participado da luta contra a Ditadura\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Terezinha Martins Rab\u00ealo, casada com o jornalista Jos\u00e9 Maria Rab\u00ealo, teve que cuidar sozinha de seus sete filhos, enquanto o marido fugia das persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Teve sua casa invadida e saqueada diversas vezes. Conseguindo viajar para o Chile, sofreu as consequ\u00eancias do golpe contra o Governo Allende. Jos\u00e9 Maria Rab\u00ealo recebeu as homenagens e fez um discurso emocionado em refer\u00eancia \u00e0 sua companheira j\u00e1 morta.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Oroslinda Maria Taranto Goulart (Linda Goulart) foi militante da Polop quando estudante de Jornalismo, em 1965. Integrou a Colina, atuando no movimento oper\u00e1rio e participando da greve de abril de 1968. Em 1969, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a integrar a VAR-Palmares. Foi companheira da presidente Dilma Rousseff na clandestinidade. Participou do Movimento Feminino pela Anistia. Hoje trabalha na Secretaria de Pol\u00edtica para as Mulheres.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A Caravana da Anistia<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A Caravana da Anistia \u00e9 composta por sess\u00f5es p\u00fablicas que avaliam pedidos de anistia pol\u00edtica, al\u00e9m de divulgar as atrocidades cometidas, em especial, no per\u00edodo da Ditadura Militar e homenagear militantes que lutaram por liberdade e justi\u00e7a, resgatando a mem\u00f3ria nacional com atividades educativas e culturais. Segundo o presidente da Comiss\u00e3o da Anistia, Paulo Abr\u00e3o, a Caravana j\u00e1 percorreu 20 estados e apreciou 1.700 pedidos de anistia pol\u00edtica.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das homenagens, a sess\u00e3o da caravana na UFMG analisou dois casos. O processo de Cec\u00edlio Em\u00eddio Saturnino, ex-cabo da Pol\u00edcia Militar do Estado de Minas Gerais e militante da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN), morto em 1966, e de Wellington Moreira Diniz, estudante do curso de Ci\u00eancias Sociais da UFMG. Wellington trabalhava como redator do jornal O Metal\u00fargico e foi preso, condenado e banido do Pa\u00eds em 1971.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por Nat\u00e1lia Alves, Belo Horizonte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 69\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Caravana da Anistia, promovida pela Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, homenageou militantes mineiros no audit\u00f3rio da Faculdade de Direito da UFMG. 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