{"id":6076,"date":"2013-06-24T17:44:34","date_gmt":"2013-06-24T17:44:34","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/06\/24\/comissao-da-verdade-de-sp-recebe-relatos-de-psicologos\/"},"modified":"2013-06-24T17:44:34","modified_gmt":"2013-06-24T17:44:34","slug":"comissao-da-verdade-de-sp-recebe-relatos-de-psicologos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/06\/24\/comissao-da-verdade-de-sp-recebe-relatos-de-psicologos\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade de SP recebe relatos de psic\u00f3logos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" \/>A Comiss\u00e3o Estadual da Verdade de S\u00e3o Paulo recebeu na sexta-feira (21\/6), do Conselho Regional de Psicologia de S\u00e3o Paulo, uma s\u00e9rie de relatos de psic\u00f3logos que, de alguma forma, foram v\u00edtimas de viol\u00eancia durante a ditadura militar (1964-1985) no pa\u00eds.  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coordenadora da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia de S\u00e3o Paulo, Maria Orlene Dar\u00e9, informou que 27 psic\u00f3logos paulistas contaram como a ditadura militar os atingiu. Os depoimentos fazem do projeto Psicologia e Direito \u00e0 Mem\u00f3ria e \u00e0 Verdade, trabalho que come\u00e7ou a ser desenvolvido pelo conselho em setembro do ano passado. Maria Orlene disse que a \u00a0inten\u00e7\u00e3o \u00e9 contribuir com o momento pol\u00edtico atual e com as comiss\u00f5es Nacional e Estadual da Verdade, buscando dados e informa\u00e7\u00f5es que possam ajudar a esclarecer todas as viola\u00e7\u00f5es ocorridas naquele per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 Comiss\u00e3o da Verdade, o conselho entregou uma pasta contendo os 27 depoimentos por escrito e CDs com v\u00eddeos dos relatos, de documentos e das atividades e oficinas que foram desenvolvidas durante o trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a presidenta do Conselho Regional de Psicologia, Maria de F\u00e1tima Nassif, os relatos re\u00fanem hist\u00f3rias de pessoas que sofreram diretamente com a ditadura militar ou que a viveram por serem irm\u00e3os, filhos ou parentes de presos e torturados no per\u00edodo e tamb\u00e9m de profissionais que trabalharam com v\u00edtimas do regime. \u201cO dossi\u00ea \u00e9 muito variado, assim como o n\u00edvel de implica\u00e7\u00e3o. Mas todos os depoimentos demonstram, de forma bastante forte, a amplitude desse mal.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na audi\u00eancia de hoje, na Assembleia Legislativa, psic\u00f3logos relataram, de forma breve, as marcas que carregam da ditadura militar. Dois dos testemunhos foram dados por Carolina Helena Sombini e Maria Auxiliadora Cunha Arantes, conhecida como Dodora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carolina contou que, aos 5 anos, foi morar com a av\u00f3, porque sua m\u00e3e era militante pol\u00edtica. \u201cMinha m\u00e3e se separou quando eu tinha uns 2 anos de idade. A separa\u00e7\u00e3o dela do meu pai foi motivada pela milit\u00e2ncia pol\u00edtica, com a qual ele n\u00e3o concordava. O companheiro dela foi algu\u00e9m que ela conheceu pela milit\u00e2ncia. Por causa da milit\u00e2ncia e de eles viverem na clandestinidade, passei a viver com minha av\u00f3 materna. Minha m\u00e3e mudava muito, porque ningu\u00e9m podia saber onde eles estavam\u201d, lembrou Carolina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando ela ia me buscar na casa da minha av\u00f3, dizia que eu nunca poderia dizer onde ela estava morando. Eu tinha um medo enorme de conseguir guardar o caminho. Ao mesmo tempo, olhava ansiosamente porque queria saber onde ela estava. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o horr\u00edvel\u201d, relatou, emocionada. A m\u00e3e de Carolina e o companheiro foram presos e torturados pela ditadura militar. Mais tarde, em um ano que ela diz n\u00e3o se lembrar exatamente quaal, os dois foram soltos. \u201cA ditadura roubou e me tirou o direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outro relato, Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes, conhecida como Dodora, contou que foi presa em 1968, quando estava com os dois filhos, que tinham, ent\u00e3o, 2 e 3 anos de idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto est\u00e1 sendo desenvolvido em todo o pa\u00eds e todos os relatos ser\u00e3o ent\u00e3o reunidos em uma publica\u00e7\u00e3o com previs\u00e3o de lan\u00e7amento para setembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Estadual da Verdade de S\u00e3o Paulo recebeu na sexta-feira (21\/6), do Conselho Regional de Psicologia de S\u00e3o Paulo, uma s\u00e9rie de relatos de psic\u00f3logos que, de alguma forma, foram v\u00edtimas de viol\u00eancia durante a ditadura militar (1964-1985) no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6076"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6076"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6076\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}