{"id":6136,"date":"2013-07-03T00:22:25","date_gmt":"2013-07-03T00:22:25","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/03\/ufal-homenageia-alagoano-desaparecido-durante-a-ditadura-militar\/"},"modified":"2013-07-03T00:22:25","modified_gmt":"2013-07-03T00:22:25","slug":"ufal-homenageia-alagoano-desaparecido-durante-a-ditadura-militar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/03\/ufal-homenageia-alagoano-desaparecido-durante-a-ditadura-militar\/","title":{"rendered":"Ufal homenageia alagoano desaparecido durante a ditadura militar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Voltar ao passado marcado pela saudade da perda de um ente querido, mas com a consci\u00eancia da luta pela democratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds. Assim expressou emocionada a chilena Marcy Garcia, vi\u00fava do alagoano Luiz Almeida Ara\u00fajo, quando recebeu da Universidade Federal de Alagoas uma placa em homenagem ao marido, na \u00faltima quinta-feira, 27, no gabinete do reitor Eurico L\u00f4bo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6135\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/59065_imagem_chamada.jpg\" border=\"0\" width=\"246\" height=\"151\" style=\"vertical-align: top;\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>Reitor Eurico L\u00f4bo com Marcy Garcia destaca a contribui\u00e7\u00e3o de militantes para a constru\u00e7\u00e3o da democracia e da liberdade no Brasil  <!--more-->  <\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luiz Almeida desapareceu em 1971, em S\u00e3o Paulo, onde residia, durante a ditadura militar e, assim como Marcy Garcia, militava na Alian\u00e7a Libertadora Nacional. A placa entregue \u00e0 esposa foi concedida pelo Programa Ufal em Defesa da Vida e faz parte das a\u00e7\u00f5es do Memorial \u201cPessoas Imprescind\u00edveis\u201d, instalado em 29 de novembro de 2010, em homenagem aos alagoanos mortos e desaparecidos. O monumento fica na conhecida Pra\u00e7a da Paz, localizada no Campus A. C. Sim\u00f5es, pr\u00f3ximo ao Restaurante Universit\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de familiares, participaram da solenidade a vice-reitora Rachel Rocha, o pr\u00f3-reitor estudantil Pedro N\u00e9lson Ribeiro, a professora F\u00e1tima Albuquerque e a coordenadora do Programa Ufal em Defesa da Vida, Ruth Vasconcelos. Ap\u00f3s a homenagem, Marcy Garcia tamb\u00e9m visitou o Memorial e o Bosque em Defesa da Vida, criado pela Ufal para simbolizar, com o plantio de mudas de \u00e1rvores da Mata Atl\u00e2ntica, um espa\u00e7o de refer\u00eancia e reflex\u00e3o para familiares de v\u00edtimas de viol\u00eancia de uma forma geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dificuldades<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Natural do Chile, atualmente Marcy Garcia vive nas Antilhas Francesas e est\u00e1 em Macei\u00f3 visitando familiares do marido. Ela conheceu o alagoano Luiz Almeida Ara\u00fajo em Cuba, no final de 1968 e um ano depois, j\u00e1 casados, vieram para o Brasil. O alagoano estudou Arquitetura no Rio de Janeiro, mas n\u00e3o concluiu o curso. Em S\u00e3o Paulo, onde desapareceu em 1971, dava aulas de Hist\u00f3ria e Ci\u00eancias Sociais em um curso preparat\u00f3rio para vestibular, em Santo Andr\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da uni\u00e3o do casal nasceu a filha Alina, que tinha apenas um pouco mais de um ano de idade quando o pai desapareceu. Advogada, Alina est\u00e1 com 40 anos, \u00e9 vi\u00fava, tem duas filhas e fixou resid\u00eancia nos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chilena Marcy Garcia, que \u00e9 m\u00e9dica, faz uma breve retrospectiva do quanto foi dif\u00edcil sair do Brasil com a filha crian\u00e7a ap\u00f3s o desaparecimento do marido, porque ambas figuravam como pessoas procuradas pela ditadura militar. Com a filha nos bra\u00e7os atravessou, caminhando, a fronteira indo para o Paraguai. \u201cA partir de l\u00e1 fomos para o Uruguai e a Argentina e chegamos ao meu pa\u00eds, o Chile, um pouco antes do Golpe Militar de Pinochet, em setembro de 1973. Sa\u00ed, junto com minha filha, para o M\u00e9xico, onde ficamos asiladas na Embaixada e depois seguimos para Cuba\u201d, disse, muito emocionada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vi\u00fava de Luiz Almeida Ara\u00fajo enalteceu a iniciativa da universidade e disse ter ficado emocionada com a homenagem ao marido. \u201cFiquei muito sensibilizada com esse encontro na Ufal e pela coloca\u00e7\u00e3o feita, na oportunidade, pelo reitor Eurico L\u00f4bo. Ele destacou a contribui\u00e7\u00e3o dos militantes pol\u00edticos, muitos deram a pr\u00f3pria vida, como Luiz Almeida, para a constru\u00e7\u00e3o da democracia e da liberdade no Brasil\u201d, enfatizou Marcy Garcia, que tem retorno previsto para as Antilhas Francesas na esta semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Fonte &#8211; \u00a0Assessoria<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar ao passado marcado pela saudade da perda de um ente querido, mas com a consci\u00eancia da luta pela democratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds. 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