{"id":6153,"date":"2013-07-05T14:09:59","date_gmt":"2013-07-05T14:09:59","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/05\/stj-indenizacao-por-perseguicao-no-regime-militar-e-imprescritivel\/"},"modified":"2013-07-05T14:09:59","modified_gmt":"2013-07-05T14:09:59","slug":"stj-indenizacao-por-perseguicao-no-regime-militar-e-imprescritivel","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/05\/stj-indenizacao-por-perseguicao-no-regime-militar-e-imprescritivel\/","title":{"rendered":"STJ: indeniza\u00e7\u00e3o por persegui\u00e7\u00e3o no regime militar \u00e9 imprescrit\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" \/>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a reafirmou o entendimento de que n\u00e3o est\u00e3o sujeitas \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o \u2013 ou seja, n\u00e3o podem ser arquivadas em fun\u00e7\u00e3o da passagem do tempo \u2013 as a\u00e7\u00f5es de indeniza\u00e7\u00e3o decorrentes de persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica durante a ditadura militar das d\u00e9cadas de 60 e 70. A decis\u00e3o foi tomada pela 2\u00aa Turma do tribunal, na semana passada, ao rejeitar recurso final (embargos de declara\u00e7\u00e3o) apresentado pela Uni\u00e3o contra \u00a0julgado da inst\u00e2ncia inferior que n\u00e3o reconhecera como prescrita a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso em pauta, a Uni\u00e3o foi condenada a indenizar, em R$ 200 mil, um cidad\u00e3o que sofreu pris\u00e3o e torturas durante o regime militar instaurado a partir de 1964. A condena\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha sido confirmada no STJ, que rejeitou o recurso da Uni\u00e3o \u2013 primeiro em decis\u00e3o monocr\u00e1tica do relator, ministro Humberto Martins, e depois no julgamento de agravo regimental pela 2\u00aa Turma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inconformada, a Uni\u00e3o interp\u00f4s embargos de declara\u00e7\u00e3o contra a decis\u00e3o da turma do STJ, sustentando que o ac\u00f3rd\u00e3o seria nulo, pois deixou de aplicar a prescri\u00e7\u00e3o quinquenal prevista no Decreto 20.910\/1932 para as a\u00e7\u00f5es indenizat\u00f3rias contra a Fazenda Nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a Advocacia da Uni\u00e3o, para n\u00e3o aplicar o decreto de 80 anos atr\u00e1s, o STJ precisaria ter declarado sua inconstitucionalidade, o que s\u00f3 poderia ter sido feito pelo voto da maioria absoluta dos membros da Corte Especial, conforme estabelece a chamada cl\u00e1usula de \u201creserva de plen\u00e1rio\u201d, prevista no artigo 97 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao analisar os embargos, o ministro Humberto Martins (relator) afirmou que n\u00e3o houve omiss\u00e3o da Turma em rela\u00e7\u00e3o ao decreto, nem desrespeito ao artigo 97 da Constitui\u00e7\u00e3o, \u201cpois a quest\u00e3o foi decidida e fundamentada \u00e0 luz da legisla\u00e7\u00e3o federal, sem necessidade do reconhecimento de inconstitucionalidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o ministro, j\u00e1 est\u00e1 consolidado na jurisprud\u00eancia do STJ o entendimento de que n\u00e3o se aplica a prescri\u00e7\u00e3o quinquenal do Decreto 20.910 \u00e0s a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o de danos sofridos em raz\u00e3o de persegui\u00e7\u00e3o, tortura e pris\u00e3o, por motivos pol\u00edticos, durante o regime militar, as quais s\u00e3o imprescrit\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Jornal do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a reafirmou o entendimento de que n\u00e3o est\u00e3o sujeitas \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o \u2013 ou seja, n\u00e3o podem ser arquivadas em fun\u00e7\u00e3o da passagem do tempo \u2013 as a\u00e7\u00f5es de indeniza\u00e7\u00e3o decorrentes de persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica durante a ditadura militar das d\u00e9cadas de 60 e 70. 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