{"id":6173,"date":"2013-07-09T12:31:28","date_gmt":"2013-07-09T12:31:28","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/09\/icone-pela-defesa-dos-direitos-humanos-carmen-foi-queimada-viva\/"},"modified":"2013-07-09T12:31:28","modified_gmt":"2013-07-09T12:31:28","slug":"icone-pela-defesa-dos-direitos-humanos-carmen-foi-queimada-viva","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/09\/icone-pela-defesa-dos-direitos-humanos-carmen-foi-queimada-viva\/","title":{"rendered":"\u00cdcone pela defesa dos direitos humanos: Carmen foi queimada viva"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"text-align: justify; line-height: 1.3em;\">As cicatrizes n\u00e3o escondem nem apagam a repress\u00e3o do regime de Augusto Pinochet no Chile<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>As fotografias revelam mais do que o passar dos anos na vida de Carmen Gl\u00f3ria Quintana. As fotografias mostram o antes e o depois do corpo queimado pelos agentes de seguran\u00e7a de Augusto Pinochet. Quase 30 anos depois, a chilena que foi queimada viva e se tornou s\u00edmbolo da democracia contou a sua hist\u00f3ria \u00e0 BBC.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.tvi24.iol.pt\/multimedia\/oratvi\/multimedia\/imagem\/id\/13913094\/877x658\" border=\"0\" width=\"320\" height=\"240\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Foi h\u00e1 precisamente 27 anos, em Julho de 1986, quando Carmen tinha 18 anos. \u00abFoi decretada uma greve geral para o dia 2 de julho e Pinochet havia amea\u00e7ado usar as For\u00e7as Armadas para reprimir a manifesta\u00e7\u00e3o\u00bb. A estudante universit\u00e1ria participava no protesto contra o governo, mas, o grupo foi apanhado por um contingente policial. Conseguiram fugir todos &#8211; incluindo a irm\u00e3 de Carmen \u00bf menos ela e um fot\u00f3grafo.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.tvi24.iol.pt\/multimedia\/oratvi\/multimedia\/imagem\/id\/13913092\/877x658\" border=\"0\" width=\"420\" height=\"240\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00abQuando caminh\u00e1vamos [at\u00e9 \u00e0 Universidade de Santiago] fomos cercados por uma carrinha cheia de soldados, todos com os rostos pintados e vestidos com uniforme de camuflagem\u00bb.Na vers\u00e3o oficial, os dois acabaram por ser v\u00edtimas dos cocktails de \u00abmolotov\u00bb que carregavam. A hist\u00f3ria revelada pelos dois manifestantes d\u00e1 conta de que os homens de Pinochet os regaram com a gasolina. Carmen e o grupo levavam gasolina e pneus para queimar. Acabou ela queimada. Viva. Sessenta e cinco por cento do corpo queimado. O fot\u00f3grafo n\u00e3o resistiu e morreu passados dias.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">\u00abInsultavam-me, encostavam o cano da metralhadora nas minhas costas e eu chorava, sentia muito medo (\u00bf) O militar que comandava os soldados, o tenente Pedro Fern\u00e1ndez Dittus, pegou o frasco com gasolina. Estava de p\u00e9 com o rosto virado para a parede. O tenente come\u00e7ou a despejar a gasolina sobre a minha cabe\u00e7a e o meu corpo. Rodrigo, que estava ca\u00eddo, sangrando, foi regado com gasolina como se fosse uma planta. Sem mais nem menos, jogaram algo em chamas sobre n\u00f3s e me converti numa tocha humana. Rodrigo tamb\u00e9m\u00bb, descreve \u00e0 BBC.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Carmen Quintana desmaiou, para voltar a acordar num estrada de terra batida juntamente com Rodrigo Rojas. Uma patrulha da pol\u00edcia a quem nada contaram do ataque encaminhou-os para um centro de sa\u00fade. Carmen voltou a perder os sentidos e nunca mais voltou a ver Rodrigo, que n\u00e3o resistiu aos ferimentos e morreu quatro dias depois.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Carmen Quintana esteve em coma num hospital chileno antes de ser transferida para o Canad\u00e1. Nos primeiros anos foi submetida a mais de 40 opera\u00e7\u00f5es. Neste processo hospitalar soube que tinha sido perpetrado um ataque contra Pinochet.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Regressou ao Chile em 1988, mas n\u00e3o parou nem se calou. Correu mundo a contar o seu caso e a denunciar a viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos do regime de Pinochet. \u00abA raiva de saber que tantos morreram sem voz para denunciar o que lhes aconteceu, deu-me for\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sentia que falava por toda essa gente\u00bb.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte:TVi24<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As cicatrizes n\u00e3o escondem nem apagam a repress\u00e3o do regime de Augusto Pinochet no Chile As fotografias revelam mais do que o passar dos anos na vida de Carmen Gl\u00f3ria Quintana. As fotografias mostram o antes e o depois do corpo queimado pelos agentes de seguran\u00e7a de Augusto Pinochet. 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