{"id":6179,"date":"2013-07-10T17:09:40","date_gmt":"2013-07-10T17:09:40","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/10\/deputada-perseguida-no-regime-militar-diz-que-brasil-vive-novo-momento\/"},"modified":"2013-07-10T17:09:40","modified_gmt":"2013-07-10T17:09:40","slug":"deputada-perseguida-no-regime-militar-diz-que-brasil-vive-novo-momento","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/10\/deputada-perseguida-no-regime-militar-diz-que-brasil-vive-novo-momento\/","title":{"rendered":"Deputada perseguida no regime militar diz que Brasil vive novo momento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Perseguida no Regime Militar a deputada J\u00f4 Moraes (PCdoB-MG), afirmou em entrevista exclusiva ao PBAgora, que o Brasil vive um novo momento com a s\u00e9rie de protestos que recentemente se espalharam por todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pbagora.com.br\/ew3press\/conteudo\/20130705163149.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A deputada que sentiu na pele os efeitos do governo militar, sendo uma das v\u00edtimas do Golpe de 64, disse que os jovens que foram as ruas j\u00e1 estavam acordados, mas acharam nas manifesta\u00e7\u00f5es populares, uma forma de expressar seus sentimentos e o desejo de um pa\u00eds mais justo e igualit\u00e1rio. \u201c N\u00e3o \u00e9 um problema de acordar mas de expressar a cidadania. Antes n\u00f3s t\u00ednhamos uma forma de reivindicar. Agora mudamos os mecanismos. O povo vai para as ruas reivindicar seus direitos e um pa\u00eds melhor\u201d afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ela, as manifesta\u00e7\u00f5es surtiram efeitos pois obrigaram a presidente Dilma Rousseff (PT) a convocar um plebiscisto; propor a sociedade uma reforma pol\u00edtica, e o Congresso Nacional a acelerar vota\u00e7\u00f5es de importantes Projetos de interesse da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00f4 Moraes, veio a Para\u00edba para depor Comiss\u00e3o Estadual da Verdade e da Preserva\u00e7\u00e3o da Mem\u00f3ria da Para\u00edba.A ex-presidente do Diret\u00f3rio Acad\u00eamico de Servi\u00e7o Social da Universidade Federal da Para\u00edba, ela emocionou muitas pessoas, incluindo familiares e amigos da \u00e9poca da faculdade e da milit\u00e2ncia estudantil, no final dos anos 1960 e in\u00edcio dos anos 1970.Historiou a trajet\u00f3ria que a levou \u00e0 clandestinidade, as alega\u00e7\u00f5es absurdas nos processos movidos contra ela e outros jovens ativistas pelos \u00f3rg\u00e3os oficiais, a a\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os paralelos da repress\u00e3o, as priva\u00e7\u00f5es que teve que passar, as dificuldades de ter que viver se escondendo, mudando de identidade para preservar a vida. Destacou tamb\u00e9m o apoio e solidariedade recebidos de in\u00fameras pessoas, algumas de pessoas an\u00f4nimas que \u00e0s vezes eram fundamentais para escapar dos algozes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A parlamentar tamb\u00e9m elogiou as Universidades Federal de Campina Grande (UFCG) e Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB) por criarem as suas Comiss\u00f5es da Mem\u00f3ria e da Verdade. \u201d A gera\u00e7\u00e3o de hoje que est\u00e1 nas ruas n\u00e3o viveu aquele momento e \u00e9 preciso que eles compreendam que a busca por liberdade plena e pela democracia s\u00e3o requisitos para a mudan\u00e7a\u201d, afirmou a deputada, salientando que as fam\u00edlias torturadas na Ditadura n\u00e3o podem ser reparadas, no entanto, \u00e9 poss\u00edvel criar uma consci\u00eancia para que aquele per\u00edodo n\u00e3o volte a se repetir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A paraibana, nascida em Cabedelo, foi presa duas vezes por agentes da ditadura militar. Teve seus direitos pol\u00edticos cassados por dez anos e viveu na clandestinidade, tendo que mudar de identidade e de endere\u00e7o v\u00e1rias vezes. O depoimento foi gravado e vai ser disponibilizado \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A parlamentar destacou que a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade e as Comiss\u00f5es Estaduais iniciaram um ousado desafio que come\u00e7a a se impor como uma necessidade hist\u00f3rica. &#8220;Resgatar os acontecimentos daquele per\u00edodo t\u00e3o autorit\u00e1rio \u00e9 recuperar a pedagogia da liberdade&#8221;, declarou. Ela acrescentou que o Brasil j\u00e1 viveu muitos ciclos de autoritarismo desde a sua constru\u00e7\u00e3o. &#8220;Ent\u00e3o \u00e9 fundamental que a constru\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia dos direitos civis seja posta&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00f4 Moraes foi presa, pela primeira vez, durante o Congresso da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE), em S\u00e3o Paulo, junto com 800 jovens que tentavam realizar o evento sem a permiss\u00e3o dos militares. A segunda pris\u00e3o aconteceu no Recife, quando distribuiu panfletos contra o Ato Institucional n\u00famero 5, o AI-5, que cerceava a liberdade pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1972, J\u00f4 Moraes ingressou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Atuou nos estados de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, na organiza\u00e7\u00e3o do partido. Em Minas Gerais foi vereadora, deputada estadual e \u00e9 deputada federal pelo estado, desde 2006, tendo sido reeleita em 2010. Integra v\u00e1rias comiss\u00f5es na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Fonte &#8211; PB Agora<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perseguida no Regime Militar a deputada J\u00f4 Moraes (PCdoB-MG), afirmou em entrevista exclusiva ao PBAgora, que o Brasil vive um novo momento com a s\u00e9rie de protestos que recentemente se espalharam por todo o pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6179"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6179"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6179\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}