{"id":622,"date":"2012-05-22T17:08:16","date_gmt":"2012-05-22T17:08:16","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/22\/laerte-braga-os-golpes-de-1964-o-golpe-do-general-leonidas\/"},"modified":"2012-05-22T17:08:16","modified_gmt":"2012-05-22T17:08:16","slug":"laerte-braga-os-golpes-de-1964-o-golpe-do-general-leonidas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/22\/laerte-braga-os-golpes-de-1964-o-golpe-do-general-leonidas\/","title":{"rendered":"Laerte Braga \u2013 Os golpes de 1964 \u2013 O golpe do general Le\u00f4nidas"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No recente lan\u00e7amento do \u00faltimo livro do jornalista Fl\u00e1vio Tavares \u2013 1961 O GOLPE DERROTADO \u2013, o autor e Zuenir Ventura admitiram, em resposta a pergunta de um dos presentes, que a resist\u00eancia ao golpe de 1964 teria sido poss\u00edvel, mas a um pre\u00e7o muito alto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/quemtemmedodademocracia.com\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/leonidas.jpg\" border=\"0\" width=\"241\" height=\"180\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>\n<address \/>General Le\u00f4nidas amea\u00e7a &#8220;convocar o poder moderador&#8221;.  <!--more-->  <\/address>\n<address><\/address>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Anos mais tarde, no JORNAL DO BRASIL, o jornalista Marcos S\u00e1 Corr\u00eaa, numa brilhante mat\u00e9ria, mostrou a a\u00e7\u00e3o dos norte-americanos para que o golpe fosse poss\u00edvel, inclusive a presen\u00e7a de IV Frota dos EUA em \u00e1guas territoriais brasileiras para qualquer \u201cemerg\u00eancia\u201d e essa \u201cemerg\u00eancia\u201d era a perspectiva de rea\u00e7\u00e3o do governo Goulart. O trabalho do jornalista teve como suporte documentos oficiais do governo dos EUA.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O ex-governador Leonel Brizola no segundo dia do golpe, j\u00e1 em Porto Alegre, assumira o comando do Rio Grande do Sul e o general de ex\u00e9rcito Lad\u00e1rio Pereira Teles o comando do III Ex\u00e9rcito, dispondo-se, ambos, a resistir.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Quando o general Ol\u00edmpio Mour\u00e3o Filho saiu com as tropas de Juiz de Fora, MG, para o Rio, o ent\u00e3o ministro da Aeron\u00e1utica, brigadeiro Moreira Lima, queria determinar o bombardeio do avan\u00e7o golpista e s\u00f3 n\u00e3o o fez por decis\u00e3o contr\u00e1ria do presidente Jo\u00e3o Goulart.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Uma eventual rea\u00e7\u00e3o aqui e a ali teria provocado al\u00e9m de mobiliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios setores da classe trabalhadora, outras dentro das pr\u00f3prias for\u00e7as armadas, n\u00e3o inteiramente afinadas com o golpe. Cerca de dois mil e quinhentos militares foram afastados de suas fun\u00e7\u00f5es em seguida \u00e0 deposi\u00e7\u00e3o de Jango. Eram os legalistas, constitucionalistas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em 1965, um ano ap\u00f3s o golpe, os partidos de oposi\u00e7\u00e3o decidiram lan\u00e7ar o nome do marechal Henrique Teixeira Lott para o governo do estado da Guanabara \u2013 cidade do Rio de Janeiro, mais tarde houve a fus\u00e3o Guanabara\/Estado do Rio, governo do general Geisel. Castello Branco pressionado pelos golpistas da chamada linha dura baixou um ato institucional criando a figura do domic\u00edlio eleitoral. Lott era eleitor em Teres\u00f3polis e com isso teve a candidatura impugnada.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o de Castello era simples. A eventual elei\u00e7\u00e3o de Lott ao governo da Guanabara implicava na reorganiza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as militares contr\u00e1rias ao golpe e colocava em risco a marcha do processo de barb\u00e1rie instalado no Pa\u00eds. A lideran\u00e7a do marechal legalista ainda era expressiva e forte, o bastante para se contrapor ao avan\u00e7o da ditadura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O golpe de 1964 resultou numa sucess\u00e3o de outros golpes, ora palacianos, ora oriundos da rea\u00e7\u00e3o de militares da linha dura, ora da necessidade de sobreviv\u00eancia da ditadura que, se atentarmos para os fatos e tomarmos como refer\u00eancia as elei\u00e7\u00f5es limitadas pelos atos institucionais, sempre foi derrotada nas urnas. Mecanismos para preservar intacto o regime eram criados ao talante das necessidades do regime.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Foi assim quando Costa e Silva, ministro da Guerra (depois Minist\u00e9rio do Ex\u00e9rcito e hoje Secretaria) peitou o presidente que pretendia indicar o nome do deputado Bilac Pinto para suced\u00ea-lo e com respaldo das bestas\/feras virou presidente. Um discurso de fim de ano no Rio de Janeiro, numa confraterniza\u00e7\u00e3o tradicional de militares, definiu a sucess\u00e3o. Castello foi literalmente humilhado por \u201cseu\u201d ministro da Guerra.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Eleito presidente, o marechal Costa e Silva se viu presa f\u00e1cil de dois setores do poder. Sua mulher Iolanda Costa e Silva envolvida em corrup\u00e7\u00e3o ativa (t\u00fanel Rebou\u00e7as por exemplo) e a linha dura que o pressionava para que chegasse ao c\u00e9lebre e vergonhoso Ato Institucional 5, na pr\u00e1tica a consagra\u00e7\u00e3o da ditadura, tornada expl\u00edcita numa frase do ent\u00e3o ministro Jarbas Passarinho.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cAs favas com os escr\u00fapulos presidente, somos uma ditadura sim e devemos assumir\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Com a doen\u00e7a e o afastamento de Costa e Silva outro golpe dentro do golpe. O vice-presidente Pedro Aleixo \u00e9 impedido de assumir, uma Junta Militar \u00e9 constitu\u00edda com os tr\u00eas ministros militares e uma \u201celei\u00e7\u00e3o\u201d dentro das for\u00e7as armadas indica Em\u00edlio Garrastazu Medice para a presid\u00eancia. Derrotou o general Afonso de Albuquerque Lima.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Registre-se a bem dos fatos que o ent\u00e3o governador de Minas, Israel Pinheiro, no \u00e1pice da crise com o afastamento de Costa e Silva, havia convidado Pedro Aleixo a ir para Minas com o objetivo de organizarem a resist\u00eancia a mais esse golpe. Aleixo recusou com o mesmo argumento de Jango. Evitar o derramamento de sangue.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em todo esse per\u00edodo os por\u00f5es da ditadura iam acumulando presos torturados, v\u00edtimas de toda a sorte de viol\u00eancia e barb\u00e1rie, assassinados, num conluio entre militares golpistas e empres\u00e1rios nacionais e de multinacionais.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para que isso fique claro, as for\u00e7as armadas golpistas foram um mero instrumento das elites econ\u00f4micas e de Washington. O pr\u00f3prio comando real do golpe coube a um general norte-americano Vernon Walthers, amigo \u00edntimo de Castello Branco e que fora int\u00e9rprete das For\u00e7as Expedicion\u00e1rias Brasileiras na Segunda Grande Guerra. A articula\u00e7\u00e3o junto aos civis ficou com o embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon (fato admitido publicamente pelo pr\u00f3prio anos mais tarde).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A barb\u00e1rie foi a consequ\u00eancia natural de ditaduras cru\u00e9is e bo\u00e7ais e a nossa n\u00e3o foi diferente, n\u00e3o foi exce\u00e7\u00e3o. Foi cruel e bo\u00e7al.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Quando falei em derrota nas urnas \u00e9 preciso lembrar que em 1965 a oposi\u00e7\u00e3o elegeu Negr\u00e3o de Lima e Israel Pinheiro em Minas Gerais, estados de capital import\u00e2ncia pol\u00edtica dentro da Federa\u00e7\u00e3o, maior at\u00e9 que S\u00e3o Paulo nesse aspecto (a for\u00e7a paulista resultava do esquema empresarial nacional e internacional, que de resto acaba sendo a decisiva nesse tipo de contexto).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em 1970 o n\u00famero de votos brancos e nulos superou o de votos v\u00e1lidos e em 1974 a ditadura sofreu contundente derrota nas urnas (o MDB, frente de oposi\u00e7\u00e3o transformada em partido com o bipartidarismo imposto pela ditadura elegeu 17 senadores), for\u00e7ando o governo Geisel, que sucedeu o de Medice a um ato institucional que criou figuras como a do senador bi\u00f4nico, aquele eleito pelo voto indireto, na maioria constru\u00edda por artif\u00edcios \u201clegais\u201d, como o voto vinculado para a C\u00e2mara dos Deputados e assembl\u00e9ias legislativas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Geisel, no revezamento entre os grupos nos quais se dividiam as for\u00e7as armadas sucede a Medice e inicia um processo que chama de \u201cabertura lenta e gradual\u201d. Culmina no fim da vig\u00eancia do AI-5 e outros instrumentos draconianos, preparando a volta de governos civis, mas eleitos ainda pelo voto indireto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Essa perspectiva a\u00e7ula setores duros das for\u00e7as armadas e o ministro do Ex\u00e9rcito, S\u00edlvio Frota, ao perceber que n\u00e3o seria indicado como candidato a presidente, tenta um golpe dentro do golpe, mas fracassa. Geisel se imp\u00f5e com o aux\u00edlio de seu chefe do Gabinete Militar, general Hugo Abreu (comandou o contra-golpe contra Frota) e indica Jo\u00e3o Figueiredo para suced\u00ea-lo. Hugo de Andrade Abreu, paraquedista, foi tamb\u00e9m o comandante da a\u00e7\u00e3o da ditadura contra a Guerrilha do Araguaia. Ou seja, a barb\u00e1rie era comum ao todo das for\u00e7as armadas golpistas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7a uma guerra interna entre os golpistas de 1964 que se mostra sem entranhas na fracassada tentativa de um atentado no Riocentro, praticado por dois militares e que tinha o objetivo de culpar a esquerda e iniciar uma nova escalada de viol\u00eancia e barb\u00e1rie.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00c9 quando sai do governo o general Golbery do Couto e Silva, considerado o ide\u00f3logo da ditadura, parte do esquema do general Ernesto Geisel, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o \u201ccomandante\u201d de Figueiredo. O presidente n\u00e3o tem rumo, n\u00e3o tem for\u00e7a para deter a escalada da luta surda entre militares, o grupo de Geisel acaba se impondo com a presen\u00e7a do general Le\u00f4nidas Pires Gon\u00e7alves e Tancredo Neves \u00e9 a face vis\u00edvel e materializada em candidato a presidente dentro desse grupo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Geisel servira com Tancredo no Gabinete Militar de Jango, quando o mineiro ocupou o cargo de primeiro-ministro. A maior surpresa de Aureliano Chaves, vice de Figueiredo, ao \u201cavisar\u201d a Geisel que iria apoiar Tancredo, foi saber que Geisel e Tancredo j\u00e1 constru\u00edam a candidatura do governador de Minas desde 1982.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um fato interessante nesse processo \u00e9 que Leonel Brizola, governador eleito do estado do Rio, em resposta a um coment\u00e1rio sobre a \u201cfor\u00e7a\u201d do governador de S\u00e3o Paulo, Franco Montoro, respondeu assim \u2013 \u201cengano, o perigo vem de Minas\u201d. Brizola lutava pelas diretas e era o candidato favorito, nessa hip\u00f3tese, diretas, para ocupar o Planalto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00c9 evidente que isso \u00e9 um resumo em artigo de situa\u00e7\u00f5es que aconteceram em 1964 e no p\u00f3s 1964, at\u00e9 a posse e o governo de Jos\u00e9 Sarney, mas est\u00e3o aqui fatos decisivos em cada momento do golpe.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Quem tiver boa mem\u00f3ria, por exemplo, vai se lembrar do general Geisel subindo sozinho a rampa do Planalto quando do vel\u00f3rio de Tancredo e de suas declara\u00e7\u00f5es \u2013 \u201ca morte do doutor Tancredo pode ter conseq\u00fc\u00eancias graves para o Brasil\u201d. Era a vis\u00e3o da \u201cabertura lenta e gradual\u201d que acabou acontecendo com uma figura menor em nossa hist\u00f3ria, o vice Jos\u00e9 Sarney, \u201ccoronel\u201d pol\u00edtico\u201d do Maranh\u00e3o e escolhido por exclus\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O esfor\u00e7o da ditadura para evitar a aprova\u00e7\u00e3o da emenda que retomava o processo de elei\u00e7\u00f5es diretas para presidente se resumia a dois medos \u2013 Brizola e Ulisses Guimar\u00e3es,<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A campanha diretas j\u00e1 foi decisiva para mostrar que os brasileiros n\u00e3o ag\u00fcentavam mais a estupidez do regime militar e abrir as portas para a elei\u00e7\u00e3o indireta de Tancredo. O sinal verde de Washington j\u00e1 fora dado, era o tempo da \u201cdemocracia\u201d, mas adjetivada com a tutela dos militares.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A morte de Tancredo antes de sua posse torna-se um problema para os militares, pois a constitui\u00e7\u00e3o outorgada de 1967, da ditadura, determinava que nesse caso assumisse o presidente da C\u00e2mara e novas elei\u00e7\u00f5es fossem convocadas dentro de um determinado prazo. O presidente da C\u00e2mara era Ulisses Guimar\u00e3es e Jo\u00e3o Figueiredo, presidente ent\u00e3o, avisa que os militares n\u00e3o tolerariam Ulisses presidente, n\u00e3o aceitariam elei\u00e7\u00f5es diretas, tudo atrav\u00e9s do general Le\u00f4nidas Pires Gon\u00e7alves, escolhido por Tancredo para o Minist\u00e9rio do Ex\u00e9rcito. O pr\u00f3prio Figueiredo sequer tinha no\u00e7\u00e3o do que acontecia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O \u201cesque\u00e7am de mim\u201d era a frustra\u00e7\u00e3o de um general menor que se viu guindado \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica e n\u00e3o presidiu coisa alguma, foi mero instrumento e acidente na luta interna travada nas for\u00e7as armadas. Manobra equivocada do general Geisel que supervalorizara o seu chefe do SNI \u2013 Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es .<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Le\u00f4nidas Pires Gon\u00e7alves era a for\u00e7a dentro do Ex\u00e9rcito \u2013 a maior das for\u00e7as armadas \u2013 e foi o int\u00e9rprete dos golpistas junto a deputados e senadores que a posse de Ulisses era inaceit\u00e1vel. Foi o pen\u00faltimo golpe dentro do golpe e Ulisses decidiu abrir m\u00e3o de assumir e convocar novas elei\u00e7\u00f5es para evitar que o mandato de Figueiredo fosse prorrogado na marra e isso inaugurasse um novo ciclo de generais, havia disposi\u00e7\u00e3o para tanto dentro das for\u00e7as armadas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sarney virou presidente assim. Num golpe de m\u00e3o de Le\u00f4nidas Pires Gon\u00e7alves, ministro do Ex\u00e9rcito escolhido por Geisel para Tancredo e que fora comandante do DOI\/CODI do Rio de Janeiro, respons\u00e1vel, entre outras, pela chacina que assassinou Pedro Pomar e v\u00e1rios militantes de oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A entrevista do general Le\u00f4nidas publicada pelo ESTADO DE S\u00c3O PAULO e amea\u00e7ando um novo golpe \u2013 \u201cconvocar o poder moderador\u201d \u2013 (inven\u00e7\u00e3o dos militares na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 para manter a tutela do regime principalmente para garantir a impunidade de torturadores) \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o dos velhos golpistas \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade e aos fatos que come\u00e7am a aparecer dando conta da bo\u00e7alidade que foram os por\u00f5es da ditadura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Militares golpistas escondidos atr\u00e1s da lei da Anistia em crimes imprescrit\u00edveis e passiveis de julgamento em cortes internacionais (a OEA j\u00e1 pediu ao Brasil as san\u00e7\u00f5es contra essas repulsivas figuras) na canalhice do \u201cpatriotismo\u201d como escudo da hipocrisia de agentes p\u00fablicos sem o menor compromisso com o Brasil, os brasileiros e o futuro de todos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se constr\u00f3i democracia escondendo a Hist\u00f3ria. E durou pouco a \u201cvoca\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d do general Le\u00f4nidas Pires Gon\u00e7alves\u201d. A m\u00e3o direita escapou agora para gritar Heil Hitler.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Foi o pen\u00faltimo golpe de estado no Brasil. O \u00faltimo foi a emenda que permitiu aqui a reelei\u00e7\u00e3o de Fernando Henrique Cardoso (comprada a peso de ouro) e na Argentina a de Men\u00e9n. Tramadas nos mesmos por\u00f5es de 1964, Wall Street e de Washington.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por &#8211; Laerte Braga(*), especial para sua coluna no QTMD?\u00a0*Laerte Braga\u00a0\u00e9 jornalista e colaborador do \u201cQuem tem medo da democracia?\u201d, onde mant\u00e9m a coluna \u201c<a href=\"http:\/\/quemtemmedodademocracia.com\/colunas\/empodera-povo\/\">Empodera Povo<\/a>\u201c.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No recente lan\u00e7amento do \u00faltimo livro do jornalista Fl\u00e1vio Tavares \u2013 1961 O GOLPE DERROTADO \u2013, o autor e Zuenir Ventura admitiram, em resposta a pergunta de um dos presentes, que a resist\u00eancia ao golpe de 1964 teria sido poss\u00edvel, mas a um pre\u00e7o muito alto. 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