{"id":6250,"date":"2013-07-30T01:46:45","date_gmt":"2013-07-30T01:46:45","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/30\/comissao-da-verdade-investigara-empresas\/"},"modified":"2013-07-30T01:46:45","modified_gmt":"2013-07-30T01:46:45","slug":"comissao-da-verdade-investigara-empresas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/30\/comissao-da-verdade-investigara-empresas\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade investigar\u00e1 empresas"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>O grupo da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade que investiga viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos contra trabalhadores e movimento sindical vai analisar documentos entregues ontem pela CSP Conlutas, central sindical ligada ao PSTU, que atestariam a colabora\u00e7\u00e3o de grandes empresas com o regime militar para a repress\u00e3o de seus funcion\u00e1rios.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os pap\u00e9is podem dar base para que a comiss\u00e3o fundamente, no relat\u00f3rio final, a tese de que as empresas sejam responsabilizadas moral e materialmente por ajudar na repress\u00e3o dos militares, ao demitir funcion\u00e1rios por press\u00e3o do governo, repassar informa\u00e7\u00f5es aos \u00f3rg\u00e3os de intelig\u00eancia ou formar uma lista de pessoas que n\u00e3o poderiam ser contratadas por militarem em partidos de esquerda.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Vamos estudar a possibilidade de repara\u00e7\u00e3o por parte das empresas que fizeram demiss\u00e3o em massa dos trabalhadores, como j\u00e1 ocorreu em outros pa\u00edses&#8221;, disse ontem a coordenadora da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, Rosa Cardoso. Segundo ela, a comiss\u00e3o ainda n\u00e3o sabe como ser\u00e1 poss\u00edvel pedir a repara\u00e7\u00e3o tantos anos depois. Uma das possibilidades \u00e9 tentar tornar a persegui\u00e7\u00e3o aos trabalhadores crime de lesa-humanidade, que n\u00e3o prescreveria.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os documentos s\u00e3o relat\u00f3rios de \u00f3rg\u00e3os de intelig\u00eancia do governo com informa\u00e7\u00f5es de empresas p\u00fablicas e privadas sobre seus funcion\u00e1rios e, principalmente, acompanhamento de movimentos sindicais em grandes empresas do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O \u00fanico caso em que fica expl\u00edcita a vigil\u00e2ncia da empresa sobre os funcion\u00e1rios s\u00e3o dois documentos da Assessoria de Seguran\u00e7a e Informa\u00e7\u00f5es (ASI) da ex-estatal Embratel com fichas de dois funcion\u00e1rios que estariam envolvidos na reestrutura\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Metropolitana de Estudantes de Niter\u00f3i.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em um dos documentos, a companhia pede informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro que &#8220;possam contribuir para o acompanhamento ou para a decis\u00f5es da empresa&#8221; sobre os funcion\u00e1rios. Em outro, afirma que tem &#8220;forte interesse em conhecer quaisquer dados que permitam constatar se realmente existem v\u00ednculos&#8221; entre um dos empregados e uma pesquisa de opini\u00e3o feita por um jornal do Estado. Procurada, a Embratel disse que n\u00e3o se pronunciaria ontem.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m h\u00e1 acompanhamentos de greves nas f\u00e1bricas da General Motors, em 1985, e na Embraer, em 1984, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP), feitas pelo Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica. O governo tentava mensurar o impacto desses movimentos e acompanhar de perto a Converg\u00eancia Socialista, organiza\u00e7\u00e3o trotskista que na \u00e9poca militava no PT e, depois de diverg\u00eancias com a dire\u00e7\u00e3o do partido na d\u00e9cada de 90, participou das funda\u00e7\u00f5es de PSTU e PSOL.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No relat\u00f3rio sobre a paralisa\u00e7\u00e3o na Embraer, o Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica diz que &#8220;n\u00e3o pode ser descartada a hip\u00f3tese de a greve ter sido realizada para testar a &#8220;resposta do regime&#8221;, visando uma das empresas ligadas ao governo&#8221;, ou &#8220;testar a rea\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas&#8221;, que atuariam para garantir o funcionamento da ent\u00e3o estatal, que seria privatizada dez anos depois. No fim do relat\u00f3rio consta uma lista, com fotos e dados de todos os funcion\u00e1rios demitidos durante a paralisa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 ainda no dossi\u00ea o &#8220;registro de empregado&#8221; de funcion\u00e1rios da Monark, fabricante de bicicletas, e da Tintas Coral, no Dops. Segundo Lu\u00eds Carlos Prates, o Mancha, representante da Conlutas na comiss\u00e3o e um dos fichados no Dops, esses documentos eram de uso interno das empresas e foram repassados ao governo. A AkzoNobel, detentora da marca Coral, desde 2008, informou em nota que &#8220;n\u00e3o tem conhecimento sobre o caso, mas reitera que respeita e defende os direitos humanos e repudia qualquer ato que viole tais direitos.&#8221; As outras empresas n\u00e3o se pronunciaram.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grupo da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade que investiga viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos contra trabalhadores e movimento sindical vai analisar documentos entregues ontem pela CSP Conlutas, central sindical ligada ao PSTU, que atestariam a colabora\u00e7\u00e3o de grandes empresas com o regime militar para a repress\u00e3o de seus funcion\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6250"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6250\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}