{"id":6252,"date":"2013-07-31T10:53:34","date_gmt":"2013-07-31T10:53:34","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/31\/cia-torturou-cubanos-desaparecidos-durante-ditadura-na-argentina\/"},"modified":"2013-07-31T10:53:34","modified_gmt":"2013-07-31T10:53:34","slug":"cia-torturou-cubanos-desaparecidos-durante-ditadura-na-argentina","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/07\/31\/cia-torturou-cubanos-desaparecidos-durante-ditadura-na-argentina\/","title":{"rendered":"CIA torturou cubanos desaparecidos durante ditadura na Argentina"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Corpos de dois diplomatas cubanos foram identificados pela Escola Argentina de Antropologia Forense e repatriados<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/mundo\/2013\/07\/cia-torturou-cubanos-desaparecidos-durante-ditadura-na-argentina-2589.html\/cubanos\/image_preview\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>Cejas Arias e Gala\u00f1ena Hern\u00e1ndez foram sequestrados por agentes do regime militar argentino em 9 de agosto de 1976  <!--more-->  <\/address>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Os diplomatas cubanos <a href=\"http:\/\/operamundi.uol.com.br\/conteudo\/noticias\/23454\/policia+encontra+restos+mortais+de+diplomatas+cubanos+desaparecidos+na+ditadura+argentina.shtml\">Jes\u00fas Cejas Arias e Crescencio Nicomedes Gala\u00f1ena Hern\u00e1ndez<\/a> foram torturados por agentes da CIA em territ\u00f3rio argentino durante a \u00faltima ditadura do pa\u00eds vizinho (1976-1983).\u00a0Segundo investiga\u00e7\u00e3o divulgada ontem (29) pela ag\u00eancia de not\u00edcias estatal Infojus, a CIA enviou \u00e0 Argentina os agentes Guillermo Novo Sampol, um cubano-americano que saiu de Miami rumo a Buenos Aires, e Michael Townley, que atuava no Chile junto \u00e0 Dire\u00e7\u00e3o de Intelig\u00eancia Nacional (Dina) de Augusto Pinochet.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em declara\u00e7\u00e3o \u00e0 ju\u00edza argentina Mar\u00eda Romilda Servini de Cubr\u00eda, Michael Townley admitiu ter participado como autor material do assassinato do ex-chefe do Ex\u00e9rcito chileno Carlos Prats em 1974, em Buenos Aires. Serv\u00edni de Cubr\u00eda viajou aos Estados Unidos em 1999 para interrogar o agente da CIA durante a investiga\u00e7\u00e3o sobre o assassinato do general chileno.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Townley tamb\u00e9m foi acusado pelo assassinato de Orlando Letelier, ministro de Defesa de Salvador Allende, em setembro de 1976 durante seu ex\u00edlio em Washington. O agente foi condenado por sua participa\u00e7\u00e3o no atentado que matou Letelier, mas fez um acordo com a justi\u00e7a norte-americana e recebe prote\u00e7\u00e3o como testemunha de crimes contra a humanidade cometidos no Chile durante o regime pinochetista.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Restos repatriados<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Cejas Arias e Gala\u00f1ena Hern\u00e1ndez foram sequestrados por agentes do regime militar argentino em 9 de agosto de 1976 nas imedia\u00e7\u00f5es da Embaixada cubana em Buenos Aires. Ambos foram levados ao centro clandestino de deten\u00e7\u00e3o \u201cAutomotores Orletti\u201d, no bairro portenho de Floresta, onde foram vistos pela \u00faltima vez com vida.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O corpo de Gala\u00f1ena Hern\u00e1ndez foi encontrado em junho de 2012 dentro de um barril enferrujado, cheio de cimento, \u00e0s margens do Rio de la Plata, no munic\u00edpio de Virreyes, no norte da Grande Buenos Aires. Os restos mortais de Cejas Arias foram descobertos junto ao de dois argentinos nas mesmas condi\u00e7\u00f5es, um ano depois, no mesmo local.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Os restos mortais dos diplomatas foram repatriados ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o pela Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF).<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Automotores Orletti<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O centro clandestino de deten\u00e7\u00e3o Automotores Orletti, onde os diplomatas cubanos foram torturados com a participa\u00e7\u00e3o dos agentes da CIA, era a sede argentina da Opera\u00e7\u00e3o Condor , uma alian\u00e7a pol\u00edtico-militar entre os regimes ditatoriais da Am\u00e9rica do Sul para colabora\u00e7\u00e3o na repress\u00e3o, interrogat\u00f3rio, tortura e desaparecimento de presos pol\u00edticos na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em mar\u00e7o de 2011, a justi\u00e7a argentina condenou quatro repressores por sua atua\u00e7\u00e3o em Automotores Orletti. Eduardo Rodolfo Cabanillas, ex-general de divis\u00e3o do Ex\u00e9rcito, foi condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua; os ex-agentes da Secretaria de Inteleg\u00eancia de Estado (Side) Honorio Mart\u00ednez Ruiz e Eduardo Alfredo Ruffo receberam senten\u00e7a de 25 anos de pris\u00e3o; e Ra\u00fal Guglielminetti, ex-agente civil de inteligencia del Ex\u00e9rcito, foi condenado a 20 anos de pris\u00e3o.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Atualmente, Michael Townley e Guillermo Novo Sampol moram nos Estados Unidos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Rede Brasil Atual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Corpos de dois diplomatas cubanos foram identificados pela Escola Argentina de Antropologia Forense e repatriados Cejas Arias e Gala\u00f1ena Hern\u00e1ndez foram sequestrados por agentes do regime militar argentino em 9 de agosto de 1976<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6252"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6252"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6252\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}