{"id":6304,"date":"2013-08-15T00:12:08","date_gmt":"2013-08-15T00:12:08","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/08\/15\/ditadura-brasileira-planejava-criar-armas-nucleares\/"},"modified":"2013-08-15T00:12:08","modified_gmt":"2013-08-15T00:12:08","slug":"ditadura-brasileira-planejava-criar-armas-nucleares","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/08\/15\/ditadura-brasileira-planejava-criar-armas-nucleares\/","title":{"rendered":"Ditadura brasileira planejava criar armas nucleares"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A junta militar que governava o Brasil na d\u00e9cada de 70 do s\u00e9culo passado pretendia desenvolver armas nucleares pr\u00f3prias. Esta informa\u00e7\u00e3o foi publicada no jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, que alega arquivos desclassificados do Estado-Maior General das For\u00e7as Armadas do Brasil. O presidente Ernesto Geisel interveio em 10 de junho de 1974 perante o alto comando das For\u00e7as Armadas manifestando preocupa\u00e7\u00e3o com o teste da bomba at\u00f4mica efetuado pela \u00cdndia e com a possibilidade de que a Argentina fizesse o mesmo.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Dois anos depois desta interven\u00e7\u00e3o, em 1976, o Brasil anunciou o in\u00edcio da realiza\u00e7\u00e3o do seu programa nuclear. Os documentos a que naquela \u00e9poca se tinha acesso indicaram que as pesquisas nucleares tinham um car\u00e1ter pac\u00edfico. Todavia, as atuais investiga\u00e7\u00f5es revelam que nos arquivos secretos existiam documentos que admitiam &#8220;desenvolver uma tecnologia para a utiliza\u00e7\u00e3o da explos\u00e3o nuclear para fins pac\u00edficos, o que nos permitir\u00e1, inclusive, se necess\u00e1rio, dispor de nossa pr\u00f3pria arma&#8221;. Foi precisamente este o teor da declara\u00e7\u00e3o do presidente Geisel. Quarenta anos depois, esta sua declara\u00e7\u00e3o vai passar a ser do dom\u00ednio p\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Durante os 130 anos da sua hist\u00f3ria, o Brasil nunca foi implicado em nenhum conflito militar que eclodisse nas proximidades das suas fronteiras. O pa\u00eds nunca teve advers\u00e1rios patentes ou potenciais no continente. Geisel alega as ambi\u00e7\u00f5es nucleares da Argentina que na d\u00e9cada de 70 tamb\u00e9m era governada por generais. No entanto, existiam grandes d\u00favidas de que os cientistas argentinos, que trabalhavam sob o controle dos militares, conseguissem criar n\u00e3o apenas uma bomba at\u00f4mica, mas o processo tecnol\u00f3gico de cria\u00e7\u00e3o da arma nuclear. Para a economia debilitada da Argentina, em que a infla\u00e7\u00e3o chegava a 1.000%, esta tarefa era imposs\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">O Brasil receava ou estava de sobreaviso pois a &#8220;Argentina tinha acesso mais f\u00e1cil ao ur\u00e2nio do que o Brasil&#8221;. Existia tamb\u00e9m um outro fator: o Brasil simplesmente n\u00e3o queria ceder ao seu vizinho na competi\u00e7\u00e3o militar. Os arquivos desclassificados revelam que no Brasil foi criada toda uma rede encarregada de recolher informa\u00e7\u00f5es sobre os pa\u00edses vizinhos. Tudo isso consta do &#8220;Plano de Busca N\u00famero 1&#8221;.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A tarefa era clara: fornecer ao governo brasileiro informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas e secretas sobre os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, deixando apenas EUA e Canad\u00e1 de fora do plano. O documento mostra que essa miss\u00e3o caberia n\u00e3o apenas a adidos militares brasileiros no exterior, mas tamb\u00e9m ao Itamaraty.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Uma detalhada planilha, chamada de &#8220;Ap\u00eandice N\u00famero 1 ao Plano de Busca N\u00famero 1&#8221; explica o que cada \u00f3rg\u00e3o de intelig\u00eancia deveria investigar nos pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fosse qual fosse este plano, uma coisa est\u00e1 clara: os brasileiros temiam muito uma guerra no Cone Sul. Mais uma prova disso \u00e9 o depoimento do vice-almirante Ibsen C\u00e2mara, que era na d\u00e9cada de 70 secret\u00e1rio do chefe do Estado-Maior General das For\u00e7as Armadas: &#8220;O temor grande de uma batalha no Cone Sul n\u00e3o vinha tanto pelo poderio do rival, mas da fraqueza das tropas brasileiras, como admitem na transcri\u00e7\u00e3o de suas conversas os militares presentes no encontro de 1978. Talvez o maior proveito desse trabalho de planejamento, na fase em que est\u00e1, tenha sido o de nos permitir uma vis\u00e3o panor\u00e2mica do despreparo militar do Brasil&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">As ambi\u00e7\u00f5es militares do Brasil naquela \u00e9poca eram condicionadas por mais um momento importante: a matriz energ\u00e9tica. As grandes jazidas de petr\u00f3leo ainda n\u00e3o haviam sido prospetadas e a economia do Brasil necessitava de energia. Por isso, a quest\u00e3o da ind\u00fastria nuclear para a gera\u00e7\u00e3o de energia estava pendente. A atividade neste plano dos gigantes da envergadura da China e da \u00cdndia n\u00e3o permitia \u00e0 dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar do Brasil dormir tranquilamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Em 1976 foi dado in\u00edcio, com a ajuda da Alemanha, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas centrais at\u00f4micas. At\u00e9 o presente momento j\u00e1 foram constru\u00eddas duas. Mas, neste lapso de tempo, o Brasil assinou o Tratado sobre a proibi\u00e7\u00e3o de armas nucleares na Am\u00e9rica Latina e, em 1998, assinou tamb\u00e9m o Tratado de N\u00e3o Prolifera\u00e7\u00e3o de Armas Nucleares. Al\u00e9m disso, a atual Constitui\u00e7\u00e3o do Brasil proclama a ren\u00fancia \u00e0 possibilidade de desenvolver o seu pr\u00f3prio programa nuclear militar. Por\u00e9m, o desejo de ser mais forte e de ser um pa\u00eds mais evolu\u00eddo tecnologicamente impele, por exemplo, a atual dire\u00e7\u00e3o do pa\u00eds a criar dois submarinos at\u00f4micos, que devem ser lan\u00e7ados \u00e0 \u00e1gua at\u00e9 o ano de 2023.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Voz da Russia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A junta militar que governava o Brasil na d\u00e9cada de 70 do s\u00e9culo passado pretendia desenvolver armas nucleares pr\u00f3prias. Esta informa\u00e7\u00e3o foi publicada no jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, que alega arquivos desclassificados do Estado-Maior General das For\u00e7as Armadas do Brasil. 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