{"id":6329,"date":"2013-08-23T19:16:58","date_gmt":"2013-08-23T19:16:58","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/08\/23\/como-o-brasil-comandou-casos-de-espionagem-durante-a-ditadura-militar\/"},"modified":"2013-08-23T19:16:58","modified_gmt":"2013-08-23T19:16:58","slug":"como-o-brasil-comandou-casos-de-espionagem-durante-a-ditadura-militar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/08\/23\/como-o-brasil-comandou-casos-de-espionagem-durante-a-ditadura-militar\/","title":{"rendered":"Como o Brasil comandou casos de espionagem durante a ditadura militar"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>O Brasil hoje protesta contra o trabalho de espionagem feito pelos norte-americanos, mas no passado, durante a Ditadura Militar (1964-1985), o Pa\u00eds usou do mesmo expediente para saber o que as na\u00e7\u00f5es vizinhas faziam. \u00c9 o que indica documentos do Estado-Maior das For\u00e7as Armadas (EMFA) revelados recentemente pelo jornal O Estado de S. Paulo.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O arquivo aponta a cria\u00e7\u00e3o, em 1978, do Plano de Informa\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas Militares (Piem), uma esp\u00e9cie de manual para as atividades de informa\u00e7\u00f5es no exterior. A estrat\u00e9gia do governo naquela \u00e9poca era monitorar e coletar dados de todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, com aux\u00edlio de funcion\u00e1rios de embaixadas brasileiras e tamb\u00e9m do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As informa\u00e7\u00f5es a serem apuradas se concentravam nos \u00f3rg\u00e3os militares dos pa\u00edses latinos vizinhos e visavam levantar dados sobre a estrutura desses departamentos, a hierarquia, o modelo de funcionamento, as for\u00e7as e equipamentos existentes, as bases espalhadas pelo territ\u00f3rio, a log\u00edstica adotada, o perfil da tropa, os poss\u00edveis segredos militares etc.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os dados coletados deveriam ser enviados ao EMFA em datas espec\u00edficas, de acordo com o Piem.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A pr\u00e1tica comprova, dessa forma, que a Ditadura Militar n\u00e3o s\u00f3 monitorava cidad\u00e3os brasileiros aqui e no exterior, principalmente aqueles que se mostravam contr\u00e1rios ao poder, como tamb\u00e9m exercia espionagem em governos de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Com a medida, a Ditadura Militar acreditava que estaria mais preparada para um poss\u00edvel conflito com pa\u00edses vizinhos. Al\u00e9m disso, poderia se valer de informa\u00e7\u00f5es privilegiadas de uma inst\u00e1vel Am\u00e9rica Latina em caso de amea\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A Argentina, segundo esses arquivos at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo secretos, era o maior inimigo, principalmente em caso de alian\u00e7a com o Uruguai e o Paraguai, na vis\u00e3o da Ditadura Militar. Os relatos do documento exp\u00f5em despreparo das For\u00e7as Armadas brasileiras para poss\u00edvel guerra, a despeito dos pa\u00edses vizinhos tamb\u00e9m apresentarem falhas em sua \u00e1reas de defesa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As maiores dificuldades do Brasil se concentravam na log\u00edstica e nos equipamentos. Mas o ent\u00e3o presidente Ernesto Geisel n\u00e3o concordava em repassar altos recursos para melhor militarizar o Pa\u00eds, em meio \u00e0 crise que a economia vivia naquele per\u00edodo. A vis\u00e3o de Geisel \u00e9 que n\u00e3o havia risco a curto prazo para alocar elevados recursos para reaparelhamento das For\u00e7as Armadas. No entanto, lideran\u00e7as do Ex\u00e9rcito, Marinha e Aeron\u00e1utica questionaram a n\u00e3o libera\u00e7\u00e3o de verbas alegando falta de poderio b\u00e9lico do Pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Ciex<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Antes da ado\u00e7\u00e3o do Plano de Informa\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas Militares, em 1978, j\u00e1 se sabia que o governo militar brasileiro fazia espionagem em outros pa\u00edses, embora de forma menos pragm\u00e1tica. A atividade era exercida pelo Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Exterior (Ciex), ligado ao Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. Aliados eram enviados a pa\u00edses vizinhos para monitorar a\u00e7\u00f5es que amea\u00e7assem a seguran\u00e7a nacional, principalmente aqueles que recebiam exilados do Brasil, como o Uruguai e Chile.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Assim como em territ\u00f3rio brasileiro, esses aliados se infiltravam l\u00e1 fora em ambientes subversivos para monitorar amea\u00e7as ao Pa\u00eds. Eles viajam frequentemente ao Brasil para repassar informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m fala-se em viagens de arapongas para Europa pelo Ciex, mas ao contr\u00e1rio de a\u00e7\u00f5es em pa\u00edses vizinhos cuja espionagem se concentrava em coleta de dados amplos de contextos pol\u00edticos, no velho continente a Ditadura Militar se limitava a acompanhar os passos de exilados brasileiros.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Yahoo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil hoje protesta contra o trabalho de espionagem feito pelos norte-americanos, mas no passado, durante a Ditadura Militar (1964-1985), o Pa\u00eds usou do mesmo expediente para saber o que as na\u00e7\u00f5es vizinhas faziam. \u00c9 o que indica documentos do Estado-Maior das For\u00e7as Armadas (EMFA) revelados recentemente pelo jornal O Estado de S. 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