{"id":6334,"date":"2013-08-26T13:11:20","date_gmt":"2013-08-26T13:11:20","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/08\/26\/cnv-recebe-lista-com-30-casos-de-violacoes-dos-direitos-de-camponeses\/"},"modified":"2013-08-26T13:11:20","modified_gmt":"2013-08-26T13:11:20","slug":"cnv-recebe-lista-com-30-casos-de-violacoes-dos-direitos-de-camponeses","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/08\/26\/cnv-recebe-lista-com-30-casos-de-violacoes-dos-direitos-de-camponeses\/","title":{"rendered":"CNV recebe lista com 30 casos de viola\u00e7\u00f5es dos direitos de camponeses"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Nomes foram entregues \u00e0 CNV em reuni\u00e3o com mais de 30 pesquisadores de todo o Brasil para discutir viola\u00e7\u00f5es de direitos dos camponeses na \u00e9poca da ditadura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade esteve reunida no in\u00edcio desta semana, em Bras\u00edlia, com cerca de 30 pesquisadores de todo o Brasil que investigam graves viola\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos cometidas contra camponeses no per\u00edodo da ditadura.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Representantes de 17 universidades participaram da reuni\u00e3o organizada pela Comiss\u00e3o Camponesa da Verdade (CCV), criada para investigar especificamente os casos de camponeses assassinados, torturados e perseguidos pelo regime militar e para auxiliar o GT graves viola\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos no campo ou contra ind\u00edgenas, da CNV, coordenado pela comission\u00e1ria Maria Rita Kehl.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Durante a reuni\u00e3o, foi apresentada \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da Verdade uma lista com cerca de 30 casos de camponeses que foram perseguidos, mortos ou torturados pelo aparato repressor do Estado de exce\u00e7\u00e3o. Esses casos, que relatam as graves viola\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos em 11 estados brasileiros, j\u00e1 est\u00e3o sendo investigados pela rede e pela Comiss\u00e3o Camponesa da Verdade.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e0s pessoas do campo, a Comiss\u00e3o Camponesa destacou a necessidade de ser inclu\u00eddo no escopo do GT Camponeses e ind\u00edgenas a situa\u00e7\u00e3o enfrentada por camponeses que ficaram na regi\u00e3o do Araguaia ap\u00f3s o desmantelamento da Guerrilha, no in\u00edcio dos anos 70.\u00a0\u00c0 \u00e9poca, o Estado brasileiro, a pretexto de combater a guerrilha \u2013 que neste momento j\u00e1 havia sido desmobilizada, expulsou posseiros de suas terras, torturou e assassinou os que tentaram resistir e perseguiu e matou religiosos e sindicalistas que defendiam os agricultores da regi\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A psicanalista Maria Rita Kehl, comissionada da CNV e coordenadora do GT, relatou \u00e0 rede de pesquisadores todo o material arrecadado pelo GT desde o in\u00edcio dos trabalhos da CNV.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">GT Camponeses e Ind\u00edgenas \u2013 Pelo mesmo GT, Maria Rita esteve reunida na \u00faltima sexta-feira, em Vit\u00f3ria, com ind\u00edgenas das etnias Guarani e Tupiniquim. Tr\u00eas \u00edndios prestaram depoimento \u00e0 comissionada e relataram a pr\u00e1tica de &#8220;voos da morte&#8221;, quando agentes do regime da repress\u00e3o atiravam os presos do alto de pequenos avi\u00f5es ao rio ou ao mar. Este tipo de pr\u00e1tica era conhecido em miss\u00f5es realizadas pela Opera\u00e7\u00e3o Condor, mas \u00e9 a primeira vez que se tem not\u00edcia do seu uso em viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos contra ind\u00edgenas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A \u00edndia Marilsa da Silva, da etnia Guarani, relatou casos de pessoas de sua tribo que foram jogadas ao mar. &#8220;As lideran\u00e7as que organizam as aldeias foram os primeiros a serem atacados&#8221;, relata. Ela explica que a persegui\u00e7\u00e3o aos \u00edndios estava diretamente ligada \u00e0 disputa pela posse de terras. Segundo Marilsa, as empresas queriam adentrar territ\u00f3rios ind\u00edgenas e quilombolas para produzir celulose embranquecida. &#8220;Onde o povo ind\u00edgena tivesse um projeto de monocultura, o (ex-presidente) Castelo Branco dizia que tinha que levar os povos para o avi\u00e3o e jogar no mar, para que acabasse com os povos ind\u00edgenas. Jogar num lugar onde ningu\u00e9m poderia descobrir&#8221;, relembra.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o entre a persegui\u00e7\u00e3o aos \u00edndios e a empresa de extra\u00e7\u00e3o de celulose tamb\u00e9m foi relatada e estudada pela antrop\u00f3loga Celeste Ciccarone, da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo. Celeste entregou \u00e0 CNV um dossi\u00ea, fruto do mestrado da antrop\u00f3loga, com informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre dois centros de deten\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas, o Reformat\u00f3rio Krenak, em Resplendor (MG), e a Fazenda Guarani, em Carm\u00e9sia (MG).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Comiss\u00e3o Nacional da Verdade &#8211;\u00a0Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nomes foram entregues \u00e0 CNV em reuni\u00e3o com mais de 30 pesquisadores de todo o Brasil para discutir viola\u00e7\u00f5es de direitos dos camponeses na \u00e9poca da ditadura. 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