{"id":6379,"date":"2013-08-31T18:10:24","date_gmt":"2013-08-31T18:10:24","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/08\/31\/comissao-da-verdade-amplia-parceria-com-a-pf-2\/"},"modified":"2013-08-31T18:10:24","modified_gmt":"2013-08-31T18:10:24","slug":"comissao-da-verdade-amplia-parceria-com-a-pf-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/08\/31\/comissao-da-verdade-amplia-parceria-com-a-pf-2\/","title":{"rendered":"Uma casa para n\u00e3o esquecer nosso passado"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Inaugurado o Memorial da Resist\u00eancia re\u00fane conte\u00fado relacionado \u00e0 Ditadura Militar no Cear\u00e1<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As paredes foram cuidadosamente &#8220;descascadas&#8221;, uma camada de tinta ap\u00f3s a outra, at\u00e9 revelarem acontecimentos passados cujas consequ\u00eancias at\u00e9 hoje reverberam na sociedade brasileira. Inscritos no concreto, l\u00e1 estavam nomes, palavras de ordem e calend\u00e1rios que contavam os dias para o fim daquele sofrimento.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6377\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/c71d55aee665e22326956730774db98e.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"533\" \/><\/p>\n<address \/>Espa\u00e7os do Memorial: inscri\u00e7\u00f5es em paredes, fotos e depoimentos Foto: Nely Rosa\/ divulga\u00e7\u00e3o  <!--more-->  <\/address>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 um dos conte\u00fados que integram o acervo do Memorial da Resist\u00eancia, novo equipamento cultural municipal, ligado \u00e0 Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), a ser inaugurado hoje. O espa\u00e7o \u00e9 voltado ao resgate e preserva\u00e7\u00e3o de parte da mem\u00f3ria do per\u00edodo da Ditadura Militar no Cear\u00e1.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Localizado no pr\u00e9dio da Secultfor, antiga sede da Pol\u00edcia Federal, o Memorial inclui duas celas e uma solit\u00e1ria restaurados da estrutura original, por onde passaram presos pol\u00edticos do regime.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Dividida entre esses espa\u00e7os e outro sal\u00e3o est\u00e1 a exposi\u00e7\u00e3o permanente Arquivo das Sombras, com as mencionadas marcas f\u00edsicas deixadas pelos presos, registros fotogr\u00e1ficos e depoimentos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O material foi produzido e reunido a partir de contribui\u00e7\u00f5es das entidades Os Aparecidos Pol\u00edticos e Associa\u00e7\u00e3o 64\/68, al\u00e9m do Arquivo P\u00fablico do Cear\u00e1, Museu da Imagem e do Som e Biblioteca P\u00fablica Governador Menezes Pimentel.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;O projeto recuperou duas das celas do pr\u00e9dio, no andar de baixo. Eram espa\u00e7os utilizados para viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos durante o regime militar. Na solit\u00e1ria aconteciam torturas, como o afogamento. Para o Memorial, realizamos um projeto museogr\u00e1fico (assinado pelo muse\u00f3grafo Xico Arag\u00e3o) para dar essa dimens\u00e3o&#8221;, explica o coordenador de Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Cultural da Secultfor, Al\u00eanio Carlos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;No caso das paredes, foi feito um trabalho de prospec\u00e7\u00e3o, retirando as sucessivas camadas de tintas e outros elementos, at\u00e9 chegar \u00e0 superf\u00edcie original. Encontramos, ent\u00e3o, os registros feitos pelos presos, inscri\u00e7\u00f5es de calend\u00e1rios, frases, palavras de ordem. Foi um achado fant\u00e1stico&#8221;, comemora.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Nas celas, foram colocados dois tablets com conte\u00fados relacionados ao tema, entre depoimentos, mat\u00e9rias de jornais e documentos de processos. H\u00e1 ainda a parte de \u00e1udio, com discursos da \u00e9poca, por exemplo.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6378\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/353ffb7f5f12ffc7b6bf8259106c81d5.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"265\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Pesquisa<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No diminuto espa\u00e7o da solit\u00e1ria, foi instalada uma proje\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica foi montada em um sal\u00e3o pr\u00f3ximo \u00e0s celas, com imagens do pr\u00e9dio antigo, entre outros registros relacionado ao per\u00edodo &#8211; de 1964, ano do golpe, at\u00e9 a redemocratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Houve toda uma pesquisa para reunir e organizar esse material, com apoio dos equipamentos e entidades, al\u00e9m de contribui\u00e7\u00f5es individuais, como de Valter Pinheiro (membro do Comit\u00ea Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a)&#8221;, esclarece Al\u00eanio Carlos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">O projeto j\u00e1 era uma ideia antiga do Comit\u00ea, de pelo menos 10 anos. Sua formata\u00e7\u00e3o foi iniciada ainda na gest\u00e3o municipal passada. A partir da semana que vem, estar\u00e1 aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o &#8211; num primeiro momento, mediante agendamento pr\u00e9vio. &#8220;O Memorial dimensiona esse contexto da Ditadura Militar no Cear\u00e1, funciona no sentido de publicizar para que as pessoas entendam o que aconteceu e deem valor ao processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds&#8221;, avalia Al\u00eanio.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ao mesmo tempo, simboliza uma \u00e9poca de forte resist\u00eancia. \u00c9 uma d\u00edvida que temos com esses presos pol\u00edticos&#8221;, complementa o coordenador.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Contribui\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A solenidade de abertura acontece no Teatro Antonieta Noronha e contar\u00e1 com apresenta\u00e7\u00e3o da aula-espet\u00e1culo &#8220;\u00c9 Proibido Proibir&#8221;, do ator, dramaturgo e pesquisador Ricardo Guilherme.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A montagem faz alus\u00e3o aos 50 anos do Golpe Militar (1964-2014) e uma retrospectiva da hist\u00f3ria brasileira dos anos 1960-1970 at\u00e9 a atualidade. Na ocasi\u00e3o, tamb\u00e9m haver\u00e1 uma fala de Valter Pinheiro. Toda a programa\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta ao p\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Em mar\u00e7o deste ano v\u00e1rios companheiros come\u00e7aram a dar seus depoimentos, no Museu da Imagem e dom Som. O Xico Arag\u00e3o coordenou esse processo&#8221;, conta Pinheiro. O material foi somado a outros recolhidos em diferentes entidades e \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu mesmo tinha fotografias do pr\u00e9dio antigo que foram aproveitadas na exposi\u00e7\u00e3o, feitas por mim na d\u00e9cada de 1980&#8221;, adianta.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;O Memorial surge com uma import\u00e2ncia incalcul\u00e1vel, ao resgatar hist\u00f3rias de um per\u00edodo cujas informa\u00e7\u00f5es ainda est\u00e3o muito escondidas, com conte\u00fado que servir\u00e1 a pesquisas sobre o tema, para escolas e Universidades&#8221;, avalia Pinheiro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo Al\u00eanio, a ideia \u00e9, mais \u00e0 frente, somar outras contribui\u00e7\u00f5es ao equipamento. &#8220;O Memorial n\u00e3o ter\u00e1 sentido est\u00e1tico, a meta \u00e9 fazer dele um receptor de informa\u00e7\u00e3o, aliment\u00e1-lo com novos documentos e depoimentos&#8221;, adianta o coordenador.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Inaugura\u00e7\u00e3o do Memorial da Resist\u00eancia &#8211; Exposi\u00e7\u00e3o Arquivo das Sombras. Hoje, \u00e0s 18h, na Secultfor (R. Pereira Filgueiras, 4, Centro). Contato e agendamento de visitas: (85) 3105.1291<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inaugurado o Memorial da Resist\u00eancia re\u00fane conte\u00fado relacionado \u00e0 Ditadura Militar no Cear\u00e1 As paredes foram cuidadosamente &#8220;descascadas&#8221;, uma camada de tinta ap\u00f3s a outra, at\u00e9 revelarem acontecimentos passados cujas consequ\u00eancias at\u00e9 hoje reverberam na sociedade brasileira. 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