{"id":653,"date":"2012-05-24T13:14:42","date_gmt":"2012-05-24T13:14:42","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/24\/tj-sp-adia-julgamento-de-recurso-do-coronel-brilhante-ustra\/"},"modified":"2012-05-24T13:14:42","modified_gmt":"2012-05-24T13:14:42","slug":"tj-sp-adia-julgamento-de-recurso-do-coronel-brilhante-ustra","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/24\/tj-sp-adia-julgamento-de-recurso-do-coronel-brilhante-ustra\/","title":{"rendered":"TJ-SP adia julgamento de recurso do coronel Brilhante Ustra"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo adiou nesta ter\u00e7a-feira (22) o julgamento de recurso de Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado do Ex\u00e9rcito, contra uma decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia que o responsabilizou por torturas a presos pol\u00edticos na ditadura militar.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O relator do caso, desembargador Rui Cascaldi, retirou o caso de pauta ap\u00f3s ouvir o advogado da fam\u00edlia Teles, que acusa o militar de maus-tratos. A corte n\u00e3o marcou data para voltar a julgar o recurso.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Cinco integrantes da fam\u00edlia foram presos no DOI-Codi paulista em 1973. Ustra era o chefe da unidade, que \u00e9 considerada o principal centro de torturas da ditadura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No processo, os Teles n\u00e3o pediram qualquer tipo de indeniza\u00e7\u00e3o ou puni\u00e7\u00e3o para o coronel. Querem apenas que ele seja responsabilizado civilmente pelas sess\u00f5es de tortura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O advogado da fam\u00edlia, Fabio Konder Comparato, disse aos desembargadores que Brilhante Ustra \u00e9 &#8220;o mais not\u00f3rio torturador do regime militar&#8221; e que o desfecho do caso ter\u00e1 repercuss\u00e3o internacional.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ele, tendo dirigido a mais sinistra masmorra do regime militar, diz que nunca teve conhecimento de torturas, sendo que \u00e9 p\u00fablico e not\u00f3rio que mais de 40 presos morreram na pris\u00e3o que comandava&#8221;, disse.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>OUTRO LADO<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ustra e seu advogado, Paulo Esteves, n\u00e3o compareceram ao tribunal. No recurso, eles argumentam que o militar foi beneficiado pela Lei da Anistia, de 1979, e negam sua participa\u00e7\u00e3o em atos de tortura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em outras ocasi\u00f5es, Ustra disse nunca ter ordenado ou participado de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um dos autores da a\u00e7\u00e3o original, o gr\u00e1fico aposentado C\u00e9sar Teles, 67, disse que ele presenciou sess\u00f5es de tortura e deu instru\u00e7\u00f5es a militares que o agrediram na pris\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>HIST\u00d3RICO<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ustra foi condenado em primeira inst\u00e2ncia em outubro de 2008 pelo juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23\u00aa Vara C\u00edvel de S\u00e3o Paulo. Foi a primeira senten\u00e7a declarat\u00f3ria da Justi\u00e7a brasileira contra um militar em uma a\u00e7\u00e3o por sequestro e tortura na ditadura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No \u00faltimo dia 24, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal pediu a abertura de a\u00e7\u00e3o penal contra ele pelo sequestro do sindicalista Alu\u00edzio Palhano, preso em maio de 1971 no DOI-Codi paulista.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A Justi\u00e7a Federal ainda n\u00e3o decidiu se aceita ou n\u00e3o a den\u00fancia. Palhano nunca mais foi visto, e integra a lista de desaparecidos pol\u00edticos do per\u00edodo.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Folha de S.Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo adiou nesta ter\u00e7a-feira (22) o julgamento de recurso de Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado do Ex\u00e9rcito, contra uma decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia que o responsabilizou por torturas a presos pol\u00edticos na ditadura militar.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/653"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/653\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}