{"id":6544,"date":"2013-09-30T20:04:48","date_gmt":"2013-09-30T20:04:48","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/09\/30\/populacao-reage-a-tirar-de-ruas-nome-de-torturador\/"},"modified":"2013-09-30T20:04:48","modified_gmt":"2013-09-30T20:04:48","slug":"populacao-reage-a-tirar-de-ruas-nome-de-torturador","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/09\/30\/populacao-reage-a-tirar-de-ruas-nome-de-torturador\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o reage a tirar de ruas nome de torturador"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Proposto pelo vereador Waldir Pires (PT), o projeto de lei que veda a denomina\u00e7\u00e3o de ruas, pr\u00e9dios e equipamentos p\u00fablicos de Salvador com nomes de pessoas que tenham cometido crimes de lesa humanidade esbarra num problema antigo: a desinforma\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre a hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6543\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/650x375_1358258.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address \/>Placas em Castelo Branco exibem nomes de perseguidos pela ditadura militar  <!--more-->  <\/address>\n<address><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A proposta, que est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara de Vereadores de Salvador, convida o cidad\u00e3o comum a denunciar a localiza\u00e7\u00e3o de equipamentos que homenageiem torturadores ou autores de outras viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos, al\u00e9m de\u00a0 corruptos. Mas como fazer isto se o indiv\u00edduo sequer sabe, por exemplo, que houve ditadura militar?<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 agora, iniciativas que, como essa, visavam corrigir injusti\u00e7as passaram despercebidas e at\u00e9 geraram rea\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os.\u00a0 Este \u00e9 o caso da Lei 5139\/96, sancionada na gest\u00e3o de L\u00eddice da Mata (PSB), que mudou os nomes das ruas do bairro de Castelo Branco.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;O general Castelo foi o primeiro dos ditadores brasileiros, mas a lei criada pela prefeita L\u00eddice da Mata deu \u00e0s ruas do bairro nomes de v\u00edtimas da ditadura&#8221;, diz o soci\u00f3logo Joviniano Neto, presidente do seccional baiana Grupo Tortura Nunca Mais.\u00a0 A lei determinou que as ruas homenageassem\u00a0 baianos mortos e desaparecidos nos &#8220;anos de chumbo&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Contudo, os moradores do bairro n\u00e3o gostaram da mudan\u00e7a de nomes. Preferem a identifica\u00e7\u00e3o feita por letras e n\u00fameros, como antes. &#8220;Eu moro na Rua 35, j\u00e1 que o conselho de moradores conseguiu impedir que a prefeitura mudasse o nome&#8221;, diz Margarete de Souza Homem, que mora no bairro h\u00e1 38 anos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ao saber que a prefeitura teve o objetivo de resgatar a hist\u00f3ria dos que participaram da luta pelas liberdades civis, questiona a forma como isso foi feito. &#8220;J\u00e1 chegaram aqui mudando as placas, sem explicar nada&#8221;, conta. Morador no bairro desde crian\u00e7a, Ant\u00f4nio Eduardo\u00a0 lembra que os moradores pensaram ser nomes de pol\u00edticos. &#8220;Ningu\u00e9m sabe quem foram essas pessoas. Tem nome dif\u00edcil at\u00e9 de pronunciar&#8221;, afirma.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Como a lei implementada por L\u00eddice, o projeto do ex-governador Waldir Pires (PT), ele pr\u00f3prio um dos perseguidos pela ditadura militar, deve ter a denomina\u00e7\u00e3o das ruas, na opini\u00e3o de Joviniano, como apenas uma etapa da tentativa de resgate dessa fase da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;\u00c0 mudan\u00e7a de nome deve seguir a justificativa para que essa altera\u00e7\u00e3o seja feita e isso deve chegar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o&#8221;, diz, ressaltando que o Comit\u00ea da Verdade na Bahia tomou essa inciativa quando uma rua na Cidade Baixa de Salvador recebeu o nome do militante da A\u00e7\u00e3o Popular , Jorge Leal Gon\u00e7alves, desaparecido em 1970, aos 32 anos.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>&#8220;Fomos de casa em casa entregar\u00a0 um folheto com a sua hist\u00f3ria&#8221;, conta Joviniano, que defende que nas placas das ruas da cidade conste\u00a0 profiss\u00e3o e data de nascimento e morte do homenageado. &#8220;Como um mapa da hist\u00f3ria vida da cidade, a\u00a0 mem\u00f3ria da nossa hist\u00f3ria&#8221;.\u00a0 Pelo projeto de Waldir, ap\u00f3s receber a den\u00fancia, a C\u00e2mara de tem 60 dias para definir uma nova denomina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; A Tarde<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proposto pelo vereador Waldir Pires (PT), o projeto de lei que veda a denomina\u00e7\u00e3o de ruas, pr\u00e9dios e equipamentos p\u00fablicos de Salvador com nomes de pessoas que tenham cometido crimes de lesa humanidade esbarra num problema antigo: a desinforma\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre a hist\u00f3ria do Brasil. \u00a0 Placas em Castelo Branco exibem nomes de perseguidos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6544"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6544"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6544\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}