{"id":6548,"date":"2013-09-30T20:13:24","date_gmt":"2013-09-30T20:13:24","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/09\/30\/a-rede-clandestina-que-o-papa-francisco-montou-para-ajudar-vitimas-da-ditadura-em-livro\/"},"modified":"2013-09-30T20:13:24","modified_gmt":"2013-09-30T20:13:24","slug":"a-rede-clandestina-que-o-papa-francisco-montou-para-ajudar-vitimas-da-ditadura-em-livro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/09\/30\/a-rede-clandestina-que-o-papa-francisco-montou-para-ajudar-vitimas-da-ditadura-em-livro\/","title":{"rendered":"A rede clandestina que o papa Francisco montou para ajudar v\u00edtimas da ditadura, em livro"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>O papa Francisco criou uma rede clandestina para salvar centenas de perseguidos pol\u00edticos durante os anos sombrios da ditadura na Argentina (1976-1983). Em um livro que est\u00e1 sendo lan\u00e7ado agora, dezenas de pessoas negam qualquer cumplicidade de Jorge Mario Bergoglio com o regime militar.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com o autor do livro, o jornalista Nello Scavo, colunista do jornal da confer\u00eancia dos bispos italianos Avvenire, Bergoglio, \u00e0 \u00e9poca diretor da Companhia de Jesus, protegeu e ajudou centenas de pessoas perseguidas pelo regime militar. Sob o t\u00edtulo \u201cLista de Bergoglio \u2013 Os salvos por Francisco durante a ditadura, a hist\u00f3ria jamais contada\u201d , publicado pela Editorial Misionera Italiana (EMI), testemunhos contradizem a suposta cumplicidade do Papa com a ditadura, uma suspeita que gerou pol\u00eamica em mar\u00e7o, nos primeiros dias de seu pontificado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; O editor do jornal me autorizou a mergulhar no passado do Papa. Assumiu o risco de encontrar informa\u00e7\u00f5es incriminat\u00f3rias \u2013 disse Scavo, em entrevista \u00e0 ag\u00eancia de not\u00edcias especializada I -Media.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Com um pref\u00e1cio do Nobel da Paz argentino Adolfo Perez Esquivel (que sempre negou qualquer possibilidade de o Papa ter sido conivente com o arb\u00edtrio), o livro conta as hist\u00f3rias de centenas de pessoas que escaparam da repress\u00e3o da junta militar respons\u00e1vel pelo desaparecimento de 30 mil pessoas. Entre as testemunhas mencionadas, est\u00e1 Alice Oliveira, ju\u00edza, que p\u00f4de se reunir com seus filhos enquanto estava na clandestinidade com a ajuda de Bergoglio, assim como Sergio e Ana globulina, militantes que trabalhavam nas favelas e que conseguiram ser expatriados gra\u00e7as ao ent\u00e3o vice-c\u00f4nsul italiano na Argentina, Enrico Calamai.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O livro tra\u00e7a a hist\u00f3ria dos jesu\u00edtas Franz Yalics e Orlando Yorio, sequestrados e torturados na Escola de Mec\u00e2nica da Marinha (ESMA) por suas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de esquerda, que foram libertados depois de seis meses. O caso delicado, que fez com que Bergoglio fosse acusado de cumplicidade com a ditadura por manter contatos com os generais, particularmente com o temido almirante Emilio Massera, \u00e9 narrado como exemplo do trabalho discreto e secreto para salvar sindicalistas, padres, estudantes, intelectuais, independentemente de suas cren\u00e7as religiosas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; Parece razo\u00e1vel que ele tenha salvado vidas. Apesar de n\u00e3o compartilhar a ideologia daqueles que protegia \u2013 comentou o ativista de direitos humanos argentino Jorge Ithurburu. \u2013 Nenhum daqueles que pertenciam ao sistema Bergoglio sabia que faziam parte dele. Cada um fazia um favor ao chefe dos Jesu\u00edtas, um disponibilizava uma cama por algumas noites, outro ajudava com um trajeto de carro e mais outro comprava de bilhetes avi\u00e3o ou de barco.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Poucos dias depois de ser escolhido em mar\u00e7o como o primeiro papa jesu\u00edta e latino-americano, o Vaticano teve de negar as acusa\u00e7\u00f5es de cumplicidade com a ditadura.<span class=\"s1\"><br \/> <\/span>O livro inclui a transcri\u00e7\u00e3o do interrogat\u00f3rio judicial, em 2010, do ent\u00e3o arcebispo Bergoglio, de Buenos Aires, sobre viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos na ditadura, documento in\u00e9dito que, segundo o autor, demonstra que o jesu\u00edta silenciosamente teceu uma rede clandestina para salvar centenas de pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Questionado sobre as raz\u00f5es pelas quais o atual Papa se recusa a abordar a quest\u00e3o pessoalmente, Scavo simplesmente observa que \u201cn\u00e3o combina com o estilo de Francisco\u201d, j\u00e1 que \u201ch\u00e1 ainda muitos julgamentos em andamento\u201d e que n\u00e3o quer abrir feridas desnecess\u00e1rias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O papa Francisco criou uma rede clandestina para salvar centenas de perseguidos pol\u00edticos durante os anos sombrios da ditadura na Argentina (1976-1983). 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