{"id":6821,"date":"2014-01-13T12:27:56","date_gmt":"2014-01-13T12:27:56","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/01\/13\/diretas-ja-ha-30-anos-curitiba-saia-na-frente\/"},"modified":"2014-01-13T12:27:56","modified_gmt":"2014-01-13T12:27:56","slug":"diretas-ja-ha-30-anos-curitiba-saia-na-frente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/01\/13\/diretas-ja-ha-30-anos-curitiba-saia-na-frente\/","title":{"rendered":"Diretas J\u00e1: h\u00e1 30 anos, Curitiba sa\u00eda na frente"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>H\u00e1 exatos 30 anos \u2013 em 12 de janeiro de 1984 \u2013 um com\u00edcio que reuniu mais de 60 mil pessoas no centro de Curitiba dava a largada para o grande movimento das Diretas-J\u00e1, torrente de manifesta\u00e7\u00f5es que levaria milh\u00f5es \u00e0s ruas, desembocaria na candidatura oposicionista de Tancredo Nesses e, um ano depois, na derrota da ditadura militar no col\u00e9gio eleitoral que ela pr\u00f3pria criara para perpetuar-se.<span class=\"s1\" \/><br \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6819\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/diretas_ja_em_curitiba54522.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"203\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/diretas_ja_em_curitiba54522.jpg 600w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/diretas_ja_em_curitiba54522-300x202.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>  <!--more-->  <br \/><\/span><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><strong> Diretas J\u00e1 em Curitiba<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O PMDB, que esteve \u00e0 frente daquele movimento, reunia ent\u00e3o, pelas conting\u00eancias da \u00e9poca, uma confedera\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias pol\u00edticas em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura \u2013 dos comunistas ainda clandestinos e demais (e amplos) segmentos de esquerda e centro-esquerda \u00e0 conservadores que desejavam a volta da democracia. Ali estavam tanto lideran\u00e7as progressistas como a do ex-governador pernambucano Miguel Arraes, quanto personalidades que, ap\u00f3s transitar pela luta contra a ditadura, e at\u00e9 flertar com a esquerda, viriam a se perfilar com a onda neoliberal iniciada em meados dos anos 1990, a exemplo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador \u00c1lvaro Dias, este \u00faltimo um ardoroso oposicionista aos governos Lula e Dilma. \u00c1lvaro, na \u00e9poca do com\u00edcio, dirigia o PMDB paranaense.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Em 2010, inclui esse importante cap\u00edtulo da hist\u00f3ria pol\u00edtica brasileira no livro \u201cSonhos, utopias e armas\u201d, que produzi para a Secretaria da Cultura do Paran\u00e1. Sob o t\u00edtulo \u201cDiretas J\u00e1! Curitiba sai na frente\u201d, o cap\u00edtulo vai publicado a seguir, com alguns ajustes e complementa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um primeiro grande com\u00edcio pela volta das elei\u00e7\u00f5es diretas para Presidente da Rep\u00fablica, ideia perseguida pelo Deputado Ulysses Guimar\u00e3es, Presidente do PMDB. Prof\u00e9tico, ele vislumbrava naquele final de 1983 um pa\u00eds maduro para deixar, finalmente, a ditadura para tr\u00e1s.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Mergulhado na infla\u00e7\u00e3o e na recess\u00e3o econ\u00f4mica, o Brasil assistia ao lento esgotamento da ditadura j\u00e1 a partir do final da d\u00e9cada anterior. Pela primeira vez ap\u00f3s o golpe de 1964, o movimento oper\u00e1rio voltara a articular-se, tendo agora como centro o poderoso ABC paulista. Os estudantes expunham abertamente suas entidades &#8211; a Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE) e a Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes Secundaristas (UBES). Os partidos de oposi\u00e7\u00e3o se fortaleciam, sindicatos e entidades de classe ganhavam for\u00e7a e express\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O regime \u2013 ou o Sistema, como se dizia ent\u00e3o \u2013 fora derrotado fragorosamente nas elei\u00e7\u00f5es de 1974 e, a despeito dos casu\u00edsmos da \u00e9poca, a oposi\u00e7\u00e3o elegeu bom n\u00famero de senadores em 1978. A press\u00e3o popular for\u00e7ou a concess\u00e3o da anistia em 1979, exilados retornaram ao pa\u00eds e, em 1982, importantes estados da federa\u00e7\u00e3o elegeram governadores oposicionistas: Franco Montoro, em S\u00e3o Paulo; Tancredo Neves, em Minas; Leonel Brizola, no Rio de Janeiro; Jos\u00e9 Richa, no Paran\u00e1, entre outros. E o Presidente da Rep\u00fablica, General Jo\u00e3o Figueiredo, dizia gostar mais do cheiro de cavalo do que do cheiro de povo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio de 1983, o ent\u00e3o senador Teot\u00f4nio Vilela, usineiro alagoano que apoiara o golpe de 1964 para, anos mais tarde, converteu-se \u00e0 luta democr\u00e1tica, defendeu num programa de TV a constitui\u00e7\u00e3o de um movimento nacional pelas elei\u00e7\u00f5es diretas para presidente da Rep\u00fablica. Seguiram-se algumas manifesta\u00e7\u00f5es esparsas: em Abreu Lima (PE), Goi\u00e2nia, Teresina, Ponta Grossa (PR) e S\u00e3o Paulo, onde o PT reuniu, em 27 de novembro, 15 mil pessoas num com\u00edcio diante do est\u00e1dio do Pacaembu. Coincidentemente, nessa data morreu o senador Vilela, figura emblem\u00e1tica da luta pela anistia em 1979, e que lutava contra um c\u00e2ncer. Os comunistas, apesar de ainda estarem proibidos de se organizar em partido pr\u00f3prio, se lan\u00e7aram ardorosamente na campanha, nela articulando, simultaneamente, a luta por sua legaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Hora da mudan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O Deputado Ulysses Guimar\u00e3es percebeu que a hora da mudan\u00e7a final havia chegado. N\u00e3o mais avan\u00e7os parciais, localizados, mas a substitui\u00e7\u00e3o completa do regime militar pelo democr\u00e1tico. Caminho sem escalas, nem percal\u00e7os. Ent\u00e3o consultou o Presidente do PMDB do Paran\u00e1, o jovem senador \u00c1lvaro Dias, sobre a possibilidade de realizar-se um primeiro grande com\u00edcio em favor das elei\u00e7\u00f5es diretas em Curitiba. Talvez julgasse temer\u00e1rio promov\u00ea-lo num centro maior, Rio ou S\u00e3o Paulo. O PT j\u00e1 havia promovido um, em 27 de novembro, reunindo cerca de 15 mil pessoas em frente do est\u00e1dio do Pacaembu, em S\u00e3o Paulo. Bom sinal, mas 15 mil pessoas para S\u00e3o Paulo ainda era pouco. O primeiro com\u00edcio da campanha por iniciar-se deveria ser impactante. Quem sabe o modesto espa\u00e7o curitibano fosse mais seguro, valendo-se do prest\u00edgio do governador Jos\u00e9 Richa (pai do atual governador paranaense Beto Richa) e do Prefeito Maur\u00edcio Fruet (pai do atual prefeito da capital Gustavo Fruet), ambos do PMDB.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEu, como Presidente do partido no Paran\u00e1, me dispus a organizar o evento\u201d, recorda-se \u00c1lvaro Dias. \u201cE o fizemos em 12 dias\u201d, completa. O pr\u00f3prio governador Jos\u00e9 Richa, um dos \u00edcones da oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura, tinha l\u00e1 suas d\u00favidas. A ditadura ainda vigia, embora ag\u00f4nica, Curitiba, segundo Richa, n\u00e3o tinha tradi\u00e7\u00e3o de grandes com\u00edcios e, para complicar, as f\u00e9rias de ver\u00e3o haviam carregado metade da cidade para o litoral. \u201cMesmo assim, assumi a responsabilidade. Combinei com o Richa que ligaria a ele para dizer como estava o evento. Dependendo do n\u00famero de pessoas, ele apareceria\u201d, conta \u00c1lvaro.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6820\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/diretas_ja_em_curitiba_0254521.jpg\" border=\"0\" width=\"380\" height=\"267\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/diretas_ja_em_curitiba_0254521.jpg 380w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/diretas_ja_em_curitiba_0254521-300x211.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Povo na rua<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No final da tarde de 12 de janeiro de 1984, os curitibanos que transitavam pelo centro e deixavam o trabalho come\u00e7aram a se reunir diante do palanque armado na Pra\u00e7a Os\u00f3rio, de frente \u00e0 Avenida Luiz Xavier. O Deputado Ulysses Guimar\u00e3es chegara \u00e0 cidade pela manh\u00e3. O governador Tancredo Neves desembarcou \u00e0s 16h30min no aeroporto Afonso Pena. Hora e meia depois seria a vez de Franco Montoro, governador de S\u00e3o Paulo. O ex-deputado L\u00e9o de Almeida Neves, trabalhista hist\u00f3rico, representou o governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola. A luta pelas Diretas-J\u00e1 atra\u00edra para Curitiba uma constela\u00e7\u00e3o de celebridades, inclu\u00eddos artistas como Martinho da Vila, Raul Cortez, Dina Sfat, Ruth Escobar, Bete Mendes (ent\u00e3o deputada federal pelo PT paulista), entre outros. Isto sem falar em senadores, deputados federais e estaduais e prefeitos. Mais de 60 entidades de classe assinaram conclama\u00e7\u00e3o para a luta pelas diretas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Diante do palanque, o povo crescia. Mas foi subitamente, pouco depois das 18h30min, que o cal\u00e7ad\u00e3o foi tomado. Caravanas do interior e dos bairros de Curitiba, levas de estudantes e trabalhadores, uma popula\u00e7\u00e3o an\u00f4nima e silenciosa, mas munida de faixas, placas, camisetas foi ocupando os espa\u00e7os da Boca Maldita, fazendo antever o sucesso do com\u00edcio. Ent\u00e3o \u00c1lvaro Dias foi ao Hotel Del Rey, de onde ligou ao governador Jos\u00e9 Richa, que estava no Pal\u00e1cio Igua\u00e7u com seus convidados.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; A Pol\u00edcia Militar conta que h\u00e1 mais de 60 mil pessoas aqui \u2013 disse o senador.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">E Richa:<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; Est\u00e1 brincando!<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 19 horas chegava ao palanque a comitiva de not\u00e1veis. Pol\u00edticos, artistas, lideran\u00e7as sociais e corporativas revezavam-se em discursos inflamados. Aplausos e um vozerio rouco estrondeada pela noite. A palavra de ordem Um, dois, tr\u00eas, quatro, cinco mil, queremos eleger o Presidente do Brasil , reproduzida pelos autofalantes, ribombava por todo o centro da cidade, puxada pelo locutor Osmar Santos que, a partir de ent\u00e3o, se tornaria o apresentador oficial dos com\u00edcios que ganhariam o Brasil. Da janela dos pr\u00e9dios, uma assist\u00eancia privilegiada lan\u00e7ava pap\u00e9is picados, at\u00e9 rolos de papel higi\u00eanico eram desenrolados em pleno ar fazendo as vezes de serpentinas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Curitiba parou para o com\u00edcio-monstro, mancheteavam os jornais do dia seguinte. A cidade dera o pontap\u00e9 inicial, mostrara que a campanha repercutira na alma do povo. Mas era apenas o come\u00e7o, pois 17 dias depois, S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m pararia, reunindo 250 mil pessoas na Pra\u00e7a da S\u00e9. A campanha pelas elei\u00e7\u00f5es diretas correu as principais cidades brasileiras, atraindo multid\u00f5es crescentes. No dia seis de abril, novo com\u00edcio em S\u00e3o Paulo levou 1,3 milh\u00e3o de pessoas ao vale do Anhangaba\u00fa. Quatro dias depois, um milh\u00e3o na Pra\u00e7a da Candel\u00e1ria, no Rio de Janeiro. Em 17 de abril, outra vez em S\u00e3o Paulo, quase dois milh\u00f5es de pessoas no mesmo Anhangaba\u00fa, vestidos com camisetas amarelas \u2013 cor s\u00edmbolo do movimento \u2013 e trovejando Um, dois, tr\u00eas, quatro, cinco mil, queremos eleger o Presidente do Brasil que, ensurdecedor, ecoava pelo resto do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>No Congresso<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">As manifesta\u00e7\u00f5es procuravam sensibilizar o Congresso Nacional para a aprova\u00e7\u00e3o de uma emenda do Deputado Dante de Oliveira, apresentada em mar\u00e7o do ano anterior, prevendo a elei\u00e7\u00e3o do presidente e vice-president4e da Rep\u00fablica por voto universal, direto e secreto. Uma pesquisa do Instituto Gallup, realizada em janeiro de 1984, mostrava que 81% dos entrevistados apoiavam as Diretas-J\u00e1. Apenas 10% eram contra. Mas nem as manifesta\u00e7\u00f5es, nem a pesquisa levou o Congresso Nacional a aprovar a emenda, afinal derrotada no dia 25 de abril, depois de uma sess\u00e3o de 16 horas e 60 discursos. Placar: 268 votos a favor, 65 contra, 113 aus\u00eancias e tr\u00eas absten\u00e7\u00f5es. O PDS, partido do governo, provocou as aus\u00eancias. A emenda precisava de 320 votos favor\u00e1veis para ser aprovada. A pretexto de proteger o Congresso de atos de desobedi\u00eancia civil, tropas do ex\u00e9rcito ocuparam a Esplanada dos <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Minist\u00e9rios enquanto deputados e senadores votavam.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Da frustra\u00e7\u00e3o nacional com a derrota da emenda Dante de Oliveira, nasceu a candidatura do governador mineiro Tancredo Neves, escolhido pelas oposi\u00e7\u00f5es para derrotar o candidato governista Paulo Maluf no terreno imposto pela ditadura: o col\u00e9gio eleitoral. Do PDS desgarrou-se uma for\u00e7a \u2013 a Frente Liberal \u2013 que viria a apoiar o candidato oposicionista, numa composi\u00e7\u00e3o pela qual a vice-presid\u00eancia coube ao Senador Jos\u00e9 Sarney, um dos dissidentes do Sistema. Novos com\u00edcios agitaram o pa\u00eds, em favor de Tancredo, que venceu com folga no col\u00e9gio eleitoral. Mas, doente, viu-se impedido de assumir, em 15 de mar\u00e7o de 1985. Com sua morte, em 21 de abril, a Presid\u00eancia passou a ser definitivamente exercida pelo vice Jos\u00e9 Sarney, chefe do partido que sustentara a ditadura. Mas esta \u00e9 outra hist\u00f3ria, emblem\u00e1tica dos insond\u00e1veis paradoxos desse grande pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Nos palanques das Diretas-J\u00e1, dois personagens se tornariam presidentes da Rep\u00fablica, eleitos pelo voto direto dos brasileiros: o soci\u00f3logo Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998, e o metal\u00fargico Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, em 2002 e 2006, ocupando ambos campos opostos no arco pol\u00edtico brasileiro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Vermelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 exatos 30 anos \u2013 em 12 de janeiro de 1984 \u2013 um com\u00edcio que reuniu mais de 60 mil pessoas no centro de Curitiba dava a largada para o grande movimento das Diretas-J\u00e1, torrente de manifesta\u00e7\u00f5es que levaria milh\u00f5es \u00e0s ruas, desembocaria na candidatura oposicionista de Tancredo Nesses e, um ano depois, na derrota [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6819,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6821"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6821"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6821\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6819"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}