{"id":6831,"date":"2014-01-15T17:17:14","date_gmt":"2014-01-15T17:17:14","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/01\/15\/pedido-para-derrubar-comissao-da-verdade-e-anulado\/"},"modified":"2014-01-15T17:17:14","modified_gmt":"2014-01-15T17:17:14","slug":"pedido-para-derrubar-comissao-da-verdade-e-anulado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/01\/15\/pedido-para-derrubar-comissao-da-verdade-e-anulado\/","title":{"rendered":"Pedido para derrubar Comiss\u00e3o da Verdade \u00e9 anulado"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00c9 juridicamente imposs\u00edvel o andamento de a\u00e7\u00e3o popular pedindo a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade de uma lei, sendo necess\u00e1ria para esse tipo de processo a exist\u00eancia concreta de ato ilegal e lesivo ao patrim\u00f4nio p\u00fablico. Essa foi a tese adotada pela 5\u00aa Turma do Tribunal Regional da 1\u00aa Regi\u00e3o para negar a tentativa de um coronel de reserva que queria anular a lei que criou a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade. A decis\u00e3o un\u00e2nime, de dezembro de 2013, foi publicada nesta ter\u00e7a-feira (14\/1) no Di\u00e1rio da Justi\u00e7a Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6828\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/pedro-ivo-moezia-lima.jpeg\" border=\"0\" width=\"166\" height=\"224\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O advogado e coronel reformado Pedro Ivo Mo\u00e9zia de Lima (foto), ex-integrante do Doi-Codi, apresentou o pedido em 2011, quando a presidente Dilma Rousseff sancionou a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12528.htm\">Lei 12.528\/2011<\/a>. A comiss\u00e3o foi criada para apurar viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, sendo vinculada \u00e0 Casa Civil e composta por sete integrantes nomeados pela Presid\u00eancia. Para o coronel, a legisla\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 parcial, tendenciosa, discriminat\u00f3ria, fere princ\u00edpios constitucionais que norteiam a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e, acima de tudo, \u00e9 ilegal e lesiva ao Patrim\u00f4nio P\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Lima foi um dos autores do manifesto <a href=\"http:\/\/www.averdadesufocada.com\/index.php\/incio-mainmenu-1\/6613?task=view\">Alerta \u00e0 Na\u00e7\u00e3o<\/a>, assinado por militares que classificaram a comiss\u00e3o como \u201crevanchismo expl\u00edcito\u201d e \u201cafronta \u00e0 Lei da Anistia\u201d. Na<a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/excelentissimo-senhor-doutor-juiz.pdf\">a\u00e7\u00e3o popular<\/a>, ele afirmou que a lei j\u00e1 nasceu \u201cviciada\u201d, pois a presidente foi militante de organiza\u00e7\u00f5es que atuaram durante o regime militar, denominadas por ele como \u201cterroristas\u201d. Lima disse que o per\u00edodo de tempo analisado pela comiss\u00e3o teve antagonistas de dois lados: \u201cuma representada pelas for\u00e7as do governo, os \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a, legalmente investidos de poderes para combater a outra parte, guerrilheiros, terroristas e subversivos que se autointitulavam de grupos pol\u00edticos (&#8230;) e que amea\u00e7avam a ordem institucional vigente\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ainda segundo o coronel, o texto \u201cs\u00f3 fala em viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos, de tortura, de desaparecidos for\u00e7ados, oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1veres, de familiares de mortos e desaparecidos pol\u00edticos, de c\u00e1rcere privado\u201d. Ele questiona por que a lei \u201cn\u00e3o fala de terrorismo, mortes, justi\u00e7amentos, assassinatos, sequestros de pessoas e de avi\u00f5es comerciais, de assaltos a banco, de roubo do cofre da resid\u00eancia da amante do governador de S\u00e3o Paulo, de assaltos a trem pagador e carros fortes, do atentado no aeroporto de Guararapes, da explos\u00e3o do quartel do Ex\u00e9rcito em S\u00e3o Paulo\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Nada concreto<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Apesar das cr\u00edticas, a 17\u00aa Vara Federal do Distrito Federal extinguiu o processo antes mesmo de julgar o m\u00e9rito, por avaliar que a a\u00e7\u00e3o popular n\u00e3o pode ser apresentada por algu\u00e9m que \u00e9 contr\u00e1rio a todo o conte\u00fado de uma lei. Seria preciso a den\u00fancia concreta de um ato ilegal, segundo a ju\u00edza federal Maria C\u00e2ndida de Almeida. A magistrada disse ainda que a Lei 12.528\/2011 \u201ctem, sim, o objetivo prec\u00edpuo de esclarecer fatos recentes da nossa hist\u00f3ria, que culminaram em graves desrespeitos aos direitos humanos\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O coronel recorreu ao TRF-1, mas o juiz federal Souza Prudente entendeu que o autor n\u00e3o conseguiu demonstrar quais atos citados na peti\u00e7\u00e3o inicial poderiam causar les\u00e3o ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, \u00e0 moralidade administrativa ou ao patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural. Para o relator, a a\u00e7\u00e3o limita-se a sondar a exist\u00eancia de atos contra bens imateriais. \u201cO pleito autoral equivale \u00e0 de lei em tese, em flagrante usurpa\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia do egr\u00e9gio Supremo Tribunal Federal, para efetuar o controle em abstrato de constitucionalidade das leis\u201d, afirmou Souza Prudente.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Clique <a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/coronel-derrubar-comissao-verdade.pdf\">aqui<\/a> para ler o ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Apela\u00e7\u00e3o 0067186-74.2011.4.01.3400<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Revista Consultor Jur\u00eddico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 juridicamente imposs\u00edvel o andamento de a\u00e7\u00e3o popular pedindo a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade de uma lei, sendo necess\u00e1ria para esse tipo de processo a exist\u00eancia concreta de ato ilegal e lesivo ao patrim\u00f4nio p\u00fablico. 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