{"id":6833,"date":"2014-01-16T18:56:46","date_gmt":"2014-01-16T18:56:46","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/01\/16\/justica-federal-considera-que-crime-praticado-por-ustra-na-ditadura-prescreveu\/"},"modified":"2014-01-16T18:56:46","modified_gmt":"2014-01-16T18:56:46","slug":"justica-federal-considera-que-crime-praticado-por-ustra-na-ditadura-prescreveu","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/01\/16\/justica-federal-considera-que-crime-praticado-por-ustra-na-ditadura-prescreveu\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a Federal considera que crime praticado por Ustra na ditadura prescreveu"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A Justi\u00e7a Federal em S\u00e3o Paulo considerou extinta a punibilidade do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra e do delegado aposentado Alcides Singillo. Ambos eram acusados de oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver pelo desaparecimento do estudante de medicina Hirohaki Torigoe em 1972. \u00c0 \u00e9poca, Ustra era comandante do Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna de S\u00e3o Paulo (DOI-Codi), um dos maiores centros de tortura da ditadura militar.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O juiz federal Fernando Am\u00e9rico de Figueiredo Porto, substituto da 5\u00aa Vara Federal Criminal, considerou que a prescri\u00e7\u00e3o do crime come\u00e7aria a ser contada a partir do momento da pr\u00e1tica do delito. No caso da oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver, com pena m\u00e1xima de tr\u00eas anos, a possibilidade de puni\u00e7\u00e3o acabaria em oito anos. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) argumenta que como o corpo n\u00e3o foi encontrado, o crime continua sendo praticado, e por isso, n\u00e3o prescreveu. A tese n\u00e3o foi aceita pelo magistrado, que declarou o processo extinto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Torigoe, ent\u00e3o com 27 anos, foi morto no dia 5 de janeiro de 1972. O estudante era membro da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN) e do Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o Popular, organiza\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia \u00e0 ditadura. A vers\u00e3o oficial do crime \u2013 divulgada \u00e0 imprensa duas semanas ap\u00f3s o desaparecimento do estudante \u2013\u00a0 dizia que Torigoe foi morto na Rua Albuquerque Lins, no bairro de Higien\u00f3polis, na zona oeste de S\u00e3o Paulo, em um tiroteio com a pol\u00edcia. Segundo as fontes oficiais da \u00e9poca, a demora na divulga\u00e7\u00e3o da morte ocorreu porque a v\u00edtima usava documentos falsos, com o nome de Massahiro Nakamura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No entanto, o MPF contesta a vers\u00e3o oficial com base no depoimento de duas testemunhas: Andr\u00e9 Tsutomu Ota e Francisco Carlos de Andrade, presos na mesma data. De acordo com os depoimentos, Torigoe foi ferido e levado ainda com vida ao DOI-Codi, no bairro do Ibirapuera, onde foi interrogado e submetido \u00e0 tortura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As testemunhas disseram que os agentes respons\u00e1veis pela pris\u00e3o de Torigoe tinham pleno conhecimento da verdadeira identidade do detido. Apesar disso, de acordo com o MPF, todos os documentos a respeito da morte da v\u00edtima, inclusive o laudo de necropsia, a certid\u00e3o de \u00f3bito e o registro no cemit\u00e9rio foram elaborados em nome de Massahiro Nakamura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para o MPF, al\u00e9m de utilizarem o nome falso nos documentos de \u00f3bito e de sepultarem clandestinamente o estudante no Cemit\u00e9rio de Perus, em S\u00e3o Paulo, os subordinados de Ustra negaram aos pais do estudante informa\u00e7\u00f5es a respeito do filho desaparecido. Desde 2006, um inqu\u00e9rito civil p\u00fablico busca localizar os restos mortais de Torigoe.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Di\u00e1rio de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a Federal em S\u00e3o Paulo considerou extinta a punibilidade do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra e do delegado aposentado Alcides Singillo. 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