{"id":6834,"date":"2014-01-16T19:00:28","date_gmt":"2014-01-16T19:00:28","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/01\/16\/morreu-o-poeta-argentino-juan-gelman-vitima-da-ditadura\/"},"modified":"2014-01-16T19:00:28","modified_gmt":"2014-01-16T19:00:28","slug":"morreu-o-poeta-argentino-juan-gelman-vitima-da-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/01\/16\/morreu-o-poeta-argentino-juan-gelman-vitima-da-ditadura\/","title":{"rendered":"Morreu o poeta argentino Juan Gelman, v\u00edtima da ditadura"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O escritor argentino residente no M\u00e9xico Juan Gelman, de 83 anos, faleceu na ter\u00e7a-feira, informaram fontes familiares e oficiais. Ativista pol\u00edtica, viveu 13 anos exilado no M\u00e9xico. A fam\u00edlia foi v\u00edtima da ditadura militar argentina. O escritor perdeu o filho e a nora. Reencontrou a neta em 2000.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dn.pt\/storage\/DN\/2014\/big\/ng2981446.jpg?type=big&#038;pos=0\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Morreu tranquilo, na sua casa, rodeado da sua fam\u00edlia (&#8230;) de uma doen\u00e7a que se chama s\u00edndrome mielodispl\u00e1sica&#8221; (disfun\u00e7\u00e3o da medula \u00f3ssea), disse uma fonte da fam\u00edlia citada pela ag\u00eancia Efe.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Pr\u00e9mio Cervantes 2007 e Pr\u00e9mio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana em 2005, Juan Gelman viveu exilado desde o golpe de Estado de 1976 na Argentina. O poeta viveu em It\u00e1lia, Fran\u00e7a e M\u00e9xico, onde residia h\u00e1 mais de 20 anos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Juan Gelman e a fam\u00edlia foram v\u00edtimas da ditadura militar argentina. O filho e a nora, gr\u00e1vida de sete meses, foram sequestrados e mortos em 1976. S\u00f3 muito depois o escritor soube que a crian\u00e7a tinha nascido em cativeiro. Nunca desistiu de a encontrar e em 2000 testes de ADN confirmaram o parentesco com uma jovem chamada Andrea, que adotou o nome de Maria Macarena e os apelidos dos pais Gelman Garc\u00eda.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria foi contada publicamente pelo escritor, radicado no M\u00e9xico, mas mantida \u00e0 margem do seu trabalho, como contou ao DN quando esteve em Portugal, em 2010, a convite da Funda\u00e7\u00e3o Saramago.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Amigo do Pr\u00e9mio Nobel da Literatura, Gelman contou com a ajuda de Jos\u00e9 Saramago nas dilig\u00eancias oficiais que foi fazendo para recuperar o corpo do filho, morto com um tiro na nunca na Argentina, e da nora, assassinada em Montevideo (Uruguai), encontrar a descend\u00eancia (durante anos, n\u00e3o soube sequer se se tratava de um neto ou de uma neta) e obter justi\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; dn.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor argentino residente no M\u00e9xico Juan Gelman, de 83 anos, faleceu na ter\u00e7a-feira, informaram fontes familiares e oficiais. Ativista pol\u00edtica, viveu 13 anos exilado no M\u00e9xico. A fam\u00edlia foi v\u00edtima da ditadura militar argentina. O escritor perdeu o filho e a nora. Reencontrou a neta em 2000.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6834"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6834"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6834\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}