{"id":6853,"date":"2014-01-27T16:37:28","date_gmt":"2014-01-27T16:37:28","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/01\/27\/brechas-no-relatorio-final-da-comissao-da-verdade-serao-sanadas-com-pesquisas-adicionais\/"},"modified":"2014-01-27T16:37:28","modified_gmt":"2014-01-27T16:37:28","slug":"brechas-no-relatorio-final-da-comissao-da-verdade-serao-sanadas-com-pesquisas-adicionais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/01\/27\/brechas-no-relatorio-final-da-comissao-da-verdade-serao-sanadas-com-pesquisas-adicionais\/","title":{"rendered":"Brechas no relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o da Verdade ser\u00e3o sanadas com pesquisas adicionais"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Coordenador espera suprir lacunas do documento do grupo. Um ponto \u00e9 a atua\u00e7\u00e3o do Congresso ante viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6852\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/20140125105102336654u.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>Brechas no relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o da Verdade ser\u00e3o sanadas com pesquisas adicionais &#8211; Foto: Ag\u00eancia Brasil  <!--more-->  <\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><\/address>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">O coordenador da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari, afirmou que lacunas observadas no relat\u00f3rio final do \u00f3rg\u00e3o, ainda em fase de elabora\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o sanadas com pesquisas adicionais, algumas delas j\u00e1 em curso. Um dos pontos n\u00e3o abrangidos pelas atividades do grupo, por exemplo, \u00e9 a postura do Legislativo diante das viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988. \u201cN\u00f3s soubemos at\u00e9 que houve, na d\u00e9cada de 1970, no auge da crise, uma proposta de instala\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o parlamentar de inqu\u00e9rito sobre isso no Congresso Nacional. Nunca ningu\u00e9m tinha trabalhado essa perspectiva e n\u00f3s estamos agora indo atr\u00e1s\u201d, esclarece Dallari.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do parlamento, a CNV quer saber como o Judici\u00e1rio, a imprensa e outros setores da sociedade lidaram com as graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos. \u201cChegamos \u00e0 conclus\u00e3o, no desenho do relat\u00f3rio, que esse \u00e9 um tema importante a ser tratado. N\u00e3o queremos apenas descrever as graves viola\u00e7\u00f5es ocorridas, mas registrar como a sociedade reagiu diante daquela situa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o coordenador da CNV. Ele garantiu que o prazo para a entrega do relat\u00f3rio final, anteriormente marcado para maio de 2014, mas adiado em seis meses, ser\u00e1 cumprido. \u201cMinha cabe\u00e7a, nesse caso, \u00e9 de advogado. E advogado trabalha com prazos. O relat\u00f3rio estar\u00e1 pronto at\u00e9 o fim deste ano.\u201d<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Uma audi\u00eancia p\u00fablica foi realizada ontem, pela CNV, em parceria com a comiss\u00e3o do Rio de Janeiro, para ouvir ex-presos pol\u00edticos e familiares de dois mortos na Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito da Vila Militar do Rio: o sargento da Pol\u00edcia Militar da Guanabara Severino Colou e o estudante Chael Schreier, ambos assassinados em 1969.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Dois agentes da repress\u00e3o identificados como torturadores tamb\u00e9m foram convocados, segundo o presidente da comiss\u00e3o do Rio, Wadih Damous, mas n\u00e3o apareceram. Um informou estar em viagem e o outro apresentou atestado m\u00e9dico. \u201cEntendemos que n\u00e3o s\u00e3o justificativas plaus\u00edveis. Reiteraremos a intima\u00e7\u00e3o de forma coercitiva\u201d, afirmou Damous, explicando que os intimados poder\u00e3o ser levados \u00e0 comiss\u00e3o \u00e0 for\u00e7a pela pol\u00edcia caso se recusem novamente a comparecer.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Laudo cadav\u00e9rico Apesar da aus\u00eancia dos agentes apontados como torturadores na Vila Militar, os trabalhos da comiss\u00e3o de ontem trouxeram revela\u00e7\u00f5es importantes. Uma delas veio do m\u00e9dico e militar reformado Hargreaves de Figueiredo Rocha, 82 anos. Ele disse que n\u00e3o \u00e9 o autor do laudo cadav\u00e9rico de Colou, militante do Colina encontrado morto em uma cela da Vila Militar em 24 de maio de 1969, apesar de o nome dele aparecer no documento oficial. Rocha sustentou que nunca trabalhou na medicina legal do hospital. A morte de Colou foi explicada, oficialmente, como suic\u00eddio \u2014 vers\u00e3o contestada pela Comiss\u00e3o da Verdade do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Depuseram, ainda, ex-presos pol\u00edticos, muitos deles ligados \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o Vanguarda Armada Revolucion\u00e1ria Palmares (VAR-Palmares), da qual a presidente Dilma Rousseff foi integrante. Um dos depoimentos mais marcantes da audi\u00eancia veio do jornalista Ant\u00f4nio Roberto Espinosa, que passou 28 dias na carceragem da Vila Militar e, ao lado de Maria Auxiliadora Lara Barcellos, foi o \u00faltimo a ver o estudante Chael com vida. O rapaz tinha o corpo ensanguentado. Maria Auxiliadora acabou se suicidando durante o ex\u00edlio, em Berlim, possivelmente pelos traumas sofridos referentes \u00e0 tortura e aos abusos sexuais sofridos sob as m\u00e3os dos militares.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Di\u00e1rio de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coordenador espera suprir lacunas do documento do grupo. 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