{"id":6888,"date":"2014-02-05T13:03:52","date_gmt":"2014-02-05T13:03:52","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/02\/05\/ex-juizes-argentinos-serao-julgados-por-crimes-na-ditadura-militar\/"},"modified":"2014-02-05T13:03:52","modified_gmt":"2014-02-05T13:03:52","slug":"ex-juizes-argentinos-serao-julgados-por-crimes-na-ditadura-militar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/02\/05\/ex-juizes-argentinos-serao-julgados-por-crimes-na-ditadura-militar\/","title":{"rendered":"Ex-ju\u00edzes argentinos ser\u00e3o julgados por crimes na ditadura militar"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Cinco ex-ju\u00edzes argentinos se sentar\u00e3o a partir do 17 de fevereiro no banco dos acusados pela sua suposta cumplicidade nos crimes cometidos durante a ditadura militar.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6887\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/fotonoticia_20140203092102_260.jpg\" border=\"0\" width=\"260\" height=\"173\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Entre eles encontram-se o setuagen\u00e1rio Otilio Romano, quem foi detido em agosto do ano passado ap\u00f3s ter fugido ao Chile em 2011, e Luis Francisco Miret, amigo e companheiro de carreira do anterior, quem em mar\u00e7o do ano 2011 foi destitu\u00eddo por um jurado de ajuizamento por &#8220;mal desempenho nas suas fun\u00e7\u00f5es e suposta comiss\u00e3o de delitos&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Tanto Miret como Romano foram fiscais e ju\u00edzes &#8211; se alternavam os cargos por per\u00edodos &#8211; na \u00faltima ditadura militar, e apesar de organismos de Direitos Humanosdenunciaram a sua cumplicidade com o accionar repressivo, continuaram exercendo os seus cargos p\u00fablicos na democracia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No entanto, a justifica federal os come\u00e7ou a investigar: juntou provas, testemunhos e documentos que os responsabilizou na legitima\u00e7\u00e3o judicial do horror. A partir do 17 de fevereiro, ser\u00e3o julgados por delitos\u00a0\u00a0contra a humanidade, segundo informa a ag\u00eancia nacional de not\u00edcias jur\u00eddicas Infojus.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Miret e Romano faziam parte da c\u00fapula da justi\u00e7a que legitimou a cadeia do horror. O procedimento se repetia e estava t\u00e3o azeitado como um mecanismo de relojoaria.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Assim o explicou Pablo Salinas, advogado querelante doMovimento Ecum\u00eanico pelos Direitos Humanos, que foi um dos pioneiros em denunci\u00e1-los: &#8220;A cada sequestro, a cada desaparecimento, os familiares apresentavam um habeas corpus. Que se\u00a0\u00a0fazia com essa apresenta\u00e7\u00e3o judicial? Simplesmente, os fiscais e os ju\u00edzes, em vez de investigar, os arquivavam e olhavam para outro lado. Sabiam muito bem o que estava passando. E, ao mesmo tempo, lhe davam valor aos testemunhos que pegavam sob tortura nos centros clandestinos. Dessa forma, asseguravam as deten\u00e7\u00f5es ilegais e as torturas&#8221;, enfatizou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Trata-se de dois dos cinco juristas que estar\u00e3o sentados no banco de acusados. Eles s\u00e3o os mais midi\u00e1ticos, os quais ostentaram lideran\u00e7a e hierarquia de uma corpora\u00e7\u00e3o t\u00e3o impune como poderosa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de Miret e Romano, os tribunais federais de Mendoza imputaram a outros tr\u00eas ex-ju\u00edzes: Gabriel Guzzo, Guillermo Petra e Rolando Carrizo, todos funcionais aos procedimentos ilegais praticados a partir do golpe de Estado de 1976.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O ponto comum da acusa\u00e7\u00e3o aos cinco ju\u00edzes \u00e9 por n\u00e3o ter investigado as den\u00fancias de deten\u00e7\u00f5es ilegais, desaparecimentos e assassinatos que chegaram por centenas aos seus julgados em forma de habeas corpus e demais recursos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O denominado &#8220;julgamento a ju\u00edzes&#8221; come\u00e7ar\u00e1 a partir de 17 de fevereiro depois de dois anos de processamento e mais de duas d\u00e9cadas de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o somente haver\u00e1 ju\u00edzes imputados. Ser\u00e1 um megajulgamento &#8211; se unificaram v\u00e1rias causas, o mais importante na hist\u00f3ria de Mendoza &#8211; com 41 imputados entre militares, policiais e cinco ex-integrantes do sistema judicial, e cerca de 200 v\u00edtimas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Se calcula, al\u00e9m disso, que haver\u00e1 mais de 200 testemunhas que aportar\u00e1n os seus relatos sobre o ocorrido no centro clandestino de deten\u00e7\u00e3o e tortura que funcionava no D2 &#8221;, por onde passaram a maior parte das v\u00edtimas, mas tamb\u00e9m pelo Liceu Militar Geral Espejo e a Penitenciaria de Boulogne Sul Mer.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>SETE JULGAMENTOS POR DELITOS\u00a0\u00a0CONTRA A HUMANIDADE<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em total, sete julgamentos por delitos\u00a0\u00a0contra humanidade cometidos durante a ditadura c\u00edvico militar come\u00e7ar\u00e3o ap\u00f3s a feira judicial na Capital Federal, Rosario, Mendoza, Tucum\u00e1n, S\u00e3o J\u00f5ao e Jujuy.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Assim, o Tribunal Oral no Criminal Federal 4 da Capital Federal fixou para 13 de fevereiro o in\u00edcio de um novo julgamento por crimes cometidos no centro clandestino de deten\u00e7\u00e3o &#8216;El Vesubio&#8217;. Neste processo ser\u00e3o julgados cinco represores por delitos cometidos em preju\u00edzo de 204 v\u00edtimas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, o Tribunal Oral Federal 2 da cidade santafesina de Rosario fixou para 14 de fevereiro o in\u00edcio de um novo julgamento por delitos\u00a0\u00a0contra a humanidade em preju\u00edzo de 43 v\u00edtimas, no qual ser\u00e3o julgados nove represores, informa a ag\u00eancia p\u00fablica argentina T\u00e9lam.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em tanto, em Mendoza, uns 42 imputados, entre os quais encontram-se os ex-ju\u00edzes Otilio Romano e Luis Miret, ser\u00e3o julgados a partir de17 de fevereiro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">E o mesmo dia, mas em Tucum\u00e1n, come\u00e7ar\u00e1 o julgamento pelo assassinato do militante do Partido Revolucion\u00e1rio dos Trabalhadores (PRT), Osvaldo De Benedetti.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por outra parte, em mar\u00e7o come\u00e7ar\u00e1 o terceiro julgamento por delitos\u00a0\u00a0contra a humanidade cometidos em S\u00e3o J\u00f5ao, processo que investigar\u00e1 o per\u00edodo que abrange desde outubro de 1974, data em que se sancionou a Lei 20.840 de Atividades Subversivas at\u00e9 o golpe de Estado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">E tamb\u00e9m esse mesmo m\u00eas come\u00e7ar\u00e1 o julgamento por delitos cometidos sob a \u00f3rbita do Primeiro Corpo do Ex\u00e9rcito nas cidades de San Nicol\u00e1s, S\u00e3o Pedro e Pergaminho. Este processo compreende os casos de oitenta v\u00edtimas, investigados em oito expedientes conexos que ser\u00e3o tratados em conjunto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No julgamento estar\u00e3o sentado no banco dos acusados o ex-coronel Manuel Fernando Saint Amant, outros dois militares e v\u00e1rios policiais, entre eles o comiss\u00e1rio Edgardo Mastandrea, quem tamb\u00e9m est\u00e1 processado junto a outros sete represores em uma causa elevada a julgamento oral, sobre sequestros, torturas e execu\u00e7\u00f5es na cidade de Jun\u00edn.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Finalmente, em 3 de abril come\u00e7ar\u00e1 em Jujuy o julgamento correspondente \u00e0 causa &#8216;Marengo Horacio Domingo e outros por Priva\u00e7\u00e3o ileg\u00edtima da liberdade e torturas&#8217;, relacionada com a transfer\u00eancia, em 7 de outubro de 1976, de presos pol\u00edticos hospedados no Penal de Gorriti ao aeroporto do Cadillal e conduzidos em um avi\u00e3o H\u00e9rcules \u00e0 Unidade penal 9 de La Plata, quem durante a viagem foram torturados, golpeados, amea\u00e7ados e humilhados pelos represores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por outra parte, ainda sem datas definidas, a justi\u00e7a chaquenha tem previsto realizar este ano tr\u00eas julgamentos e entre eles se julgar\u00e1 por primeira vez na prov\u00edncia o abuso sexual de uma presa pol\u00edtica e a coniv\u00eancia de funcion\u00e1rios judiciais federais com a repress\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Europa Press<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco ex-ju\u00edzes argentinos se sentar\u00e3o a partir do 17 de fevereiro no banco dos acusados pela sua suposta cumplicidade nos crimes cometidos durante a ditadura militar.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6888"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6888"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6888\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6888"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6888"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6888"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}