{"id":6890,"date":"2014-02-07T01:02:43","date_gmt":"2014-02-07T01:02:43","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/02\/07\/batista-comissao-da-verdade-eleva-consciencia-da-classe\/"},"modified":"2014-02-07T01:02:43","modified_gmt":"2014-02-07T01:02:43","slug":"batista-comissao-da-verdade-eleva-consciencia-da-classe","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/02\/07\/batista-comissao-da-verdade-eleva-consciencia-da-classe\/","title":{"rendered":"Batista: Comiss\u00e3o da Verdade eleva consci\u00eancia da classe"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO trabalho da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade \u00e9 essencial para que a nova classe trabalhadora conhe\u00e7a a luta do povo e desenvolva uma consci\u00eancia de classe. Ainda temos muito o que fazer. \u00c9 preciso aprofundar a democracia e refor\u00e7ar a luta pelo socialismo\u201d, afirmou Jo\u00e3o Batista Lemos, presidente estadual do PCdoB\/RJ, durante ato das centrais sindicais, em parceria com o grupo de trabalho \u201cDitadura e Repress\u00e3o aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical\u201d, da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6889\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/batistaeadilson55729.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O ato que homenageou os mais de 400 trabalhadores e sindicalistas v\u00edtimas do regime militar foi realizado no s\u00e1bado (1\u00ba), no Teatro Cacilda Becker, em S\u00e3o Bernardo do Campo, no Grande ABC, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No evento, os trabalhadores tamb\u00e9m cobraram que as empresas que apoiaram a ditadura seja responsabilizadas pelos seus crimes. Com a comprova\u00e7\u00e3o de que o golpe foi c\u00edvico-militar e n\u00e3o apenas responsabilidade das For\u00e7as Armadas, o deputado estadual e presidente da Comiss\u00e3o Estadual da Verdade de SP, Adriano Diogo (PT\/SP), destacou que a Comiss\u00e3o deve apontar a responsabilidade tamb\u00e9m dos patr\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cAs multinacionais prepararam, financiaram, usufru\u00edram do golpe e fizeram listas de trabalhadores e dirigentes sindicais para entregar aos militares. O regime n\u00e3o teria a for\u00e7a que teve e nem durado quanto durou sem essa apoio. Pela puni\u00e7\u00e3o aos torturadores, pela identifica\u00e7\u00e3o do papel das empresas na ditadura e pela abertura definitiva dos arquivos dos militares\u201d, cobrou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A coordenadora do grupo dos trabalhadores dentro da CNV, Rosa Cardoso, alertou que, para isso, seria necess\u00e1rio uma atua\u00e7\u00e3o mais ampla da comiss\u00e3o. \u201cEstamos lutando por um processo de Justi\u00e7a, mas \u00e9 preciso ter clareza de que n\u00e3o alcan\u00e7ar\u00e1 empresas, porque apenas podemos criminalizar pessoas. Precisar\u00edamos fazer uma constru\u00e7\u00e3o especial como Argentina e Chile est\u00e3o fazendo para buscar repara\u00e7\u00e3o das empresas\u201d, explicou.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Vida sindical na ditadura<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ex-ajudante de produ\u00e7\u00e3o da Volkswagen e da Mercedez, Batista contou como era atuar no movimento sindical antes da redemocratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cE<span style=\"line-height: 1.3em;\">m 1980, como tinha rela\u00e7\u00e3o com o sindicato, fui orientado a morar longe da f\u00e1brica da Volks para a repress\u00e3o n\u00e3o controlar a gente. Eu n\u00e3o era nem diretor, era da base, mas, mesmo assim, soube que era o segundo nome em uma lista de 30 ativistas sindicais entregue pela empresa ao DOPS (Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social, onde ocorreram muitas das torturas de militantes contra a ditadura). Minha milit\u00e2ncia fez com que eu fosse demitido da Volks e depois consegui entrar na Mercedez. Quando descobriram quem eu era, me deslocaram para o p\u00e1tio da f\u00e1brica, onde recebia as pe\u00e7as e ficava isolado dos demais trabalhadores at\u00e9 ser demitido de novo\u201d, lembrou.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Outro homenageado foi o jornalista e diretor do grupo Obor\u00e9, S\u00e9rgio Gomes, que escapou por pouco da morte pelas m\u00e3os dos militares. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970, Gomes integrou uma comiss\u00e3o de jornalistas e artistas que fundaram o Obor\u00e9 para fazer a comunica\u00e7\u00e3o das entidades sindicais e ajud\u00e1-las a organizar uma imprensa pr\u00f3pria.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEu fui preso em 1975 e s\u00f3 n\u00e3o fui morto porque antes mataram o Vladimir Herzog, que estava preso junto comigo e era uma pessoa importante, muito bem relacionada, que comandava o departamento de jornalista da TV Cultura. Ao matarem o Vlado, se produziu uma grande revolta na sociedade e a\u00ed v\u00e1rias pessoas foram salvas\u201d, lembra.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de Batista e Gomes, mais de 400 v\u00edtimas da ditadura foram homenageadas. Entre elas \u00c2ngelo Arroyo e Maria L\u00facia Po\u00e7o (que foram executados durante o regime), Aur\u00e9lio Peres, Eust\u00e1quio Vital Nolasco, Marcelo Toledo, Neleu Alves, Joel Batista, Maria Arleide Alves e Ana\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Martins foram homenageados.<\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os homenageados receberam um diploma de reconhecimento por suas a\u00e7\u00f5es na luta democr\u00e1tica. Os que foram assassinados por agentes do Estado naquele per\u00edodo foram homenageados &#8220;in memoriam\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Com audit\u00f3rio cheio e ao som de grandes compositores como Chico Buarque, Martinho da Vila, S\u00e9rgio Sampaio e Z\u00e9 Keti, o ato sindical &#8220;Unidos, Jamais Vencidos&#8221; foi promovido pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT), For\u00e7a Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), CSPConLutas, entre outras.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para Batista, que tamb\u00e9m \u00e9 da dire\u00e7\u00e3o CTB, \u201c\u00e9 importante resgatar a mem\u00f3ria da luta da classe trabalhadora, que gerou lideran\u00e7as como a de Lula. Para n\u00f3s trabalhadores \u00e9 fundamental esse resgate. S\u00e3o li\u00e7\u00f5es que temos que tirar para que nunca mais aconte\u00e7a no Brasil e para que essa nova gera\u00e7\u00e3o tenha conhecimento que tudo que conquistamos at\u00e9 agora foi com muita luta, muito sofrimento\u201d, declarou ao Vermelho.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Abertura<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O prefeito Luiz Marinho abriu o evento destacando que a democracia que o Brasil tem hoje foi conquistada atrav\u00e9s do sangue de muitos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cVamos lembrar aqui as atrocidades da ditadura e tantos amigos e an\u00f4nimos que se foram. Quantos trabalhadores foram sacrificados das mais diversas formas. Uns com a vida, outros torturados. Torturas f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas e emocionais\u201d. Segundo ele, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem que apenas lembrar do golpe de 50 anos atr\u00e1s, mas sim, se alertar para movimentos atuais que d\u00e3o continuidade ao processo de ditadura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um dos homenageados foi o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, que despontou nacionalmente durante as greves realizadas no ABC no final da d\u00e9cada de 1970. \u00c0 \u00e9poca, Lula era presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Bernardo do Campo e Diadema. O ex-presidente, contudo, n\u00e3o compareceu ao evento. Lula estava na capital paulista realizando exames m\u00e9dicos de rotina no hospital S\u00edrio-Liban\u00eas e n\u00e3o pode comparecer \u00e0 homenagem.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Comiss\u00e3o Nacional da Verdade<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na homenagem, Rosa Maria Cardoso da Cunha, coordenadora da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, enfatizou o significado que o golpe de 64 teve para a classe trabalhadora e lembrou que a CNV est\u00e1 lutando por um processo de justi\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Foi a classe trabalhadora que sustentou as reformas de base por um processo de moderniza\u00e7\u00e3o e acelera\u00e7\u00e3o do capitalismo, imposto a partir de 64. Foi a classe trabalhadora que trouxe o povo para participar da pol\u00edtica, e que colocou um trabalhador no Poder. Lula \u00e9 o \u00edcone da participa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora no poder\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O primeiro ato de 2014, ano em que o golpe de 64 completa meio s\u00e9culo, contou com a presen\u00e7a do prefeito de S\u00e3o Bernardo do Campo, Luiz Marinho, do secret\u00e1rio-geral da Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT), S\u00e9rgio Nobre, do filho do presidente da Rep\u00fablica Jo\u00e3o Goulart, Jo\u00e3o Vicente Goulart e da coordenadora da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV), Rosa Maria Cardoso da Cunha, do presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Ara\u00fajo, al\u00e9m de representantes de dez centrais sindicais e parlamentares.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Vermelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO trabalho da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade \u00e9 essencial para que a nova classe trabalhadora conhe\u00e7a a luta do povo e desenvolva uma consci\u00eancia de classe. 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