{"id":69,"date":"2012-05-07T17:28:39","date_gmt":"2012-05-07T17:28:39","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/07\/antiga-reportagem-mostra-claudio-guerra-antes-de-usar-fachada-de-pastor-o-decano-dos-homens-maus\/"},"modified":"2012-05-07T17:28:39","modified_gmt":"2012-05-07T17:28:39","slug":"antiga-reportagem-mostra-claudio-guerra-antes-de-usar-fachada-de-pastor-o-decano-dos-homens-maus","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/07\/antiga-reportagem-mostra-claudio-guerra-antes-de-usar-fachada-de-pastor-o-decano-dos-homens-maus\/","title":{"rendered":"Antiga reportagem mostra Cl\u00e1udio Guerra antes de usar fachada de pastor: O decano dos homens maus"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O caso Preciosa traz \u00e0 tona a velha alian\u00e7a do ex-vereador de Vit\u00f3ria Jos\u00e9 Coimbra, acusado de ser o mandante do crime, com o ex-delegado Cl\u00e1udio Guerra, de quem foi advogado e \u00e0s custas de quem chegou \u00e0 c\u00fapula da Scuderie Le Coq. Vale relembrar a figura mais temida dos anos 70\/80, o delegado Cl\u00e1udio Guerra.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-67\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/03.jpg\" border=\"0\" width=\"167\" height=\"250\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Aqui come\u00e7a a sua hist\u00f3ria: quem v\u00ea aquele senhor, de barbas e cabelos brancos, vov\u00f4 t\u00edpico dos tempos p\u00f3s-modernos, caminhando entre tantos outros idosos pela orla da praia da Costa, n\u00e3o se d\u00e1 conta que est\u00e1 diante de um dos homens mais temidos da hist\u00f3ria da viol\u00eancia, para n\u00e3o dizer de pavor, do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um verdadeiro Dr\u00e1cula, redivivo no Estado nos anos 70\/80. \u00cdntimo das elites e de seus representantes no aparelho de governo, ele se fez \u00fatil a elas, e com a precis\u00e3o de um estrategista militar, livrou essa mesma elite e se tornou guardi\u00e3o, em sua \u00e9poca de poder, de seus maiores inc\u00f4modos, entre eles a colunista Maria Nilce.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Depois desse epis\u00f3dio da Maria Nilce, a elite aproveitou-se para se livrar dele tamb\u00e9m. Ele havia cumprido o seu papel por quase duas d\u00e9cadas. Foi parar tamb\u00e9m na cadeia. E, diferentemente da expectativa da m\u00eddia, n\u00e3o abriu o bico. Segurou o pepino sozinho, para alivio de muito gra\u00fado deste Estado. At\u00e9 hoje \u00e9 um t\u00famulo, tendo, inclusive, outro dia, passado inc\u00f3lume pelo bombardeio de perguntas de um dos mais experientes rep\u00f3rteres de pol\u00edcia do Estado, Jos\u00e9 Maria Batista.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Esse encontro do velho rep\u00f3rter com esse personagem de terror do Esp\u00edrito Santo, que \u00e9 o ex-delegado de pol\u00edcia Cl\u00e1udio Guerra, serviu para constatar que ele continua uma caixa de segredo quanto aos epis\u00f3dios que, contados de diferentes maneiras, constru\u00edram uma figura temida e extremamente controvertida.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso chamar a aten\u00e7\u00e3o do leitor para o relato que vai abaixo da lavra de Jos\u00e9 Maria Batista, numa demonstra\u00e7\u00e3o clara de como Guerra foi ardiloso, atraente e manipulador, a ponto de se poder dizer que ele esfuma\u00e7ou-se numa verdadeira lenda.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na conversa com o rep\u00f3rter, \u00e0 qual tamb\u00e9m estive presente, pois nos meus anos de &#8220;Jornal do Brasil&#8221; patrulhei muito esse policial, objeto de muitas reportagens que fiz, vi nele agora a inten\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o dizer a \u00e2nsia, de querer dividir sua hist\u00f3ria em duas etapas: a do ex-delegado temido com a do pacato vov\u00f4 voltado para o trabalho e para o lar.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;A resposta que tenho para tudo isso \u00e9 a minha conduta de vida, o que fa\u00e7o hoje. Aos Aurichs da vida, que pensavam que fosse sair revoltado querendo vingan\u00e7a, a minha resposta foi completamente diferente: hoje trabalho e produzo para o Pa\u00eds. Os deslizes, outrora cometidos, foram em decorr\u00eancia da fun\u00e7\u00e3o e das miss\u00f5es recebidas. Hoje vivo sem armas como um cidad\u00e3o de bem&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sim, mas uma hist\u00f3ria como a de Guerra, onde h\u00e1 uma lista de crimes anexa, n\u00e3o \u00e9 para ser sepultada de um dia para o outro. Ele responde \u00e0 indaga\u00e7\u00e3o dizendo que n\u00e3o houve um \u00fanico caso rumoroso, no seu tempo, que n\u00e3o tenha ca\u00eddo em suas m\u00e3os para apurar.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Traz \u00e0 tona o famigerado GOE (Grupo de Opera\u00e7\u00f5es Especiais) para agir por conta pr\u00f3pria no combate ao crime. Uma estrutura, inclusive, lembra Guerra, de total autonomia na Pol\u00edcia Civil. Ele atribui \u00e0 a\u00e7\u00e3o do GOE a raz\u00e3o de muitas acusa\u00e7\u00f5es que pesaram antes e continuam pesando ainda hoje sobre ele.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Mas a parte mais pesada da trajet\u00f3ria policial de Cl\u00e1udio Guerra est\u00e1 no crime organizado. A ele \u00e9 atribu\u00eddo, principalmente pelas organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos, uma participa\u00e7\u00e3o em n\u00edvel de c\u00fapula. Da sua lista de crimes da organiza\u00e7\u00e3o constam importantes lideran\u00e7as sindicais de trabalhadores em conflito com as elites do campo. Entre os quais se acham Laurindo Buss (S\u00e3o Gabriel), Vald\u00edcio Barbosa dos Santos, o L\u00e9o (Pedro Can\u00e1rio), Verino Sossai (Montanha), Francisco Domingos Ramos (Pancas) e Paulo Dami\u00e3o Trist\u00e3o, o Purinho (Linhares).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A verdade \u00e9 que esses crimes de trabalhadores, mais a da Maria Nilce, e outros dentro do pr\u00f3prio ambiente da viol\u00eancia, como o de Waldir Bento, fazem parte da moldura da fotografia do policial Cl\u00e1udio Guerra pregada na sua pr\u00f3pria parede, por onde ele transita fazendo as vezes de um carinhoso vov\u00f4 com os seus sete netos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>O pistoleiro na casa do delegado<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Meninos, eu vi!<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Maria Batista<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Esperar revela\u00e7\u00f5es ou declara\u00e7\u00f5es bomb\u00e1sticas do ex-delegado Cl\u00e1udio Guerra, a esta altura dos acontecimentos, \u00e9 o mesmo que esperar chuva de granizo na floresta amaz\u00f4nica. Ele deu o tom da conversa comigo e Rog\u00e9rio Medeiros logo no in\u00edcio: &#8220;Agora sou mergulhador. Mandaram eu mergulhar e eu mergulhei. \u00c9 o que estou fazendo. Dou aulas de mergulho&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Mas nem tudo est\u00e1 perdido. Guerra deixar\u00e1 um livro de mem\u00f3rias, p\u00f3stumas \u00e9 claro, relatando incidentes que envolveram a sua conturbada vida. Como as liga\u00e7\u00f5es com o pistoleiro Jos\u00e9 Sasso, matador da jornalista Maria Nilce (em junho de 89) e que estava em sua casa quando todo mundo pensava que ele havia fugido para o Rio Grande do Sul, como os demais envolvidos no crime.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O que Sasso fazia na casa do delegado Guerra? Estava abrigado, certamente. Afinal, quem iria procur\u00e1-lo na casa do delegado que apurava o crime?<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Oficialmente, entretanto, o pistoleiro estava sendo ouvido como respons\u00e1vel pelo disparos que mataram Maria Nilce. O depoimento tomado era secreto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Acompanhei tudo isso na sala de visitas do apartamento do delegado, na Praia do Canto. Policiais armados estavam por todo lado, com caras de poucos amigos. E uma insinua\u00e7\u00e3o no ar: &#8216;o que esse cara t\u00e1 fazendo aqui?&#8217;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-68\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/04.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"194\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ele, Cl\u00e1udio Guerra, me dissera, pessoalmente, que era melhor eu ir embora e n\u00e3o me envolver no caso. &#8220;Z\u00e9, \u00e9 uma confus\u00e3o muito grande. Melhor voc\u00ea ir embora e ficar fora disso&#8221;. Fui.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Junto com o fot\u00f3grafo Romero Mendon\u00e7a, ficamos na expectativa do lado de fora. Se Sasso estava l\u00e1 dentro, teria que sair. Saiu por volta de 23h30. Num carro particular, sem algemas. Tanto que apontou um dedo para o rep\u00f3rter e o fot\u00f3grafo e amea\u00e7ou: &#8220;Se me fotografarem, eu mato voc\u00eas&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ele, o assassino de Maria Nilce, saindo da casa do delegado Cl\u00e1udio Guerra, que investigava o crime, sem algemas e confiante na impunidade, a ponto de amea\u00e7ar de morte rep\u00f3rter e fot\u00f3grafo. Eu respondi que matar qualquer um mata e Romero n\u00e3o perdoou. Fez um barba e bigode de sua cara assassina que ganhou a primeira p\u00e1gina de &#8220;A Tribuna&#8221; no dia seguinte. O editor atrasou o fechamento por causa da foto. \u00danica, por sinal.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sasso foi para a cadeia. Posteriormente. Naquele momento, saindo da casa de Cl\u00e1udio, n\u00e3o se sabe para onde fora. E a morte de Maria Nilce permanece nebulosa. Todos dizem que sabem como foi e quem foi, mas l\u00e1 no processo, por uma dessas decis\u00f5es judiciais que est\u00e3o acima do entendimento do cidad\u00e3o comum, \u00e9 o delegado Cl\u00e1udio Guerra quem figura como autor do crime. Um crime onde a coisa foi bem misturada. \u00c9 s\u00f3 acessar o processo para confirmar.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Gl\u00f3ria e perdi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Compet\u00eancia para misturar coisas talvez tenha sido a gl\u00f3ria e perdi\u00e7\u00e3o de Cl\u00e1udio. Tudo come\u00e7ou com a apura\u00e7\u00e3o do primeiro caso de sonega\u00e7\u00e3o de imposto e contrabando de madeira, que teve ampla divulga\u00e7\u00e3o na imprensa. Envolvia importantes fazendeiros do sul da Bahia e o caso ganhou notoriedade. E o delegado Guerra tamb\u00e9m.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O esclarecimento do caso lhe valeu a controvertida e poderosa Delegacia de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops). As acusa\u00e7\u00f5es de torturas come\u00e7aram a surgir. Inclusive dando conta de uma sala de torturas no interior da Delegacia. Fato que nunca foi comprovado, pois no mesmo dia em que recebi uma pauta para investigar a sua exist\u00eancia o delegado soube, com detalhes, da pauta. Afinal, era do Dops, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Assim, antes de qualquer pergunta sobre o caso das torturas, fui informado, pelo pr\u00f3prio delegado, que a sala de torturas e os aparelhos usados estavam \u00e0 minha disposi\u00e7\u00e3o e ele pronto para esclarecer tudo. Evidente que no local n\u00e3o havia nem poeira. Ali\u00e1s, a delegacia estava imaculada. At\u00e9 os processos organizados em cima das mesas. Perfeito.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um epis\u00f3dio que d\u00e1 para entender o poder do delegado Guerra, codinome Stanislau Meirelles (\u00e0s vezes com patente de coronel) que, disfar\u00e7ado de bicheiro, atuava como agente da repress\u00e3o pol\u00edtica no Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia. Recebeu treinamento de combate \u00e0 guerrilha e subvers\u00e3o e foi um dos receptadores de armas estrangeiras que entravam no Brasil, depois da guerrilha do Araguaia, para uma suposta revolta urbana de esquerda. Hoje o ex-delegado Cl\u00e1udio Guerra revela, com uma ponta de ironia, que tudo isso n\u00e3o passou de uma grande bobagem, pois as armas, que lhe valeram um processo por porte de armas de uso exclusivo das For\u00e7as Armadas, eram contrabandeadas para elementos da pr\u00f3pria direita, no poder.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Foi com o codinome de Meirelles que Cl\u00e1udio se infiltrou na esquerda e junto aos poderosos. Ele garante que s\u00f3 atuou em opera\u00e7\u00f5es de campo aberto e que jamais torturou militantes de esquerda no Dops capixaba. Que, ali\u00e1s, nem por\u00e3o tinha, pois funcionava no 3\u00ba andar do pr\u00e9dio onde hoje est\u00e1 instalado o Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sobre Stalislau Meirelles existem poucas informa\u00e7\u00f5es no Estado, pois o agente operava mais no Rio de Janeiro. Talvez a partir da\u00ed seja f\u00e1cil explicar o p\u00e2nico que ele disseminava entre poderosos de outros estados, como o banqueiro do bicho Capit\u00e3o Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Guimar\u00e3es acreditava que, falando com Guerra, ou amea\u00e7ando as pessoas em seu nome, conseguiria tudo no Esp\u00edrito Santo. Usou o artif\u00edcio com muita gente boa. E, na verdade, conseguiu muita coisa. Dominou o jogo do bicho no Estado e liquidou quem cruzou seu caminho.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Guerra diz que n\u00e3o tem nada a ver com essas mortes, \u00e9 claro. E diz at\u00e9 que quando mataram Rosinha &#8211; sua mulher &#8211; acharam que o estavam liquidando tamb\u00e9m. S\u00f3 que no mesmo dia ele era o agente infiltrado Meirelles, receptando &#8220;armas revolucion\u00e1rias&#8221; em Foz do Igua\u00e7u, por onde elas entravam.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria a ser escrita por Cl\u00e1udio Guerra &#8211; se o for mesmo- vai colocar muito organizado no crime e desmistificar o chamado crime organizado. Organiza\u00e7\u00e3o que fazia circular nas inst\u00e2ncias judiciais cheques de milh\u00f5es, em moeda da \u00e9poca, enquanto o andamento de processos e suas senten\u00e7as tinham cota\u00e7\u00f5es que variavam de US$ 2 mil a US$ e 3 mil. Dinheiro gasto, inclusive, para cobrir festinhas, pagamento de carros e presta\u00e7\u00f5es atrasadas. Pena que a CPI do Crime Organizado, quando esteve aqui, tenha preferido seguir outros rumos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Santo? Nem um pouco, ele mesmo se encarrega de garantir isso. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00e3o terr\u00edvel como pintam, garante. &#8220;Fizeram muita coisa em nome de Cl\u00e1udio Guerra. J\u00e1 estive at\u00e9 em tr\u00eas lugares no mesmo dia e \u00e0 mesma hora, para voc\u00ea ter uma id\u00e9ia&#8221; &#8211; conta ele com a calma de quem hoje \u00e9 apenas instrutor de mergulho e s\u00f3 quer viver em paz com a sua comunidade.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; S\u00e9culo Di\u00e1rio<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caso Preciosa traz \u00e0 tona a velha alian\u00e7a do ex-vereador de Vit\u00f3ria Jos\u00e9 Coimbra, acusado de ser o mandante do crime, com o ex-delegado Cl\u00e1udio Guerra, de quem foi advogado e \u00e0s custas de quem chegou \u00e0 c\u00fapula da Scuderie Le Coq. 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