{"id":6907,"date":"2014-02-11T12:22:44","date_gmt":"2014-02-11T12:22:44","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/02\/11\/militar-diz-que-participou-de-farsa-para-encobrir-morte-de-rubens-paiva\/"},"modified":"2014-02-11T12:22:44","modified_gmt":"2014-02-11T12:22:44","slug":"militar-diz-que-participou-de-farsa-para-encobrir-morte-de-rubens-paiva","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/02\/11\/militar-diz-que-participou-de-farsa-para-encobrir-morte-de-rubens-paiva\/","title":{"rendered":"Militar diz que participou de farsa para encobrir morte de Rubens Paiva"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Coronel da reserva prestou depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade do Rio.<span class=\"s1\"><br \/> <\/span>Raymundo Ronaldo de Campos disse que Ex\u00e9rcito montou &#8216;cineminha&#8217;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6906\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/3130863.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O depoimento de um coronel reformado do Ex\u00e9rcito \u00e0 Comiss\u00e3o Estadual da Verdade do Rio de Janeiro ajuda a desmontar uma vers\u00e3o sustentada durante 43 anos pelo regime militar para encobrir a morte do engenheiro e ex-deputado Rubens Paiva. De acordo com os relatos apresentados em novembro de 2013 por Raymundo Ronaldo de Campos, que \u00e0 \u00e9poca do sumi\u00e7o do antigo parlamentar era capit\u00e3o, o Ex\u00e9rcito armou um \u201ccineminha\u201d para despistar a fam\u00edlia e os amigos de Rubens Paiva.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Cassado logo ap\u00f3s o golpe militar de 1964, o ex-deputado teve a casa invadida por homens armados no dia 20 de janeiro de 1971. Ele tinha 41 anos quando desapareceu de sua resid\u00eancia, no bairro do Leblon, no Rio.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">De casa, Rubens Paiva foi levado para o quartel da Aeron\u00e1utica, onde, segundo depoimentos coletados nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, ele foi brutalmente espancado.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Conforme os relatos de testemunhas, no momento em que j\u00e1 estava muito ferido o ex-parlamentar foi conduzido ao Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es do 1\u00ba Ex\u00e9rcito (DOI-I), na zona norte da capital fluminense. No dia seguinte, ele foi visto pela \u00faltima vez com vida pelo m\u00e9dico Am\u00edlcar Lobo, que atendia os torturados pelo regime militar.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>Segundo a vers\u00e3o oficial, Rubens Paiva fugiu ap\u00f3s uma opera\u00e7\u00e3o de resgate promovida por aliados pol\u00edticos. Na ocasi\u00e3o, os militares afirmaram que, na madrugada de 22 de janeiro de 1971, um capit\u00e3o (Raymundo de Campos) e dois sargentos conduziam o ex-deputado em um fusca para reconhecer uma casa suspeita.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ainda conforme os militares, no Alto da Boa Vista, no Rio, o ve\u00edculo do Ex\u00e9rcito foi fechado por outros dois carros e cerca de oito supostos guerrilheiros atacaram e incendiaram o fusca. De acordo com essa vers\u00e3o, Rubens Paiva teria sido resgatado em meio ao tiroteio.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">No entanto, o depoimento de Raymundo de Campos desmonta a hist\u00f3ria oficial. O coronel reformado assegurou diante dos integrantes da comiss\u00e3o da verdade fluminense que a vers\u00e3o n\u00e3o passou de uma encena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O militar da reserva contou ao colegiado que o ent\u00e3o major Francisco Demiurgo Santos Cardoso, j\u00e1 falecido, ordenou que ele levasse um carro at\u00e9 uma \u00e1rea distante da capital do Rio e ateasse fogo para simular que o ve\u00edculo havia sido interceptado por terroristas.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA ordem do major do quartel foi esta: \u2018Olha, voc\u00ea vai pegar o carro, levar em um ponto bem distante daqui, vai tocar fogo no carro para dizer que o carro foi interceptado por terroristas e vem para c\u00e1\u201d, relatou Campos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Encena\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Nas palavras do coronel reformado, a encena\u00e7\u00e3o foi feita para \u201cjustificar o desaparecimento de um prisioneiro\u201d. Campos, entretanto, alega que saiu do quartel sem saber o nome do preso pol\u00edtico. Ele disse, contudo, que a pessoa que deveria estar no carro morreu no interrogat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cPararam o carro, abriram o tanque de gasolina e metralharam o carro. Jogaram tiros para l\u00e1 e para c\u00e1. Mas o carro custou a pegar fogo e foi preciso pegar um f\u00f3sforo e jogar dentro do tanque\u201d, detalhou o oficial da reserva sobre a suposta farsa armada para esconder a morte de Rubens Paiva.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coronel da reserva prestou depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade do Rio. 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