{"id":7177,"date":"2014-04-13T13:21:00","date_gmt":"2014-04-13T13:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/04\/13\/em-artigo-diretor-da-feeb-trata-da-relacao-historia-x-ditadura\/"},"modified":"2014-04-13T13:21:00","modified_gmt":"2014-04-13T13:21:00","slug":"em-artigo-diretor-da-feeb-trata-da-relacao-historia-x-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/04\/13\/em-artigo-diretor-da-feeb-trata-da-relacao-historia-x-ditadura\/","title":{"rendered":"Em artigo, diretor da FEEB trata da rela\u00e7\u00e3o Hist\u00f3ria X Ditadura"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Nos 50 anos do Golpe Militar de 1964, muitos ainda se emprenham na an\u00e1lise daquele epis\u00f3dio que marcou negativamente o Brasil, principalmente pelas pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, torturas e mortes cometidas. A ditadura militar representou um dos per\u00edodos mais duros da Hist\u00f3ria do pa\u00eds e h\u00e1 quem tem encontrado justificativas para a a\u00e7\u00e3o dos militares.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cntt.org.br\/lib\/image.php?image=\/imagens%2Fnoticias%2F50+anos+do+golpe.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"300\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A den\u00fancia das novas interpreta\u00e7\u00f5es amenizadoras quem faz \u00e9 o diretor da Federa\u00e7\u00e3o dos Banc\u00e1rios da Bahia e Sergipe (FEEB\/BA-SE), Fernando Dantas. Batizado de \u201cA Hist\u00f3ria e o Golpe de 1964\u201d, o texto de Dantas tamb\u00e9m \u00e9 uma cr\u00edtica ao monop\u00f3lio da informa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Confira.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A Hist\u00f3ria e o Golpe de 1964<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Fernando Dantas*<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O historiador Marc Bloch define a Hist\u00f3ria como a \u201cci\u00eancia dos homens, no tempo\u201d, uma vez que estuda os homens, sua produ\u00e7\u00e3o e suas rela\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas, econ\u00f4micas e culturais, em um determinado espa\u00e7o de tempo. Ou seja, a Hist\u00f3ria tem a fun\u00e7\u00e3o de estudar o Homem (sujeito hist\u00f3rico) e sua a\u00e7\u00e3o no tempo e no espa\u00e7o. Assim atrav\u00e9s da an\u00e1lise e da reflex\u00e3o sobre os processos e eventos ocorridos no passado, \u00e9 poss\u00edvel transformar o presente e projetar o futuro. Portanto, creio que precisamos, constantemente, revisitar o passado e tentar reavaliar nossos atos como atores sociais, n\u00e3o para buscar reden\u00e7\u00e3o, mas para tentar evitar novos erros.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No ano em que o Golpe Militar completa 50 anos (1964-2014), a sociedade reflete sobre os 21 anos em que o Brasil viveu sob o dom\u00ednio do terror, da pr\u00e1tica de pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, das torturas e das mortes de pessoas que lutavam por liberdade. Por tudo isso, temos que continuar examinando aquele contexto. No estudo da Hist\u00f3ria h\u00e1 uma premissa que diz: \u201cquanto mais distanciado do fato hist\u00f3rico, melhor ser\u00e1 a sua an\u00e1lise\u201d. Deste modo, no decorrer do tempo, os historiadores, antrop\u00f3logos, soci\u00f3logos e etc. se dedicam a investigar e interpretar os eventos, e, como resultado, podem surgir novas vers\u00f5es atrav\u00e9s da an\u00e1lise das fontes (entre documentos, v\u00eddeos, jornais, relatos), alterando ou n\u00e3o a interpreta\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Entre as v\u00e1rias fontes que tentam analisar e debater o Golpe de 1964, algumas merecem aten\u00e7\u00e3o. O document\u00e1rio \u201cDossi\u00ea Jango\u201d, exibido pela TV Canal Brasil, sobre a deposi\u00e7\u00e3o e a morte do ex-presidente Jo\u00e3o Goulart no ex\u00edlio, em circunst\u00e2ncias misteriosas, apresenta v\u00e1rios documentos e depoimentos que corroboram com a tese da exist\u00eancia de uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar que atuou nos anos 70, chamada \u201cOpera\u00e7\u00e3o Condor\u201d, com o objetivo de eliminar l\u00edderes de esquerda opositores aos Regimes Militares na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Outro material que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o editorial publicado pelas Organiza\u00e7\u00f5es Globo em 31 de agosto de 2013, em que a empresa admite ter cometido um \u201cerro\u201d ao apoiar o Golpe de 1964, mas procura justificar a posi\u00e7\u00e3o adotada, por seu propriet\u00e1rio, o sr. Roberto Marinho. Por mais que tentemos entender, n\u00e3o h\u00e1 como justificar esse erro hist\u00f3rico. At\u00e9 por que, naquela \u00e9poca, a empresa de Marinho foi uma das mais beneficiadas pelo Regime Militar, se transformando em uma das maiores empresas do mundo no ramo da comunica\u00e7\u00e3o, o que nos leva a crer que os reais motivos n\u00e3o foram a \u201cdefesa da democracia\u201d contra uma poss\u00edvel ditadura comunista, como explica a publica\u00e7\u00e3o, mas sim a gan\u00e2ncia e o oportunismo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Hoje, fazendo as devidas contextualiza\u00e7\u00f5es, a conduta da Globo tem se revelado a mesma, pois a emissora continua sendo acusada de produzir not\u00edcias tendenciosas, de distorcer a verdade e de tentar desestabilizar a democracia conquistada ap\u00f3s os anos de repress\u00e3o, para se beneficiar. Nos programas de jornalismo da TV (nos canais fechado ou aberto), percebe-se uma posi\u00e7\u00e3o retr\u00f3grada e golpista, externada por alguns dos seus principais profissionais.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">O jornalista Alexandre Garcia, por exemplo, se apresenta como politicamente correto, mas, em seus coment\u00e1rios peri\u00f3dicos na R\u00e1dio Metr\u00f3pole na Bahia, demonstra todo seu car\u00e1ter reacion\u00e1rio quando comenta sobre o epis\u00f3dio de 1964. Segundo o mesmo, o Golpe foi um \u201ccontra golpe\u201d para impedir a implanta\u00e7\u00e3o de uma ditadura comunista no Brasil, semelhante a que havia na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, no entanto omite os preju\u00edzos causados ao povo e a na\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o jornalista critica as a\u00e7\u00f5es dos brasileiros que pegaram em armas para combater os militares, os quais denomina de \u201csubversivos e terroristas\u201d. Como podemos perceber, essa n\u00e3o \u00e9 apenas a opini\u00e3o particular de um profissional, mas representa a linha editorial das Organiza\u00e7\u00f5es Globo, ao longo da sua exist\u00eancia.<\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">*Fernando Dantas \u00e9 diretor da Federa\u00e7\u00e3o dos Banc\u00e1rios da Bahia e Sergipe (FEEB\/BA-SE)<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Vermelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos 50 anos do Golpe Militar de 1964, muitos ainda se emprenham na an\u00e1lise daquele epis\u00f3dio que marcou negativamente o Brasil, principalmente pelas pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, torturas e mortes cometidas. A ditadura militar representou um dos per\u00edodos mais duros da Hist\u00f3ria do pa\u00eds e h\u00e1 quem tem encontrado justificativas para a a\u00e7\u00e3o dos militares.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7177"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7177"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7177\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}