{"id":7230,"date":"2014-04-28T16:57:08","date_gmt":"2014-04-28T16:57:08","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/04\/28\/paulo-malhaes-foi-rendido-com-suas-armas\/"},"modified":"2014-04-28T16:57:08","modified_gmt":"2014-04-28T16:57:08","slug":"paulo-malhaes-foi-rendido-com-suas-armas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/04\/28\/paulo-malhaes-foi-rendido-com-suas-armas\/","title":{"rendered":"Paulo Malh\u00e3es foi rendido com suas armas"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Em entrevista exclusiva, a vi\u00fava Cristina Malh\u00e3es revelou que tamb\u00e9m foi amea\u00e7ada de morte<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Os criminosos que invadiram o s\u00edtio do coronel reformado do Ex\u00e9rcito Paulo Malh\u00e3es, 77 anos, em Nova Igua\u00e7u, na quinta-feira passada, renderam o militar e a esposa com as pr\u00f3prias armas dele. Foi o que revelou com exclusividade ao DIA Cristina Malh\u00e3es,40 anos, a vi\u00fava do coronel. Em mar\u00e7o, ele admitiu ao DIA que participou de torturas e mortes durante a ditadura e que ocultou o corpo do ex-deputado federal Rubens Paiva.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7229\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/7zprrz3jub9s33uzj3nvfyhcw.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/7zprrz3jub9s33uzj3nvfyhcw.jpg 620w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/7zprrz3jub9s33uzj3nvfyhcw-300x201.jpg 300w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/7zprrz3jub9s33uzj3nvfyhcw-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>O corpo do coronel Paulo Malh\u00e3es foi enterrado no Cemit\u00e9rio Municipal de Nova Igua\u00e7u\/\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\" \/>Foto:\u00a0 Daniel Castelo Branco \/ Ag\u00eancia O Dia  <!--more-->  <\/span><\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\"><br \/><\/span><\/address>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Escondida na casa de amigos, a vi\u00fava contou que n\u00e3o pretende mais morar no s\u00edtio onde passou metade de sua vida e onde morreu o marido na semana passada. A lembran\u00e7a das quase 10 horas em que ficou sob a amea\u00e7a de tr\u00eas criminosos ainda impede que ela conte todos os detalhes do que aconteceu. Com os olhos marejados, ela abra\u00e7a as pernas e diz que tem medo. \u201cEles disseram que podiam matar a mim e a minha fam\u00edlia tamb\u00e9m\u201d, desabafou Cristina.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Ela diz que o casal tinha sa\u00eddo de casa na quinta-feira de manh\u00e3 para levar um dos cachorros no veterin\u00e1rio em Cabu\u00e7u, bairro de Nova Igua\u00e7u. Paulo Malh\u00e3es dirigia o carro do casal. O coronel e Cristina seguiram depois para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), pr\u00f3xima do s\u00edtio. Ela explicou \u2014 mostrando marcas dos ferimentos nas m\u00e3os\u2014 que os dois tinham sido mordidos pelo c\u00e3o fila dias antes e foram ao local tomar vacinas (antitet\u00e2nica e antirr\u00e1bica). Ao chegar em casa, na volta, os c\u00e3es latiram, mas eles n\u00e3o repararam em nada de anormal.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Quando abriu a porta, Cristina percebeu que um dos cachorros correu direto para o corredor que dava no quarto do casal. \u201cFoi ent\u00e3o que eu disse ao Paulo, \u2018parece que tem algu\u00e9m aqui\u2019. A\u00ed eles apareceram e renderam a gente com as pr\u00f3prias armas do Paulo. Eu reconheci\u201d, contou ela.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com ela, o coronel n\u00e3o havia perdido o jeito de agente secreto: dormia todas as noites com um rev\u00f3lver 38 na cabeceira da cama. Cristina tamb\u00e9m revelou que dos tr\u00eas criminosos, apenas um usava capuz e luvas.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A vi\u00fava diz que ainda tem medo de revelar os outros detalhes do crime e que vai aguardar as investiga\u00e7\u00f5es. Presente \u00e0 per\u00edcia complementar realizada no s\u00e1bado, Cristina diz que apenas na segunda visita os policiais levaram para an\u00e1lise o travesseiro com que Paulo Malh\u00e3es foi encontrado e que continha sangue do militar.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Ela tamb\u00e9m contou que o atestado de \u00f3bito do militar aponta que a causa da morte foi \u201cedema pulmonar, isquemia de mioc\u00e1rdio e miocardiopatia hipertr\u00f3fica \u201d, esta \u00faltima \u00e9 uma doen\u00e7a pr\u00e9-existente.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Um especialista que preferiu n\u00e3o se identificar explicou que os dados apontam para uma morte provocada por um infarto em decorr\u00eancia de um estresse muito forte, com acelera\u00e7\u00e3o aguda do cora\u00e7\u00e3o. Ele disse, por\u00e9m, que as circunst\u00e2ncias da morte s\u00f3 ser\u00e3o explicadas no laudo cadav\u00e9rico. \u201cTem que ler o laudo todo. \u00c0s vezes na guia policial n\u00e3o vem a hist\u00f3ria toda para o m\u00e9dico e analisando o cad\u00e1ver a gente encontra outra les\u00e3o j\u00e1 existente. S\u00f3 o laudo do local e o cadav\u00e9rico juntos \u00e9 que v\u00e3o dar a conclus\u00e3o do caso\u201d, explicou.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Coronel fez fogueira com documentos da ditadura<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">De seus 40 anos de idade, Cristina Malh\u00e3es passou 25 ao lado do coronel. Os dois come\u00e7aram a viver juntos quando ela tinha apenas 15 anos. \u201cEu perdi a minha coluna. A verdade \u00e9 que eu vivia um pouco a vida dele, e n\u00e3o a minha\u201d, contou, a voz tr\u00eamula.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Magra, baixa e fr\u00e1gil, Cristina \u00e9 um mulher simples. Ela resumiu sua vida ao s\u00edtio em Marapicu. Cuidava da casa, dos cachorros e, especialmente, do marido. Concluiu o Ensino M\u00e9dio e fez um curso t\u00e9cnico de Inform\u00e1tica, mas nunca trabalhou fora de casa. \u201cViv\u00edamos da pens\u00e3o do Paulo\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Os dois raramente deixavam o local .\u201cEu queria sair, mas como ele n\u00e3o gostava, eu n\u00e3o criava problema\u201d, disse.Ela lembra que em um dos poucos momentos de lazer, h\u00e1 muitos anos, o casal fez um passeio na Praia de Itacuru\u00e7\u00e1. Os dois n\u00e3o tiveram filhos. Primeiro, Cristina diz que foi ele quem n\u00e3o quis, pois j\u00e1 tinha cinco de outras cinco uni\u00f5es. Depois, foi ela quem desistiu. Ao consultar um pai de santo que jogava b\u00fazios, descobriu que seu primeiro filho seria um homem. Como queria uma menina, decidiu n\u00e3o engravidar.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Sobre o papel que o marido desempenhou no Ex\u00e9rcito, ela diz que j\u00e1 sabia de alguns detalhes antes das primeiras entrevistas dadas em 2012. \u201cToda vez que ele contava, acho que ele se aliviava um pouco. Ele gostava de falar e de dar entrevistas. Acho que ele gostava de falar do assunto. Ele amava o Ex\u00e9rcito\u201d, contou ela.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Cristina disse que pouco antes de come\u00e7arem a morar juntos, Paulo Malh\u00e3es fez uma grande fogueira com todos os documentos que tinha da \u00e9poca da ditadura.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Laudo deve sair hoje<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A Divis\u00e3o de Hom\u00edcidios da Baixada Fluminense investiga a morte do coronel. A expectativa \u00e9 de que o laudo cadav\u00e9rico chegue hoje \u00e0 delegacia. Os filhos do militar tamb\u00e9m s\u00e3o aguardados para depoimento.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, o coronel Paulo Malh\u00e3es recebeu a reportagem do DIA na mesma casa onde foi assassinado. Na ocasi\u00e3o, ele revelou que, em 1973, foi designado para uma miss\u00e3o do gabinete do ministro do Ex\u00e9rcito a fim de desenterrar o corpo do ex-deputado federal Rubens Paiva em uma praia, no Recreio dos Bandeirantes.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Paulo Malh\u00e3es serviu no gabinete no ministro do Ex\u00e9rcito e era agente do Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; O Dia\/<span style=\"line-height: 1.3em;\">JULIANA DAL PIVA<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista exclusiva, a vi\u00fava Cristina Malh\u00e3es revelou que tamb\u00e9m foi amea\u00e7ada de morte Os criminosos que invadiram o s\u00edtio do coronel reformado do Ex\u00e9rcito Paulo Malh\u00e3es, 77 anos, em Nova Igua\u00e7u, na quinta-feira passada, renderam o militar e a esposa com as pr\u00f3prias armas dele. 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