{"id":7266,"date":"2014-05-13T01:34:12","date_gmt":"2014-05-13T01:34:12","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/05\/13\/umuaramenses-falam-das-acoes-sofridas-e-impostas-pela-ditadura-militar\/"},"modified":"2014-05-13T01:34:12","modified_gmt":"2014-05-13T01:34:12","slug":"umuaramenses-falam-das-acoes-sofridas-e-impostas-pela-ditadura-militar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/05\/13\/umuaramenses-falam-das-acoes-sofridas-e-impostas-pela-ditadura-militar\/","title":{"rendered":"Umuaramenses falam das a\u00e7\u00f5es sofridas e impostas pela ditadura militar"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Com objetivo de resgatar a mem\u00f3ria dos que viveram os horrores do golpe de 1964 &#8211; Ditadura Militar &#8211; umuaramenses foram ouvidos ontem na Comiss\u00e3o Estadual da Verdade \u201cTeresa Urban\u201d. A audi\u00eancia p\u00fablica foi realizada na C\u00e2mara de Vereadores de Umuarama, que al\u00e9m dos organizadores e entrevistados, contou com poucas pessoas interessadas na hist\u00f3ria da regi\u00e3o que se entrela\u00e7a com a do Pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7265\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/p_K2DF58D6-UE9M_advogados.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Entre os personagens que viveram as a\u00e7\u00f5es da ditadura em Umuarama, a comiss\u00e3o ouviu um dos maiores advogados criminalista do Paran\u00e1, Wagner Brussolo Pacheco. Para Pacheco, os brasileiros deveriam seguir exemplos dos judeus, que em nenhum momento deixam a humanidade esquecer o holocausto. \u201cO que devo dizer \u00e9 que quem viveu ou passou pela ditadura precisa se dedicar at\u00e9 o fim da vida para mostrar \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es o que foi viver em um regime ditatorial. Temos que mostrar o perigo que s\u00e3o as ditaduras seja de direita ou de esquerda. O Brasil n\u00e3o pode esquecer\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ainda segundo o ex-preso pol\u00edtico, os relatos v\u00e3o complementar uma parte da hist\u00f3ria do Brasil que at\u00e9 ent\u00e3o foi omitida e esses fatos podem proporcionar um novo pensar para comunidade. \u201cToda a vez que a popula\u00e7\u00e3o recebe informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas que n\u00e3o devem se repetir e tamb\u00e9m as que devem ser repetidas, estamos prestando um servi\u00e7o ao desenvolvimento. Agora, claro que \u00e9 imposs\u00edvel que forne\u00e7a informa\u00e7\u00f5es sem seu vi\u00e9s ideol\u00f3gico, isso como cacoete. As novas gera\u00e7\u00f5es devem informadas e isto n\u00e3o est\u00e1 acontecendo. Principalmente por estarmos sendo comandados por uma rede de televis\u00e3o que foi uma das autoras civis da ditadura\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Conforme M\u00e1rcio Killer, vice presidente da CUT Paran\u00e1 e membro da Comiss\u00e3o Estadual da Verdade \u201cTereza Urban\u201d, a comiss\u00e3o vai contribuir com o relat\u00f3rio nacional. Como tamb\u00e9m, muitas informa\u00e7\u00f5es coletadas v\u00e3o servir de subs\u00eddio para um grande banco de dados hist\u00f3rico daqueles que foram massacrados e n\u00e3o tiveram oportunidade de contar. \u201cSer\u00e1 um novo arcabou\u00e7o de pesquisa e refer\u00eancia te\u00f3rica hist\u00f3rica, tanto documental como oral, para os pesquisadores. Dessas informa\u00e7\u00f5es os historiadores poder\u00e3o apurar com mais clareza os eventos daquela \u00e9poca e disponibilizar para popula\u00e7\u00e3o uma interpreta\u00e7\u00e3o diferente no sentido do que a popula\u00e7\u00e3o saiba o que de fato aconteceu\u201d, esclareceu.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para Killer, a ditadura n\u00e3o trouxe preju\u00edzo s\u00f3 para as fam\u00edlias dos exilados, desaparecidos ou torturados, mas para toda a sociedade brasileira, principalmente para a classe trabalhadora. \u201cToda popula\u00e7\u00e3o sofreu, os trabalhadores sofreram com a carestia com a impossibilidade de interven\u00e7\u00f5es dos seus sindicatos. Al\u00e9m das viola\u00e7\u00f5es cometidas contra quem n\u00e3o aceitavam o golpe, pris\u00f5es, torturas, ex\u00edlios e mortes, tamb\u00e9m teve a consequencia do ponto de vista organizativo impedindo que os trabalhadores tivessem avan\u00e7os\u201d, informou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Cronograma<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os depoimentos come\u00e7aram com Wagner Brussolo Pacheco. Advogado, residente em Umuarama desde 1961, ele foi detido duas vezes, em 1965 e 1966, em fun\u00e7\u00e3o de suas atividades de oposi\u00e7\u00e3o ao regime. \u00c0s 14 horas aconteceu o depoimento de Osni Miguel Santana. Banc\u00e1rio aposentado, aluno da Escola Preparat\u00f3ria para Cadetes do Ex\u00e9rcito de 1972 a 1974, ele foi perseguido de 1978 a 1980, quando era editor e redator de jornais locais.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O depoimento de Jos\u00e9 Alcindo Gil foi \u00e0s 16h30. M\u00e9dico, ele foi perseguido quando trabalhava em Santos (SP), de 1963 a 1969. Em Umuarama desde 1969, ele deu sustenta\u00e7\u00e3o ao ex-ministro Jos\u00e9 Dirceu, durante sua clandestinidade na cidade vizinha de Cruzeiro do Oeste, de 1975 a 1979. Em seguida, o \u00faltimo depoimento foi do deputado federal Zeca Dirceu.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Ilustrado Umuarama<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com objetivo de resgatar a mem\u00f3ria dos que viveram os horrores do golpe de 1964 &#8211; Ditadura Militar &#8211; umuaramenses foram ouvidos ontem na Comiss\u00e3o Estadual da Verdade \u201cTeresa Urban\u201d. 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