{"id":7276,"date":"2014-05-14T22:15:01","date_gmt":"2014-05-14T22:15:01","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/05\/14\/audiencia-publica-em-sp-lembra-perseguicao-a-negros-na-ditadura\/"},"modified":"2014-05-14T22:15:01","modified_gmt":"2014-05-14T22:15:01","slug":"audiencia-publica-em-sp-lembra-perseguicao-a-negros-na-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/05\/14\/audiencia-publica-em-sp-lembra-perseguicao-a-negros-na-ditadura\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia p\u00fablica em SP lembra persegui\u00e7\u00e3o a negros na ditadura"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado de S\u00e3o Paulo uma audi\u00eancia p\u00fablica sobre a repress\u00e3o aos negros na ditadura militar. Al\u00e9m de lembrarem os militantes assassinados pelo regime, os participantes destacaram como a viol\u00eancia institucional atingiu essa parcela da popula\u00e7\u00e3o por meio do aumento da desigualdade social.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7275\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/ditadura-2.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cOs negros foram alvo do sistema econ\u00f4mico imposto pelo regime golpista e racista. Pois, naquele momento se intensificou, com maior for\u00e7a, a exclus\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra \u2013 que se viu em palafitas, favelas e sub\u00farbios dos grandes centros urbanos\u201d, ressaltou o manifesto lido na abertura da audi\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo levantamento da Comiss\u00e3o Estadual da Verdade Rubens Paiva, 42 dos 437 identificados como mortos e desaparecidos pol\u00edticos, eram negros. Entre eles, os guerrilheiros Carlos Marighella e Helenira de Souza Nazareth, morta na Guerrilha do Araguaia. \u201c[Houve ainda] aqueles que foram submetidos a execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias e a desaparecimentos for\u00e7ados pelos esquadr\u00f5es da morte [grupos de exterm\u00ednio com participa\u00e7\u00e3o de policiais]\u201d, acrescentou o manifesto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para Jos\u00e9 Arcanjo de Ara\u00fajo, que participou dos movimentos grevistas no ABC Paulista, as gera\u00e7\u00f5es mais novas precisam saber como foi o processo de conquista de direitos. \u201cSe eu, hoje com 70 anos, n\u00e3o transmitir o que vivi, amanh\u00e3 a turma vai pensar que todos os direitos vieram de gra\u00e7a. Mas nada foi doado, veio tudo com luta\u201d, constatou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ara\u00fajo recordou que, durante as greves, chegava muitas vezes em casa com marcas de pancadas da pol\u00edcia. Para ele, a trucul\u00eancia policial, institucionalizada pelo regime, perdura at\u00e9 hoje com conota\u00e7\u00f5es racistas. \u201cDizem que a ditadura passou. Mas a tortura continua nos por\u00f5es das delegacias, principalmente para os negros\u201d, advertiu.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o do ator Carlos Costa, a viol\u00eancia policial contra a popula\u00e7\u00e3o preta e parda ocorria antes mesmo de os militares tomarem o poder. \u201cEssa persegui\u00e7\u00e3o aos negros \u00e9 coisa feia. Pega esse negro e p\u00f5e logo na cadeia\u201d, ironizou Carl\u00e3o sobre como as for\u00e7as de seguran\u00e7a reprimiam o samba e o carnaval de rua. \u201cEra assim com a For\u00e7a P\u00fablica, que tinha antes da Pol\u00edcia Militar. Uns caras de uma ignor\u00e2ncia danada.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Apesar da repress\u00e3o, Carl\u00e3o diz que os artistas e foli\u00f5es resistiam. \u201cA gente estava na Pra\u00e7a da S\u00e9, sentavam o porrete na gente. A gente corria para a Pra\u00e7a do Patriarca. Assim ficava a noite toda, com eles perseguindo a gente\u201d, contou o ator, que trabalhou por 22 anos com o dramaturgo Pl\u00ednio Marcos na produ\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos teatrais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; EBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado de S\u00e3o Paulo uma audi\u00eancia p\u00fablica sobre a repress\u00e3o aos negros na ditadura militar. 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