{"id":7282,"date":"2014-05-16T13:39:02","date_gmt":"2014-05-16T13:39:02","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/05\/16\/ossadas-do-cemiterio-de-perus-podem-comecar-a-ser-identificadas-em-um-mes\/"},"modified":"2014-05-16T13:39:02","modified_gmt":"2014-05-16T13:39:02","slug":"ossadas-do-cemiterio-de-perus-podem-comecar-a-ser-identificadas-em-um-mes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/05\/16\/ossadas-do-cemiterio-de-perus-podem-comecar-a-ser-identificadas-em-um-mes\/","title":{"rendered":"Ossadas do cemit\u00e9rio de Perus podem come\u00e7ar a ser identificadas em um m\u00eas"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O edital de licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica para a contrata\u00e7\u00e3o de peritos que v\u00e3o atuar na identifica\u00e7\u00e3o das 1.049 ossadas encontradas em uma vala clandestina, no Cemit\u00e9rio de Perus, em S\u00e3o Paulo, em 1990, dever\u00e1 ser publicado no dia 22 de maio. O an\u00fancio foi feito pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Ideli Salvatti, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7281\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Perus_capa.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"400\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na previs\u00e3o dela, em 30 dias todos os tr\u00e2mites burocr\u00e1ticos para que os peritos possam come\u00e7ar a atuar j\u00e1 dever\u00e3o estar conclu\u00eddos. A ministra informou ainda que o governo j\u00e1 disp\u00f5e dos recursos necess\u00e1rios para a contrata\u00e7\u00e3o de peritos estrangeiros e para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades complementares aos trabalhos, caso sejam necess\u00e1rias.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 os recursos federais somam R$ 2,6 milh\u00f5es, dos quais R$ 900 mil captados por meio do Programa de Apoio a Projetos Institucionais com a Participa\u00e7\u00e3o de Rec\u00e9m-Doutores (Prodoc), da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes). A ministra disse que os trabalhos podem come\u00e7ar em um m\u00eas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cTemos uma possibilidade real e concreta, finalmente, depois de mais de 20 anos de iniciar a an\u00e1lise, de poder reconhecer desaparecidos pol\u00edticos, cujas ossadas com certeza se encontram entre as mais de mil ossas das retiradas do Cemit\u00e9rio de Perus. \u00c9 um direito das fam\u00edlias poder enterrar os seus mortos e \u00e9 um dever do Estado brasileiro e da presidenta Dilma Rousseff dar essa dignidade \u00e0s fam\u00edlias\u201d, declarou a ministra, ap\u00f3s encontro com equipes que v\u00e3o atuar na identifica\u00e7\u00e3o das ossadas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Salvatti destacou que o projeto conta com o apoio do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura (MEC). Uma das parcerias no trabalho ser\u00e1 a Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), que j\u00e1 mapeou os im\u00f3veis do entorno da entidade, na Vila Clementino, para receber o laborat\u00f3rio dos peritos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Presente ao encontro, o secret\u00e1rio de Direitos Humanos e Cidadania de S\u00e3o Paulo, Rog\u00e9rio Sottili, revelou que a iniciativa contar\u00e1 com um refor\u00e7o de R$ 300 mil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEsse trabalho da equipe de antropologia forense \u00e9 fundamental n\u00e3o s\u00f3 no caso do Cemit\u00e9rio de Perus como para a per\u00edcia no caso do Araguaia e em outros cemit\u00e9rios\u201d, apontou Ivan Seixas, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), que n\u00e3o deixou de pontuar o atraso na defini\u00e7\u00e3o dessa a\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 uma reuni\u00e3o que deveria ter ocorrido h\u00e1 tr\u00eas anos\u201d, criticou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Rose Nogueira, observou que, h\u00e1 anos, a entidade defende a ado\u00e7\u00e3o de um cadastro nacional de pessoas desaparecidas, tanto de v\u00edtimas da ditadura militar quanto de outras situa\u00e7\u00f5es que levaram ao desaparecimento.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cTemos um cadastro de carros roubados e n\u00e3o temos o cadastro de pessoas desaparecidas para que arqueologia e antropologia forense possam trabalhar. Parece que a pessoa n\u00e3o vale nada. E as pessoas que tem parentes enterrados como indigentes, os que somem, simplesmente, onde est\u00e3o?\u201d, desabafou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O jornalista Ant\u00f4nio Carlos Fon, do Comit\u00ea Paulista pela Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a afirmou que \u201cfinalmente o pa\u00eds come\u00e7a a resgatar uma d\u00edvida com quem se se op\u00f4s ao arb\u00edtrio, ao crime ou ao assassinato das liberdades p\u00fablicas. Recuperar e identificar as v\u00edtimas da ditadura militar \u00e9 essencial para o pa\u00eds se encontrar consigo mesmo\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\">Fonte &#8211; <\/span>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O edital de licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica para a contrata\u00e7\u00e3o de peritos que v\u00e3o atuar na identifica\u00e7\u00e3o das 1.049 ossadas encontradas em uma vala clandestina, no Cemit\u00e9rio de Perus, em S\u00e3o Paulo, em 1990, dever\u00e1 ser publicado no dia 22 de maio. 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