{"id":7314,"date":"2014-05-29T00:02:04","date_gmt":"2014-05-29T00:02:04","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/05\/29\/livro-negro-da-ditadura-mantem-atualidade-42-anos-depois\/"},"modified":"2014-05-29T00:02:04","modified_gmt":"2014-05-29T00:02:04","slug":"livro-negro-da-ditadura-mantem-atualidade-42-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/05\/29\/livro-negro-da-ditadura-mantem-atualidade-42-anos-depois\/","title":{"rendered":"Livro Negro da Ditadura mant\u00e9m atualidade 42 anos depois"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Durante o lan\u00e7amento, no \u00faltimo s\u00e1bado (24), noMemorial da Resist\u00eancia do Estado de S\u00e3o Paulo, muitos chegaram curiosos e sabendo pouco sobre o livro, que circulou de forma clandestina nos anos de chumbo, mas que causou impacto com den\u00fancias que os brasileiros n\u00e3o podiam ver na imprensa da \u00e9poca.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7313\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/livro_negro_da_ditadura61640.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Estiveram presentes ao lan\u00e7amento pessoas que sofreram as atrocidades ali relatadas e que tiveram contato com a publica\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca. Tamb\u00e9m compareceram jovens que apenas agora est\u00e3o tomando contato com o tema.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A coordenadora do Memorial da Resist\u00eancia, K\u00e1tia Filipini afirmou que o lan\u00e7amento do livro \u00e9 tamb\u00e9m uma homenagem aos antigos militantes de AP (A\u00e7\u00e3o Popular), entre os quais, aqueles que fizeram o livro, e a tantos outros que lutaram e tombaram naquele per\u00edodo. \u201cA mem\u00f3ria do pa\u00eds est\u00e1 em disputa. Enquanto a Marcha com Deus, em defesa do golpe militar n\u00e3o reuniu nem mil pessoas em todo o pa\u00eds, conseguimos realizar 450 atos simult\u00e2neos em rep\u00fadio \u00e0 ditadura, sendo que, s\u00f3 no Doi Codi, aqui em S\u00e3o Paulo, t\u00ednhamos 1400 pessoas\u201d, destacou ela.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Representando o N\u00facleo de Preserva\u00e7\u00e3o da Mem\u00f3ria Pol\u00edtica, Ivan Seixas coordenou o debate com exposi\u00e7\u00f5es dos autores, os jornalistas Bernardo Joffily, Carlos Azevedo e Duarte Pacheco Pereira. O autor da capa do livro, o designer Elifas Andreato, tamb\u00e9m participou da sess\u00e3o de aut\u00f3grafos, ao final do evento. Ele lembrou que o livro foi feito em gr\u00e1fica clandestina, datilografado numa IBM, desenhado em est\u00eancil.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Car\u00e1ter democr\u00e1tico e indignado<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Joffily come\u00e7ou ressaltando a import\u00e2ncia da publica\u00e7\u00e3o, dizendo que se trata de um livro que \u201cvale a pena ser lido em 2014\u201d. Para ele, o Livro Negro da Ditadura Militar \u00e9 a prova que derruba as tentativas de inocentar os ditadores de ent\u00e3o, ao dizer que se tratava de uma guerra entre vil\u00f5es de direita e de esquerda.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cNingu\u00e9m h\u00e1 de negar que este livro tem um profundo e entranhado esp\u00edrito democr\u00e1tico, indigna\u00e7\u00e3o e for\u00e7a nas den\u00fancias que faz , de coisas que estavam acontecendo ali. Tem a plataforma expl\u00edcita, a amplitude e a no\u00e7\u00e3o de que a luta era de todos, da igreja, de Rubens Paiva, de quem pegava em armas e de quem n\u00e3o pegava. Era uma batalha de todo brasileiro que tinha vergonha na cara\u201d, explica Joffily. Para ele, \u00e9 este car\u00e1ter amplo e democr\u00e1tico que garantiu a derrota dos ditadores. \u201cPerdemos todas as batalhas militares e ganhamos de goleada a guerra pol\u00edtico-ideol\u00f3gica\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Embora houvesse obras do comandante Carlos Marighella sendo distribu\u00eddas clandestinamente, \u00e0 \u00e9poca do Livro Negro da Ditadura, Bernardo lembra que aquelas tinham o objetivo de orientar militarmente a resist\u00eancia. \u201cA nossa ambi\u00e7\u00e3o era de denunciar os crimes da ditadura e alcan\u00e7ar uma mobiliza\u00e7\u00e3o que acabou por ocorrer\u201d, explicou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Bernardo lembra que tinha apenas 21 anos de idade, rec\u00e9m-entrando no aparato de agita\u00e7\u00e3o e propaganda de AP. \u201cEscrevi uns tr\u00eas ou quatro cap\u00edtulos e ajudei a datilografar. Nitidamente, eu e a J\u00f4 Moraes [atual deputada federal pelo PCdoB de Minas Gerais], \u00e9ramos os \u2018focas\u2019 daquela reda\u00e7\u00e3o\u201d, contou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s revelar que Duarte foi \u201co pai da crian\u00e7a\u201d, Joffily abordou a pol\u00eamica sobre a impropriedade do nome do livro na atualidade. \u201cHoje, nenhuma pessoa com desconfi\u00f4metro daria um nome como esse\u201d. Mas, salienta que a atenuante para o caso est\u00e1 no fato de que este debate sobre o uso discriminat\u00f3rio e racista das palavras \u2013 como denegrir \u2013 estava ainda em gesta\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca da elabora\u00e7\u00e3o do livro. Como ainda estava no come\u00e7o a luta anti-racista. \u201cEm 1972 est\u00e1vamos concentrados na luta contra a ditadura militar. Enquanto n\u00e3o acab\u00e1ssemos com ela, n\u00e3o poderiam aflorar a quantidade de movimentos e demandas que vieram depois\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Circunst\u00e2ncias editoriais<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O jornalista Carlos Azevedo, que foi um dos criadores da revista Realidade, disse que, no in\u00edcio, subestimou a proposta de reedi\u00e7\u00e3o do Livro Negro. Relendo o trabalho ele voltou a constatar que aquele \u201c\u00e9 um levantamento primoroso tendo em vista o momento em que viv\u00edamos, feito na mais profunda clandestinidade\u201d, afirmou. Azevedo destacou as dificuldades que implicava participar de um projeto como aquele. N\u00e3o podendo se reunir em casas ou em escrit\u00f3rios, era preciso marcar encontros peri\u00f3dicos em pontos na rua, com tempo de espera calculado, sempre caminhando. \u201cCostum\u00e1vamos dizer que uma boa reuni\u00e3o ia da Penha \u00e0 Lapa para resolver todos os problemas\u201d, brincou ele, referindo-se as caminhadas entre os distantes bairros da Zona Leste e da Zona Oeste de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cPuxa, que documento que se fez naquelas circunstancias, enfrentando um inimigo extremamente poderoso que n\u00e3o respeitava o direito de ningu\u00e9m.\u201d \u201cAquela equipe n\u00e3o era mole n\u00e3o!\u201d disse Azevedo sob aplausos do p\u00fablico. Azevedo tamb\u00e9m fazia o jornal Liberta\u00e7\u00e3o, \u00f3rg\u00e3o oficial da AP, que foi publicado mensalmente durante oito anos, entre 1968 e 1975. A gr\u00e1fica nunca foi pega pela repress\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>For\u00e7a e limite do Livro Negro<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Duarte Pacheco Pereira afirmou que a diferen\u00e7a fundamental do Livro Negro da Ditadura Militar dos demais livros de den\u00fancia publicados na \u00e9poca era o p\u00fablico alvo. Queriam que as informa\u00e7\u00f5es sobre sequestros, tortura, mortes e desaparecimentos dos opositores chegassem aos brasileiros para estimular a resist\u00eancia, enquanto outros documentos visavam o p\u00fablico estrangeiro.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>O jornalista Duarte Pacheco Pereira ressaltou o fato das hist\u00f3rias serem suficientemente <\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">dram\u00e1ticas e graves para justificar o impacto que teve \u00e0 \u00e9poca. \u201cO Livro antecipa quest\u00f5es que viriam depois, como as casas clandestinas, para onde iam todos aqueles que a ditadura queria fazer desaparecer sem deixar vest\u00edgios\u201d, disse ele. Para as casas clandestinas iam aqueles militantes que estavam nas listas para serem mortos. Uma sobrevivente, In\u00eas Etiene, e o militar Paulo Malh\u00e3es, confirmam as pr\u00e1ticas macabras de cortes de dedos e retiradas de dentes para evitar identifica\u00e7\u00e3o de corpos. \u201cOs m\u00e9todos descritos no Livro Negro s\u00e3o terr\u00edveis, inomin\u00e1veis e ignominiosos, mas muita coisa bem pior viria depois de 1972\u201d, salientando ser esta temporalidade uma das limita\u00e7\u00f5es do Livro Negro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sobre a pol\u00eamica da luta antirracista, ele lembrou que o nome do livro foi uma contraposi\u00e7\u00e3o ao Livro Branco, publicado pelo Governo M\u00e9dici em 1971, para defender o governo fora do pa\u00eds, porque as den\u00fancias j\u00e1 chegavam ao exterior. O livro do governo teve vida curta, pois n\u00e3o trouxe uma avalia\u00e7\u00e3o positiva para o governo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Duarte lamentou que haja historiadores que hoje tentam defender a ditadura e argumentem que as torturas s\u00f3 ocorreram depois do AI-5. Ou seja, que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o se tratava de uma ditadura. A ditadura, para ele, mata e tortura desde os primeiros momentos. Citou os casos de massacres ocorridos no Nordeste nos primeiros dias do golpe. \u201cCentenas de camponeses foram assassinados e largados nos canaviais. Greg\u00f3rio Bezerra foi arrastado nu pelas ruas de Recife, \u00e0 luz do dia! O corpo do sargento Raimundo Manuel Soares foi encontrado com as m\u00e3os amarradas no Rio Gua\u00edba, em Porto Alegre, poucos dias ap\u00f3s o golpe\u201d, pontuou ele.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O jornal Correio da Manh\u00e3, que estimulara as mobiliza\u00e7\u00f5es a favor do golpe, come\u00e7ou a criticar esses crimes cometidos pela ditadura. O jornalista M\u00e1rcio Moreira Alves, em 1966, lan\u00e7ou o livro \u201cTortura e torturados\u201d, cuja primeira edi\u00e7\u00e3o foi apreendida. \u201cAlgumas das hist\u00f3rias do Livro Negro t\u00eam origem naquelas primeiras den\u00fancias\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As den\u00fancias do Livro Negro da Ditadura v\u00e3o se confirmando conforme os prisioneiros pol\u00edticos v\u00e3o sendo libertados gra\u00e7as aos raptos dos embaixadores. Inclusive foram feitos document\u00e1rios sobre as torturas sofridas por esses prisioneiros.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No Chile, entre 1970 e 1971, foi editado um livro, produzido por exilados, tratando das viol\u00eancias e torturas no Brasil. Havia um cap\u00edtulo sobre a viol\u00eancia ocasionada pelo milagre econ\u00f4mico, como a concentra\u00e7\u00e3o da renda e a mortalidade infantil. Ele foi escrito por Jos\u00e9 Serra, militante da AP e economista da Cepal. Estes materiais estimularam a publica\u00e7\u00e3o do Livro Negro da Ditadura Militar. Como foi dito, a diferen\u00e7a estava no fato dele ser feito para ser divulgado dentro do pa\u00eds. A censura n\u00e3o permitia divulgar essas hist\u00f3rias no pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Buscava-se uma \u201cmobiliza\u00e7\u00e3o emocional\u201d, por isso a narrativa exigia detalhismo e veracidade. Segundo Pereira, havia at\u00e9 um debate sobre a possibilidade de que o livro provocasse o p\u00e2nico sobre aqueles que resistiam ao explicitar a crueldade do regime. \u201cDecidimos que n\u00e3o \u00edamos fazer s\u00f3 o livro, mas uma campanha afirmando que a for\u00e7a do povo era maior que a repress\u00e3o e ia derrot\u00e1-la. Existia um selo ilustrado com a figura de um oper\u00e1rio, um campon\u00eas, um estudante e uma mulher sob os quais era colocado o slogan \u2018a for\u00e7a do povo \u00e9 maior que a repress\u00e3o\u2019\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Pereira terminou fazendo uma reflex\u00e3o sobre o clamor por \u201cDitadura Nunca Mais\u201d. Ele tem uma vis\u00e3o cautelosa sobre o assunto. \u201cO que garante que n\u00e3o far\u00e3o de novo?\u201d, questiona ele. Ele lembrou que a conjuntura internacional hoje \u00e9 diferente daquela na qual o presidente dos EUA, Jimmy Carter, introduziu a pauta dos direitos humanos nas rela\u00e7\u00f5es internacionais. \u201cAgora, a justi\u00e7a estadunidense utiliza a tortura, as mortes sum\u00e1rias por drones, sepultamento no mar e casas clandestinas para os acusados de terrorismo em pa\u00edses aliados\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o debate, as vendas do livro esgotaram os exemplares dispon\u00edveis. Juntos com Elifas Andreato, os autores enfrentaram a enorme fila daqueles que queriam autografar seus livros. Os escritores e alguns militantes, por sua vez, aproveitaram o momento para uma confraterniza\u00e7\u00e3o calorosa de colegas que n\u00e3o se viam h\u00e1 muito.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Por Cezar Xavier*, no Blog do Renato &#8211; jornalista do portal Grabois.org<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Vermelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante o lan\u00e7amento, no \u00faltimo s\u00e1bado (24), noMemorial da Resist\u00eancia do Estado de S\u00e3o Paulo, muitos chegaram curiosos e sabendo pouco sobre o livro, que circulou de forma clandestina nos anos de chumbo, mas que causou impacto com den\u00fancias que os brasileiros n\u00e3o podiam ver na imprensa da \u00e9poca.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7313,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7314"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7314"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7314\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7313"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}