{"id":7338,"date":"2014-06-04T01:05:40","date_gmt":"2014-06-04T01:05:40","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/06\/04\/tj-mantem-condenacao-por-morte-de-militar-ligado-a-ditadura-no-rs\/"},"modified":"2014-06-04T01:05:40","modified_gmt":"2014-06-04T01:05:40","slug":"tj-mantem-condenacao-por-morte-de-militar-ligado-a-ditadura-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/06\/04\/tj-mantem-condenacao-por-morte-de-militar-ligado-a-ditadura-no-rs\/","title":{"rendered":"TJ mant\u00e9m condena\u00e7\u00e3o por morte de militar ligado \u00e0 ditadura no RS"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na casa da v\u00edtima, foram encontrados documentos do Caso Rubens Paiva.<br \/> Desembargadora descartou que ex-PMs tenham tido motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7336\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/paiva.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>Beatriz, filha de Rubens Paiva, foi a Porto Alegre\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">para acompanhar entrega de documentos <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\" \/>(Foto: Ivani Sch\u00fctz\/RBS TV)  <!--more-->  <\/span><\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\"><br \/><\/span><\/address>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A 6\u00aa C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul (TJ-RS) manteve por unanimidade, nesta segunda-feira (2), a condena\u00e7\u00e3o de dois ex-policiais militares pela morte, em 2012, do coronel reformado do Ex\u00e9rcito J\u00falio Miguel Molinas Dias. O caso ganhou repercuss\u00e3o ap\u00f3s documentos da ditadura militar que comprovam a entrada do ex-deputado Rubens Paiva, preso pol\u00edtico, no Departamento de Opera\u00e7\u00f5es e Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi), serem encontrados na casa da v\u00edtima.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Segundo o TJ-RS, no entanto, os dois praticaram o crime com motiva\u00e7\u00e3o patrimonial e foram rejeitadas as hip\u00f3teses de um homic\u00eddio de cunho pol\u00edtico ou passional.\u00a0A Justi\u00e7a concluiu que eles usaram um ve\u00edculo com placas clonadas para matar e roubar a cole\u00e7\u00e3o de armas que o militar guardava.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Trata-se, sem d\u00favida, de crime cuja motiva\u00e7\u00e3o foi estritamente patrimonial. Portanto, nenhuma cr\u00edtica merece a criteriosa investiga\u00e7\u00e3o policial que se acercou de informa\u00e7\u00f5es suficientes para seguir esta linha de direcionamento&#8221;, citou na decis\u00e3o a desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Antes da manuten\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o, os r\u00e9us apelaram, questionando a legalidade de provas. A defesa dos ex-PMs ainda questionava supostas falha na linha investigativa que abandonou a hip\u00f3tese de homic\u00eddio com motiva\u00e7\u00e3o passional ou pol\u00edtica.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Para a desembargadora, contudo, as alega\u00e7\u00f5es s\u00e3o inv\u00e1lidas, pois os r\u00e9us j\u00e1 eram investigados pelas pol\u00edcias civil e militar por participa\u00e7\u00f5es em outros delitos. Al\u00e9m disso, relat\u00f3rios com informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas prestadas por operadoras de telefonia celular apontaram a presen\u00e7a da dupla na \u00e1rea do crime no mesmo dia do assassinato.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Atua\u00e7\u00e3o no DOI-Codi<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A per\u00edcia do Rio Grande do Sul apontou que houve troca de tiros antes da morte de Molinas Dias, e os disparos partiram de dentro dos dois ve\u00edculos, o C4 ocupado pela v\u00edtima e o carro onde estariam os autores do crime. A Justi\u00e7a concluiu que os ex-policiais usaram um ve\u00edculo com placas clonadas para cometer o crime, com o objetivo de roubar a cole\u00e7\u00e3o de armas que o militar guardava. Eles n\u00e3o estavam trabalhando no momento do crime.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Durante a investiga\u00e7\u00e3o, foi encontrado na casa do coronel um documento que comprova a entrada do preso pol\u00edtico Rubens Paiva no Departamento de Opera\u00e7\u00f5es e Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi) durante a ditadura militar no Brasil, fato que era negado pelo Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7337\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/doc2300x400.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"400\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/doc2300x400.jpg 300w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/doc2300x400-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<address>Documento comprovou a pris\u00e3o de ex-deputado\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">federal Rubens Paiva (Foto: Felipe Truda\/G1)<\/span><\/address>\n<address><span style=\"line-height: 1.3em;\"><br \/><\/span><\/address>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Molinas Dias atuou no DOI-Codi depois do desaparecimento do pol\u00edtico, na d\u00e9cada de 1980, e mantinha um acervo com material da \u00e9poca. Os documentos foram repassados para a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade e para familiares de Paiva, durante uma solenidade realizada no Pal\u00e1cio Piratini, sede do governo estadual.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Foi realmente muito tr\u00e1gico. V\u00e3o acontecer muito mais coisas ainda (em investiga\u00e7\u00f5es). Que fique claro que este \u00e9 apenas um dos casos&#8221;, disse a filha do ex-deputado, Maria Beatriz Paiva Keller, durante a solenidade realizada em 27 de novembro de 2012.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Paiva \u00e9 um dos 183 desaparecidos pol\u00edticos com o paradeiro a ser investigado pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, criada pelo governo federal para examinar e esclarecer viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos praticadas durante o regime que vigorou entre 1964 e 1985. O deputado Rubens Paiva foi preso em 20 de janeiro de 1971.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade, o coronel reformado do Ex\u00e9rcito Paulo Malh\u00e3es havia dito que o corpo do ex-deputado Rubens Paiva foi jogado em um rio de Itaipava, na Regi\u00e3o Serrana do Rio por agentes da ditadura. Cerca de uma semana depois, em outro depoimento, ele negou o fato. Malh\u00e3es foi encontrado morto no dia 24 de abril na cada onde morava, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na casa da v\u00edtima, foram encontrados documentos do Caso Rubens Paiva. Desembargadora descartou que ex-PMs tenham tido motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. 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